terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Sítio Trindade abre inscrições para Oficina de Circo


As artes circenses bem pertinho de você e, o melhor, gratuitamente. Estamos falando da Oficina de Circo que o Sítio Trindade, equipamento cultural da Prefeitura do Recife, oferece a partir do dia 6 de fevereiro, ao público em geral. As inscrições já estão abertas e os interessados podem se dirigir diretamente ao Sítio na Estrada do Arraial, 3.259, em Casa Amarela, Recife. A idade mínima para participar da oficina é de 16 anos.
O instrutor da atividade será Ivo Amaral. As aulas serão realizadas nas terças e quintas, das 9h às 12h, na lona de circo montada no local. Os participantes terão a oportunidade de conhecer os fundamentos básicos do malabarismo com bolas, arcos e claves; do equilíbrio na corda bamba (com o slackline); e da acrobacia aérea. Quem tiver seu próprio material de malabarismo, pode levar para a oficina, que pretende unir desde pessoas que querem se iniciar nas artes circenses, até aqueles que já possuem alguma técnica e queiram compartilhar.

Serviço:
Oficina de Circo no Sítio Trindade, com Ivo Amaral
Quando: a partir de 6 de fevereiro
Horário: 9h às 12h, terças e quintas-feiras.
Local: Sítio Trindade, Estrada do Arraial, 3.259, Casa Amarela, Recife
Faixa Etária: A partir dos 16 Anos
Inscrições gratuitas 
Informações: 3355.3410


Secretaria de Imprensa do Recife

Almir Rouche e banda Patusco realizam shows no RioMar de Folia

O cantor Almir Rouche e a banda Patusco se apresentam na 3ª edição do RioMar de Folia, nesta sexta (3), a partir das 18h, em um palco montado na área de eventos do piso L3, do shopping RioMar. O evento é gratuito.

No repertório, Almir entoa canções como “Nas ondas do desejo”, “A praieira”, “Um bicho comendo outro”, “A vida inteira de amar”, “Dia de balada” e “Ligado em você”. No setlist do grupo Patusco, estão músicas de O Rappa, Paralamas do Sucesso, Jorge & Mateus, Lulu Santos e Vanessa da Mata. O RioMar fica na Av. República do Líbano, 251 - Pina, Recife.

Vai ter concurso para o Corpo de Bombeiros

Abertas desde ontem (30) e vão até 26 de março as inscrições para o concurso público para soldado do Corpo de Bombeiros de Pernambuco. Ao todo, são 300 vagas disponíveis. Para se cadastrar na seleção, o interessado deve entrar no site da comissão organizadora da Universidade de Pernambuco (UPE) e pagar R$ 129,60.

O anúncio do concurso foi publicado no Diário Oficial de Pernambuco de sexta-feira (27). A seleção pública terá validade de dois anos, a contar da data da primeira homologação do seu resultado final. O prazo final do concurso para bombeiro poderá ser prorrogado uma vez por igual período.
Das 300 vagas oferecidas, 5% serão reservadas para pessoas com deficiência, em conformidade com as legislações em vigor. O candidato que desejar concorrer às vagas reservadas para a cota deverá, no ato de inscrição, declarar a sua condição, a espécie e o grau de deficiência, sob pena de não concorrer às vagas reservadas. Todos os candidatos devem possuir escolaridade de ensino médio completo.


Salário - O aluno do Curso de Formação e Habilitação de Praças recebe, durante o período de curso, a 'Bolsa-Auxílio de Formação Profissional' no valor de R$ 970,42. O concluinte do Curso de Formação e Habilitação de Praças, quando nomeado Militar do Estado na graduação de Soldado Bombeiro Militar,vai receber como soldo R$ 2.319,88.


O regime jurídico de trabalho, após a posse no cargo de Soldado Bombeiro Militar, será o estatutário, em conformidade com as normas contidas na Lei Estadual nº 6.783, de 16 de outubro de 1974.


Etapas - O concurso terá duas etapas. A primeira será executada pelo Instituto de Apoio à Fundação Universidade de Pernambuco (Iaupe), por meio da Comissão de Concursos (Cocupe). Ela é subdividida em quatro fases: prova de conhecimentos gerais, com 80 questões, teste de aptidão física, avaliação psicológica e avaliação médica.


Os testes de conhecimentos gerais e a redação serão aplicados em 28 de maio deste ano. O resultado dos testes sairá em 22 de junho. As provas de aptidão física terão vários exercícios que deverão ser cumpridos pelos candidatos, em caráter eliminatório. São eles: flexão de braços na Barra Fixa, natação de 50 metros, corrida de 50 metros, salto horizontal estático, flexão do abdômen e Corrida de 2.400 metros.

A segunda etapa é o curso de formação de habilitação de praças, a ser ministrado pela Secretaria de Defesa Social (SDS). O treinamento terá duração de seis meses. As datas de divulgação do resultado final e de convocação para o curso de formação ainda serão definidas.

Portal G1

Benção do Utero na Casa Astral


Com muita alegria que a MoonMother Dani Lins convida todas a iniciar esse novo ciclo de Bênçãos num círculo de mulheres na Casa Astral. Iniciaremos o ano com a meditação da Abundancia.

Sábado - 11 de Fevereiro - às 13h

MAIS INFORMAÇÕES

(81) 9 9956-3113 ou bmulinsdani@gmail.com

Sebrae e PNUD lançam edital para reconhecer empresas de impacto social

O Sebrae e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) vão lançar, durante a Campus Party Brasil, um edital para mapear e reconhecer as empresas de impacto social e ambiental atuantes no país. A chamada é fruto de um Acordo de Cooperação Técnica entre as duas instituições, firmado em novembro de 2016, que tem como objetivo fortalecer os pequenos negócios inclusivos e sociais, para que cresçam e se estabeleçam de maneira sustentável, elevando a competitividade e suas capacidades de exercer um impacto social positivo e escalável.

O lançamento ocorrerá na tarde desta quarta-feira (1º), às 12h30, com a presença da diretora técnica do Sebrae, Heloisa Menezes, no palco principal da #CPBR10. A diretora também vai oficializar o lançamento do 1º Ciclo do Inovativa Brasil 2017, programa que, em parceria com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), oferece mentorias e acelera startups de forma gratuita. As inscrições para uma das uma das 300 vagas oferecidas estão abertas até 20 de fevereiro. Na ocasião também será anunciada formalmente a parceria com o Instituto Campus Party.

Também será assinada a parceria entre o Sebrae e o Instituto Campus Party para fomentar o empreendedorismo entre os jovens apaixonados por cultura digital no Brasil.  O convênio com o Instituto Campus Party prevê o atendimento de pelo menos 3 mil campuseiros. Para participar das ações do projeto, os interessados devem se cadastrar na plataforma da Campus Party (campuse.ro) e marcar #empreendedorismo como área de interesse no preenchimento do perfil.

Serviço:

Campus Party Brasil 2017
De 31 de janeiro a 5 fevereiro
Centro de Exposições Anhembi – São Paulo

Agência Sebrae de Notícias

Pará: jovem apela para não amputar a perna

Adriana Silva, 15 anos, mora em Belém do Pará e há um ano e meio sofreu um acidente de ônibus na linha Ananindeua-Presidente Vargas (empresa Barata) e teve a pele de sua perna arrancada. Após ser hospitalizada, passou por alguns procedimentos, como enxerto de pele de uma perna para a outra. No entanto, não é mais possível fazer isso, pois a jovem emagreceu muito e atualmente pesa apenas 32 kg. Agora, vem o perigo maior: sem poder fazer mais esse tipo de cirurgia, Adriana pode vir a perder sua perna, por amputação.

De família humilde, Adriana não tem mais condições financeiras de continuar seu tratamento e o risco da amputação é cada vez mais iminente. Família e amigos da adolescente não têm mais como ajudá-la. Porém, existe uma esperança. Ela pode passar por sessões na Câmara Hiperbárica para recuperar a pele de sua perna. Mas cada sessão custa R$ 350 e no mínimo, ela precisa de 30 sessões para começar o processo de recuperação. O custo total de procedimentos (sessões na câmara, transporte, entre outras despesas) chega a R$ 40 mil.

Hospital - Na capital paraense, o Hospital Porto Dias fornece os serviços hospitalares do tratamento na Câmara Bariátrica e amigos da jovem, no Pará e em outros estados, fizeram um abaixo assinado pela plataforma Change (para assinar, clique aqui). Mais de 40 mil pessoas assinaram e para que o abaixo assinado chegue ao Hospital Porto Dias, são necessárias 50 mil assinaturas.O apelo é que o hospital arque com o tratamento de Adriana.

Câmara Hiperbárica - Oxigenoterapia Hiperbárica ou Hiperoxigenação Hiperbárica, é um método terapêutico no qual o paciente é submetido a uma pressão maior que a atmosférica, no interior de uma câmara hiperbárica, respirando oxigênio à 100%.   A câmara hiperbárica consiste em um compartimento selado resistente à pressão que pode ser pressurizado com ar comprimido ou oxigênio puro, pode ser de grande porte, acomodando vários pacientes simultaneamente (câmaras multiplaces), ou de tamanho menor, acomodando apenas o próprio paciente (câmaras monoplaces).  Normalmente é um procedimento para vítimas de Pé Diabético ou quem passou por acidentes, como o caso de Adriana. Com a pressão do ar, a tendência é a otimização da regeneração da pele das pernas, com a ajuda do oxigênio.

Adriana fez um vídeo para o Youtube onde conta sua situação:



Vou linkar novamente para o Abaixo assinado

Zé do Caixão virou evangélico?



Nos últimos dias, uma publicação com fotos do ator e cineasta José Mojica Marins dentro de uma igreja evangélica viralizou nas redes. No post (reproduzido acima), o pastor Erzon Aduviri afirma que o artista, eternizado como o personagem Zé do Caixão, e sua mulher decidiram se batizar na Igreja Adventista do Sétimo Dia, em São Paulo.

Mojica aparece nas fotos ao lado de sua esposa e de pastores da congregação vestindo camisa e calça social – bem diferente do look gótico com capa preta e cartola do Zé do Caixão. Em uma das fotos é possível vê-lo com a mão no peito enquanto recebe uma oração.

Em pouco tempo, a postagem viralizou nas redes e vários usuários do Twitter ficaram espantados com a decisão do cineasta.

Mas a história não é bem essa.

Em entrevista ao #VirouViral, a filha do cineasta, Liz Marins, conhecida como Liz Vamp, esclareceu o que está por trás das fotos: ele apenas acompanhou a esposa na igreja e não se converteu ou se batizou. “Ele é católico não praticante e acompanhou a esposa nesse culto. A esposa dele é religiosa e frequentadora da Igreja Adventista. Ela decidiu se rebatizar porque estava frequentando outra igreja antes”.

O pastor Erzon Aduviri, que, ao anunciar o batismo, pontuou a frase “Louvado seja Deus!”, acabou se desdizendo nos comentários. Disse que não se tratava de uma conversão. Depois de algumas horas, apagou o post.

Procurada, a Igreja Adventista do Sétimo Dia afirmou que ele foi ao culto, porém não houve batismo. “O Zé do Caixão não foi batizado, apenas foi a um culto, como visitante e, em determinado momento, demostrou interesse em conhecer a igreja e estudar a Bíblia. Não houve batismo.”
Revista Veja

Maria Sapatão e Zezé são banidos da folia carioca

Velhas conhecidas dos foliões cariocas, as marchinhas de carnaval que animam bailes e desfiles nas rua viraram alvo de uma polêmica. Consideradas politicamente incorretas, músicas como “Cabeleira do Zezé”, “Maria Sapatão”, “Índio quer apito” e “O teu cabelo não nega” começam a sair do repertório de alguns blocos, como revelou a coluna Gente Boa, do GLOBO, na semana passada. Integrantes de grupos como Mulheres Rodadas, que surgiu do movimento feminista, Cordão do Boitatá e Charanga do França defendem que as letras sejam banidas dos desfiles. Mas a medida não é unânime.

— Se a gente é um bloco feminista, não temos como passar ao largo dessas coisas. Se isso está sendo considerado ofensivo, acho que a gente não deve fazer coro — disse Renata Rodrigues, uma das organizadoras do Mulheres Rodadas, em entrevista à rádio CBN.

CLÁSSICO DE FORA
Segundo Renata, a discussão em torno da palavra mulata, usada muitas vezes de forma pejorativa, diz ela, poderá tirar do repertório até mesmo um clássico da MPB:

— A gente tocava “Tropicália”, do Caetano Veloso. Agora, com toda a onda desse questionamento, principalmente, em função da palavra mulata, a gente está discutindo e vamos decidir se continuaremos tocando essa música ou não.
Presidente do Cordão do Bola Preta, um dos mais tradicionais blocos da cidade, Pedro Ernesto Marinho discorda da proibição. Para ele, as marchinhas não foram escritas para desrespeitar as pessoas.

— Não consideramos essas marchinhas ofensivas. Quem as compôs, certamente, não tinha essa intenção. Carnaval é uma grande brincadeira. Essa polêmica não vai levar ninguém a lugar algum e até desmerece o carnaval. O preconceito está mais dentro das nossas cabeças do que nas marchinhas — afirmou.
Mesma opinião é compartilhada pela presidente da Sebastiana, associação que representa 11 blocos cariocas, e pelo presidente da Folia Carioca, que reúne 22 grupos.

— Nenhum bloco da Sebastiana está tirando marchinha do repertório. Os blocos acham que as marchinhas são antigas, tradicionais e tinham um contexto, sem ter preconceito. Foram criadas numa determinada época. A vida fica muito sem graça se tudo tiver que ser enquadrado, perdendo a leveza e a brincadeira, que são a essência do carnaval — opina Rita Fernandes, presidente da Sebastiana.

Já Roberto Vellozo, presidente da Folia Carioca, disse que os blocos estão mais preocupados em pagar as contas do que com essa discussão:

— Vamos continuar tocando (as marchinhas). Essa discussão não agrega nada.



Jornal Extra (Rio)

Hackers mudam curso de aluna ‘nota mil’ do Enem: de Medicina para Produção de cachaça

Hackers ainda não identificados invadiram o site do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação, e editaram informações logo depois da divulgação dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. A principal traquinagem foi mudar o curso dos principais classificados. Tereza Gayoso, de 23 anos, por exemplo. Ela teve nota máxima na redação do Enem (mil pontos) e pretendia cursar Medicina. Descobriu que tinha sido matriculada no curso de Produção de cachaça, no Instituto Federal do Norte de Minas Gerais, em Salinas.
“Eu não consigo acreditar que fizeram essa ruindade comigo”, disse Tereza. Ela não foi a única vítima. Outro estudante que preferiu não se identificar foi matriculado à revelia no curso de Ciências Sociais da Universidade Federal do Acre. “Acho triste eu precisar me preocupar com minha segurança em um site do governo”, disse.
Revista Época

Fachin pede para ir à turma do Lava Jato no STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin deve protocolar nesta terça-feira 31 na presidência da corte um pedido para mudar da Primeira para a Segunda Turma.
Desta forma, Fachin passaria a ocupar a cadeira de Teori Zavascki na turma que analisa a Lava Jato e estaria habilitado a entrar no sorteio entre os cinco integrantes do colegiado que deverá definir o novo relator da Lava Jato no STF.
Quando receber seu pedido, a ministra Cármen Lúcia deverá consultar os ministros da Primeira Turma. O sorteio para decidir o novo relator da Lava Jato, que herdará todos os processos que estavam com Teori, morto em um acidente aéreo no dia 19 de janeiro), deve acontecer na quinta-feira 2.
Portal Brasil 247

Avião de pequeno porte com 5 pessoas desaparece no leste da Colômbia

Um avião Cessna 172 da empresa AeroMenegua desapareceu quando voava entre os municípios colombianos de San Felipe e Puerto Inírida, no departamento de Guainía, que faz fronteira com o estado do Amazonas e com a Venezuela, informou a Aeronáutica Civil (Aerocivil) nesta terça-feira (31).

A aeronave de pequeno porte era pilotada pelo capitão Hernando Múrcia e deixou de fazer contato por volta das 15h25 de segunda-feira (horário local, 18h25 em Brasília), de acordo com o comunicado da Aerocivil.

As autoridades ativaram os protocolos de busca e resgate na região, mas, até a manhã desta terça-feira, não tinha sido possível começar os trabalhos por conta das difíceis condições meteorológicas no local.

Inicialmente, o protocolo de busca será feito com um avião da Força Aérea da Colômbia assim que as condições meteorológicas melhorem.

Portal G1

Exame detecta trombose venosa profunda em membros inferiores em Dona Marisa

Um exame de ultrassom realizado na ex-primeira-dama Marisa Letícia identificou a presença de trombose venosa profunda dos membros inferiores, segundo boletim médico divulgado nesta terça-feira, uma semana após a mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sofrido um AVC (acidente vascular cerebral) hemorrágico.

De acordo com o informe, após o exame feito na última segunda feira, foi realizada a passagem de um filtro de veia cava inferior com o objetivo de prevenir a ocorrência de embolia. O quadro clínico permanece estável.
Ainda segundo o boletim, desde a admissão hospitalar até hoje, Dona Marisa permanece com controle neurointensivo, “apresentando melhora progressiva dos parâmetros evolutivos neurológicos”.

“A paciente permanece estável do ponto de vista cardiovascular, com níveis normais de pressão arterial sem necessidade de utilização de medicamentos para controle pressórico, apresentando ecocardiograma seriadamente normal. Não há anormalidades na coagulação, função renal ou hepática”, diz a nota.
A equipe médica que acompanha a ex-primeira-dama é formada pelos médicos Roberto Kalil Filho, Milberto Scaff, Marcos Stávale e José Guilherme Caldas.

A ex-primeira-dama, de 66 anos, passou mal no apartamento em que mora em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, no início da tarde da última terça-feira. Ela foi levada a um pronto-socorro da cidade, de onde, após exames constatarem o AVC, foi transferida para o Sírio Libanês em uma ambulância. Marisa chegou consciente ao hospital.

Naquele dia, o hospital informou que ela foi "imediatamente submetida a um atendimento de emergência, seguido de cirurgia endovascular (embolização)", uma cirurgia feita dentro de uma artéria para fechá-la, e "oclusão do aneurisma" — o fechamento do sangramento.



Jornal Extra (Rio)

PF deflagra operação contra doador de Eduardo Campos e do PSB

A Polícia Federal em Pernambuco deflagrou na manhã desta terça-feira, por volta das 6h, a Operação Vórtex, um desmembramento da Operação Turbulência, para investigar mais uma empresa envolvida na polêmica compra do avião Cessna Citation que caiu com o então candidato a presidência em 2014 Eduardo Campos (PSB), morto no acidente aéreo.

Nesta etapa são investigados os crimes de corrupção, direcionamento de licitação e lavagem de dinheiro. Ao todo, 30 policiais federais cumpriram 10 ordens judiciais em Pernambuco, sendo seis mandados de busca e apreensão (quatro no bairro de Boa Viagem, um no Pina e um em Jaboatão dos Guararapes) e quatro mandados de condução coercitiva (todos no bairro de Boa Viagem).

Genro - Entre os empresários levados hoje para prestar esclarecimentos na sede da Polícia Federal no Recife, durante a operação Vórtex, está Rodrigo Leicht Carneiro Leão, genro do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio. Casado com uma das filhas de Múcio, Leicht é sócio da empreiteira Lidermac, alvo da operação da PF, que estaria envolvida na compra do avião usado pelo ex-governador Eduardo Campos, durante campanha presidencial em 2014. A operação busca colher provas de lavagem de dinheiro e corrupção que teriam envolvido a compra do jato Cessna Citation PR-AFA.

Diário Catarinense e Valor Econômico

Comunidades beduínas sofrem com despejo e violência em Israel

O último fim de semana foi novamente de tensão para famílias palestinas, da vila beduína de Umm Al Hiran, que tiveram suas casas destruídas no início deste ano pelo governo de Israel. No domingo (29), enquanto a reportagem estava no local, aproximadamente 12 viaturas da polícia israelense chegaram à vila para dar mais uma ordem de despejo aos moradores.
Com policiais fortemente armados e sem dirigir uma palavra aos palestinos, o aviso foi dado: daqui a 30 dias eles enfrentarão mais uma expulsão para dar espaço a um bairro judeu.
Foi no dia 9 de janeiro, que as 11 famílias de Umm Al Hiran, – uma das 40 comunidades beduínas do Deserto de Negev, que fica dentro do território de Israel – receberam a notificação avisando que suas casas seriam demolidas. Na manhã do dia 18, menos de dez dias após a notificação, os tratores israelenses fizeram a operação apoiados por um grande número de soldados.
A ação gerou revolta nos moradores da vila, que tentaram resistir ao despejo e decidiram ficar no local, entrando em confronto com os soldados israelenses. O professor de matemática e morador da vila, Yaqoub Moussa Abu al-Qian, 47 anos, foi baleado por soldados enquanto estava dirigindo o carro dele. O exército israelense alegou que se tratava de “um veículo conduzido por um terrorista islâmico com a intenção de atropelar soldados”. Porém, um vídeo divulgado na imprensa, poucas horas depois, mostra que o veículo estava em baixa velocidade e não apresentava ameaça aos soldados, acelerando após ser atingido por vários disparos.
O estudante de medicina e sobrinho do professor assassinado, Akran Abu Alkean, visitava os destroços da vila, quando foi surpreendido pela volta dos policiais no último domingo. “Estamos aqui há 62 anos e agora querem nos tirar para construir casas para judeus. Somos cerca de 40 pessoas sem nada, sem casa, sem roupas, até nossa comida foi doada. Agora vieram avisar que no próximo mês vão demolir os contêineres que doaram para nós, deixando a gente de novo sem lar. Talvez eu fique bem, mas e essas crianças, menores de dez anos, o que vão fazer? Estamos em janeiro, é frio e chove”, lamentou.
Vilas beduínas - Apesar de Umm Al Hiran estar dentro do território israelense, as comunidades beduínas são consideradas como “diáspora” ou “vilas ilegais” pelo Estado, mesmo que muitas delas sejam mais antigas que Israel. Os habitantes não possuem infraestrutura, como eletricidade, água corrente, estradas pavimentadas e sistemas de esgoto. Eles também não têm direito à representação nos governos locais e não podem participar de eleições municipais. Consequentemente, a população dessas vilas é reduzida à condição da miséria e pobreza, agravada pelo fato de não terem acesso aos direitos civis, políticos e sociais básicos.
Sem ter para onde se deslocar, os beduínos vivem na condição de refugiados dentro de Israel, assim como os palestinos que tiveram suas casas e vilas destruídas em 1948, durante a Nakba. Mais de 500 vilas palestinas foram destruídas e 700 mil pessoas expulsas, tornando-se refugiadas ou deslocadas internas. Desde a Guerra dos Seis dias, Israel já demoliu cerca de 48.488 casas palestinas, segundo dados da Israeli Committee Against House Demolitions (ICAHD), organização de direitos humanos israelense. Somente em 2016, foram 1.089 edifícios demolidos, deixando 1.593 palestinos desalojados.
Refugiados - Em alguns casos, as vilas foram demolidas e as terras expropriadas sem dar lugar a nenhum tipo de construção ou habitação. Um exemplo são os destroços da vila de Lifta, uma das 38 vilas nas proximidades de Jerusalém que foram destruídas pelas forças armadas israelenses em 1948. Três mil habitantes foram expulsos, sendo que a maioria hoje vive em Jerusalém oriental.
Obay Odeh, descendente de refugiados de Lifta, conta que alguns parentes ainda possuem as chaves das ruínas que já foram as casas deles, um costume que se tornou símbolo da resistência palestina. “É nossa identidade, nossa cidade natal, nossos familiares ainda têm as chaves ou os documentos que provam que eram donos das casas, porque quando saíram acharam que voltariam. Isso significa muito para mim, porque diz muito sobre o que aconteceu com os palestinos durante o processo de colonização”, diz.
Lifta foi transformada em um parque natural e é utilizada pela comunidade judaica como um local para prática de caminhada, ciclismo e piquenique. Como muitos locais originalmente palestinos, Israel reconstrói a história de Lifta destacando supostas raízes judaicas.
“Eles estão tentando se conectar com essa área, fazer se tornar um local sagrado para judeus. Os sionistas sempre tentam transformar isso em um conflito religioso, como se não fosse uma ocupação ideológica. Mas não é uma história forte que contam. Todo ano a gente vem aqui de duas a quatro vezes para limpar a vila, o cemitério, pegar as frutas. Mas eles sempre queimam, destroem e nos expulsam daqui”, afirma Obay.
A questão da expulsão dos palestinos é uma das principais pautas do movimento de resistência palestina. A bandeira do “direito de retorno” dos refugiados é amplamente defendida. A Organização das Nações Unidas (ONU) considera os casos de refugiados e deslocados internos palestinos como os mais duradouros da história, apesar da Resolução 194 da Assembleia Geral de 1948 ter registrado o direito dos refugiados retornarem para casa. “Nós acreditamos que é nosso direito voltar para cá, não importa como”, reitera Obay.
Os dados da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) apontam que, no final de 2014, o número de refugiados palestinos havia chegado a 7,98 milhões, sendo 6,14 milhões refugiados de 1948 e descendentes; pelo menos 1 milhão de refugiados de 1967; e 720 mil deslocados internos em Israel e na Cisjordânia.
Brasil de Fato - Repórter Júlia Dolce
Revista Fórum - Repórter Victor Labaki


Inscrições para o PROUNI começaram hoje


Começam à meia-noite desta terça-feira (31) as inscrições para o Prouni (Programa Universidade para Todos), que oferece 214.110 bolsas de estudos em instituições de ensino superior privadas para estudantes de todo o país. As inscrições podem ser feitas até as 23h59 do dia 3 de fevereiro.

Antes previsto para o dia 30, o período de inscrições para o Prouni foi adiado em um dia por "precaução técnica", de acordo com o MEC (Ministério da Educação). O calendário de inscrições para o Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior) também foi ajustado: as inscrições serão abertas entre os dias 7 e 10 de fevereiro.

Do total de bolsas ofertadas pelo Prouni, 103.719 são integrais e 110.391 são parciais, ou seja, o governo federal arca com 50% da mensalidade. Segundo o MEC, essa é a maior oferta de bolsas desde a criação do programa, em 2004.


As inscrições serão feitas exclusivamente através do endereço http://siteprouni.mec.gov.br/. Para participar do processo seletivo, o candidato deve informar o número de inscrição e a senha que foram usados no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2016. É possível optar por até dois cursos, com ordem de preferência.

Podem concorrer os estudantes que não tenham diploma de curso superior e tenham alcançado o mínimo de 450 pontos no Enem, que tenham cursado o ensino médio em escola pública ou, na condição de bolsista integral, na rede particular. É preciso comprovar renda familiar de até um salário mínimo e meio para a bolsa integral e de até três salários mínimos para a parcial.

Também podem participar pessoas com deficiência e professores do magistério da rede pública de ensino que integrem o quadro permanente da instituição de ensino.


Portal UOL

12,3 mi de desempregados no Brasil

O desemprego seguiu em alta no final do ano passado e subiu para 12% no quarto trimestre, segundo dados divulgados nesta terça-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua. Esse é o maior índice da série histórica do indicador, iniciada em 2012. No ano de 2016, a taxa média de desocupação ficou em 11,5%.

No trimestre de outubro a dezembro, o Brasil tinha 12,3 milhões de pessoas desocupadas. O número representa um aumento de 2,7% em relação ao trimestre de julho a setembro e de 36% na comparação com o último trimestre de 2015.


Já a população ocupada somou 90,3 milhões de pessoas. Em relação ao trimestre anterior, esse número cresceu 0,5%, mas frente ao quarto trimestre de 2015, caiu 2,1%.

Desse total, 34 milhões de pessoas que estavam empregadas no setor privado tinham carteira de trabalho assinada. Do terceiro para o quarto trimestre, não houve alteração no contingente, no entanto, recuou quase 4% na comparação com o final do ano anterior.

Com informações do Portal G1

Requião quer lançar ‘candidatura alternativa’ no Senado

Às vésperas da eleição para a Mesa Diretora, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) procurou integrantes da bancada petista para tentar viabilizar uma candidatura à presidência do Senado.
As sondagens do peemedebista ocorrem no momento em que os senadores do PT decidiram não apoiar para o cargo o atual líder do PMDB na Casa, Eunício Oliveira (CE), favorito ao posto. A eleição no Senado está marcada para esta quarta-feira, dia 1º.
Eunício, tratado como o candidato principal do PMDB e com apoio da cúpula do partido, ainda não confirmou sua candidatura. Requião, por sua vez, articula uma candidatura alternativa ao da cúpula da legenda, que, por ter a maior bancada, tem o direito de lançar o nome para a sucessão de Renan Calheiros (PMDB-AL).
O senador pelo Paraná tem defendido a divulgação do conteúdo das delações dos 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht antes da eleição das Mesas da Câmara e do Senado. Para Requião, seria um “constrangimento” eleger alguém que futuramente fosse questionado.
A divulgação das delações, se ocorresse, poderia beneficiá-lo, uma vez que Eunício poderia ser enredado na colaboração da Odebrecht – embora citado, não é alvo de inquérito formal no Supremo Tribunal Federal.
O atual líder do PMDB, entretanto, disse que não tem “nenhuma preocupação” com o conteúdo das delações. “Ninguém pode impedir que terceiros falem, criem, inventem e até mintam”, disse à reportagem.
Senadores do PT – a terceira maior bancada da Casa – reuniram-se nos dois últimos dias para definir o caminho a seguir. Após pressão da base do partido, a bancada rachou. Um grupo defende não apoiar a candidatura de Eunício, que foi a favor do impeachment da presidente da cassada Dilma Rousseff. Outro é favorável a fechar com Eunício e garantir um assento na Mesa Diretora, provavelmente a Primeira-Secretaria, linha defendida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um terceiro grupo quer, caso Requião saia candidato, apoiá-lo. 
Revista IstoÉ

Protesto por moradia em SP


Um protesto reivindicando moradia bloqueia totalmente Avenida Paulista, no Centro de São Paulo, na tarde desta terça-feira (31). O ato começou por volta das 14h20  em Frente ao Masp (Museu de Arte de São Paulo).

O ato é comanda pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto). Segundo o grupo, cerca de seis mil pessoas participam do protesto.

Por causa da manifestação, há lentidão na região desde a Rua 13 de Maio. 

Até o momento o protesto segue pacífico e o grupo de manifestantes se desloca no sentido da Rua da Consolação.


Segundo a Midia Ninja, lideranças do movimento, entre elas o presidente nacional da entidade, Guilherme Boulos, formaram uma comissão para negociar junto à Prefeitura de São Paulo.

Com informações da Rádio Bandeirantes (SP) e do Mídia Ninja


Criador do Pac Man morre aos 91 anos

Masaya Nakamura, fundador da Bandai Namco e considerado o “pai do PacMan”, faleceu em 22 de janeiro, aos 91 anos. A informação foi divulgada pela empresa nesta segunda-feira, 30. A causa da morte não foi revelada por desejo dos familiares.

Nakamura fundou a empresa em 1955, já com foco no entretenimento. No início da carreira, a Namco contava com dois cavalos mecânicos de madeira em uma loja de departamentos. Mais tarde, a companhia começou a criar jogos arcade, parques temáticos e outros produtos.
Apesar de sua idade avançada, Nakamura continuava trabalhando como conselheiro da Namco.
Acima, representação de sua maior criação, o game Pac Man

Agencia Reuters

Violência contra a mulher é grave problema de saúde pública

A violência contra a mulher é um grave problema de saúde pública, que ocorre em todas as classes sociais. Para que a população possa entender melhor como enfrentar esse crime, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) disponibilizou em português um resumo de algumas das principais publicações sobre o tema, feitas pela agência e entidades parceiras.
“Estratégia e Plano de Ação sobre o Fortalecimento do Sistema de Saúde para Abordar a Violência contra a Mulher” (disponível em português, inglês e espanhol), de 2015, faz uma análise da situação atual da violência contra as mulheres na América Latina e Caribe e sugere indicadores para monitoramento de progresso.
Já o “Relatório sobre a situação global da prevenção da violência 2014” (disponível em inglês e português) contém dados de 133 países e aborda especificamente o abuso infantil, violência juvenil, violência por parceiro íntimo, violência sexual e abuso de idosos. Foi publicado em conjunto por OMS, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).
As “Recomendações éticas e de segurança da OMS para pesquisa, documentação e monitoramento da violência sexual em emergências” (disponível em inglês, francês e árabe), de 2007, apresenta desafios para as atividades relacionadas com a coleta de dados em qualquer contexto, incluindo em emergências humanitárias.
Também está disponível no site da agência documento sobre as áreas-chave para a ação da OPAS/OMS no enfrentamento à violência contras as mulheres. Esse texto aponta, por exemplo, que as diferentes formas de violência contra mulheres e meninas podem resultar em implicações à saúde mental, como depressão, ideias suicidas ou abuso de substâncias.
Mulheres e meninas podem ainda sofrer agravos à saúde sexual e reprodutiva, como a contração de infecções sexualmente transmissíveis ou uma gravidez não desejada/precoce.
ONU Brasil

Janot mantém sigilo das delações

O fato foi publicado em todos os jornais do país em dezembro de 2016. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, iria pedir a retirada do sigilo das delações de 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht tão logo o material fosse homologado pela Corte.
No entanto, e sem maiores explicações, pouco mais de um mês depois, Janot – o único cidadão da República, além da ministra Carmén Lúcia, presidente do STF, com poderes para quebrar o sigilo das delações – não pede para que os depoimentos se tornem públicos, ou seja, não cumpre o que prometeu.
Para ele, é conveniente para as investigações que o caso permaneça sob segredo de justiça. Se mudar de ideia, poderá pedir a queda do sigilo a qualquer momento. O mais provável é que isso seja feito quando os inquéritos forem abertos no STF.
A manutenção do sigilo provocou reação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O presidente da Ordem, Claudio Lamachia, pediu o fim do sigilo. "É preciso que fique bastante claro a toda sociedade o papel de cada um dos envolvidos, sejam da iniciativa privada ou dos setores públicos. Nessas horas, a luz do sol é o melhor detergente", afirmou em um texto publicado no site da OAB.
Conteúdo Explosivo - O que se sabe até agora, de acordo com vazamentos de algumas das 77 delações, é que elas comprometem o governo – Temer foi citado pelo ex-executivo Claudio Melo Filho ao ter pedido e recebido propina no valor de R$ 10 milhões. Aos investigadores da Lava Jato, Melo Filho apresentou um email de Marcelo Odebrecht (MO) para comprovar que os R$ 10 milhões pedidos por Michel Temer à empreiteira no Jaburu foram propina. Na mensagem, Marcelo diz ter feito o pagamento a MT (Michel Temer) depois de "muito choro".
Além de Temer, também foram citados Moreira Franco, Romero Jucá, Aécio Neves, Paulo Skaf, Renan Calheiros, Rodrigo Maia entre outros. Com tanto peixe graúdo, resta saber qual o interesse de Janot em se desdizer e manter o sigilo?
Portal Brasil 247

#VaiGuerreira

A foto é antiga, mas tem tudo a ver.
Uma luta de cinco anos entra em sua reta final.
Nesta quinta (02/02) estarei apresentando a dissertação de mestrado e por conta disso, nosso blog entra num minirrecesso forçado e volta na segunda (06/02).  Segue abaixo o convite para a defesa, que é aberta ao público.
Obrigada a tod@s.

Ps: Hoje o noticiário é NORMAL





segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Advogado da cidade de Caruaru entra com pedido de Habeas Corpus para Eike Batista

Um advogado de Pernambuco, que não faz parte da equipe de defesa de Eike Batista, deu entrada na Justiça Federal do Rio de Janeiro com um pedido de habeas corpus em favor do empresário que foi preso nesta segunda-feira no Rio de Janeiro logo após desembarcar vindo de Nova York, nos Estados Unidos.
Segundo o Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, com sede no Rio de Janeiro, o pedido foi solicitado pelo advogado José Antonildo Alves de Oliveira (foto), da cidade de Caruaru.
"Na verdade, qualquer pessoa, que se sinta incomodada com a prisão de alguém, mesmo não sendo advogado, pode usar desse expediente e entrar com um pedido na Justiça", explicou uma fonte da Justiça.
"É algo incomum, mas não é inédito", acrescentou a fonte.
O advogado Fernando Martins, da equipe que defende Eike, disse que não conhece o autor do pedido de habeas corpus e negou o uso de laranjas na defesa do empresário, ao ser questionado sobre essa possibilidade.
"Não procede essa dúvida levantada", disse Martins, referindo-se ao possível uso de laranjas. "A defesa do Eike vem agindo sempre com absoluta transparência."
O pedido de habeas corpus em favor de Eike já foi distribuído. O relator do processo seria o desembargador Abel Gomes, mas como o magistrado está de férias, o habeas corpus será analisado pelo juiz substituto Vigdor Teitel.
Fontes da PF disseram que Eike pode ser ouvido na terça-feira na superintendência da PF no Rio.

Perfil - José Antonildo é advogado criminalista formado pela  Associação Caruaruense de Ensino Superior (ASCES) e concluiu o curso em 2014. Seu trabalho de conclusão de curso teve como tema O Anonimato na Internet como ferramenta de serviço da criminalidade. Tem vários artigos publicados no Jornal Vanguarda, o principal de Caruaru e já exerceu atividades também como professor e webdesigner.

Agência Reuters
Perfil e foto do advogado com informações de seu Curriculum Lattes

As cadeias que, sem armas, derrubam as taxas de reincidência criminal no Brasil

Imagine uma cadeia sem armas, agentes de segurança, violência ou repressão. Um lugar onde os presos, que não são chamados dessa forma, cuidam das chaves. Imagine um prédio ensolarado, pintado de azul celeste, com uma grande horta ao lado de fora e o vento, que traz consigo o cheiro do alecrim. Imagine todas as pessoas juntas à mesa farta, com pratos, talheres, dignidade. Esse lugar sem registro de rebeliões ou mortes, que mais parece música de John Lennon, já existe no Brasil. São as Apacs (Associações de Proteção e Assistência ao Condenado), ou, como seus criadores preferem ler, Amando ao Próximo Amarás a Cristo.
As Apacs, administradas por associação de voluntários, muitos deles cristãos, podem soar uma utopia no país que iniciou o ano com matanças nos presídios do Norte e Nordeste, mas são consideradas pela ONU (Organização das Nações Unidas) como o único modelo prisional que deu certo no Brasil, o quarto país com maior população carcerária do mundo. São 50 associações pelo país com resultados semelhantes: custam R$ 800 por preso (contam com voluntários e funcionários), três vezes menos que a média nacional de 2.400 reais, e o índice de recuperação é de 95% contra 25% das cadeias padrões.
Quatro critérios selecionam os prisioneiros. Eles precisam ser condenados, manifestar por escrito que aceitam as normas apaquianas, terem família ou cometido o crime na comarca da associação - para facilitar a assistência jurídica e o envolvimento familiar. Além do critério de antiguidade. São priorizados condenados com penas mais longas, indiferentemente do crime que cometeram, em unidades que também contrastam com o superlotado resto do sistema: as Apacs têm em média 200 detentos. A única Apac que se diferencia é a de Santa Luzia (MG). Localizada na região metropolitana de Belo Horizonte há uma exigência a mais motivada pela longa fila de espera: um ano de bom comportamento.
A primeira Apac foi criada há 45 anos em São José dos Campos (SP), pelo advogado e jornalista Mario Otoboni e um grupo de voluntários cristãos. Desde então, as unidades se espalharam por sete Estados brasileiros. Em março, uma nova associação abre em Florianópolis, a centésima do mundo, e sua idealizadora e futura presidente, Leila Pivatto, 67 anos, mostra seu entusiasmo: “Quando condenados, e vale lembrar que 40% dos 600 mil encarcerados no Brasil não são, os presos deveriam perder o direito de ir e vir. Apenas. Mas eles perdem tudo. O contato com as famílias, os direitos à saúde, educação, trabalho e assistência jurídica. Nós entendemos que para matar o criminoso e salvar o homem é preciso cidadania".
Leila é também voluntária há dez anos da Pastoral Carcerária, um braço assistencial ligado à Igreja Católica, trabalha 12 horas por dia sem ganhar nenhum centavo. Ela e seus colegas pelo país não são os únicos a apostar no modelo. A proposta ganhou a atenção da presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia: “As Apacs são a minha aposta. Elas têm dado certo. Basta dizer que a reincidência é de 5%, enquanto nos presídios comuns é de até 75%”, disse a ministra em entrevista ao Programa Roda Viva, da TV Cultura, em outubro do ano passado.
Oposta às cadeias comuns no cerne, talvez a diferença maior das Apacs seja sua concepção de defesa da justiça restaurativa, não da punitiva. Elas não podem ser criadas pelos governos, só pela organização e boa vontade da sociedade civil, esse é um dos principais obstáculos para expansão do modelo em larga escala.


"Não há solução imediata para as prisões. Todo processo será lento e exigirá consciência da população. Eu acredito que as Apacs sozinhas não irão resolver. É preciso estimular o desencarceramento. Há gente presa por bobagens. A minoria da massa prisional é perigosa, os outros poderia cumprir penas alternativas. E, obviamente, é preciso gerar oportunidade. Antes construirmos escolas do que prisões", disse Leila.
No caso da unidade de Florianópolis foram seis anos da primeira assembleia até a construção do prédio. O primeiro passo foi a audiência pública na comarca, em seguida a criação jurídica, que não visa nenhum lucro, e visitas à Apac de Itaúna, em Minas Gerais, que existe há 17 anos e é celebrada pela sua excelência _lá fugas são raras: a última demorou dez anos para acontecer.
A primeira Apac de Santa Catarina ficará no Complexo da Agronômica, em Florianópolis, onde cinco unidades já detêm quase 1,6 mil pessoas. A Apac será a sexta. A única semelhança com os vizinhos de muro é o terreno. A casa ampla e solar não foi criada para punir. Ao invés de agentes do Deap (Departamento de Administração Prisional), a organização será responsabilidade dos voluntários, não só da Igreja Católica, mas de diversas áreas. São advogados, médicos, dentistas, psicólogos, professores de música e yoga, confeiteiros, gente que acredita que para resolver a violência das ruas é preciso mudar a realidade do cárcere.
"Aqui os presos usarão suas roupas, serão chamados pelos seus nomes ou como recuperandos. E no lugar da solitária poderão resgatar seu equilíbrio na capela, se quiserem”, diz Leila, enquanto trabalha na finalização do edifício.
A rotina será rígida. São os presos que serão os responsáveis pela segurança e pela limpeza. Às seis da manhã eles levantam, arrumam suas camas (sim, eles têm camas), fazem as orações, tomam café e iniciam as tarefas do dia, que só termina às 22h. É requisito básico que todos trabalhem e estudem. Ao longo desse período também participam de palestras de valorização humana, oficinas, atos religiosos, lazer e descanso.
"As pessoas sempre nos perguntam se é o voluntariado que reduz o preço das Apacs. Digo que sim. Também não há gastos com agentes penitenciários e terceirizações de serviços. Utilizamos a mão de obra dos recuperandos. Mas não podemos esquecer uma questão central. Não há corrupção. O valor pago pelos presos comuns no Brasil é muito questionável. Se eles não recebem assistência jurídica, médica, alimentação adequada para onde vai tanto dinheiro?", questiona Valdecir Antônio Ferreira, presidente da FEBAC (Federação das Apacs do Brasil).

As leis da Apac

Os mandamentos apaquianos são maiores que os de Moisés. Doze leis procuram reverter o exemplo fracassado das penitenciárias comuns fazendo justamente o contrário – ou na provocação de Leila, “cumprindo a risca a Lei de Execuções Penais”.
As leis buscam espiritualidade – independentemente de crença, por isso a cor azul. Fortalecem os elos familiares. São permitidas ligações uma vez por dia, cartas sempre que desejado e as famílias são convidadas para todas as comemorações. Outro estímulo é a empatia. Na crença de que se aprenderem sobre a ajuda mútua é mais difícil prejudicar alguém. O trabalho é importante, não fundamental. No regime fechado é incentivada a recuperação emocional do indivíduo, no semiaberto a profissionalização, e no aberto, a inserção social.
Segundo pesquisas da FEBAC, 98% dos recuperandos, cerca de 3.500 pessoas, vieram de famílias completamente desestruturadas. A maioria vê o pai e a mãe como figuras deturpadas. “Na raiz do crime vamos encontrar sempre a experiência da rejeição”, defende Valdecir. “Essa é uma visão comum para quem trabalha com o sistema prisional. Nós costumamos dizer que os presos que recebem sacolinhas com comidas e produtos de higiene dos seus familiares se recuperam. Na prática, são os que têm cuidado e amor. Tem para quem voltar”, complementa Leila.
Valdecir dedicou 33 anos da sua vida às Apacs. Conta que já recebeu presos de alta periculosidade, integrantes de poderosas facções e os resultados sempre foram positivos. “Fizemos uma pesquisa com mil presos e constatamos que 85% querem mudar de vida. Então, acreditamos que as Apacs poderiam ser reproduzidas para abraçar toda essa massa sedenta por oportunidades. Mas não se cria Apac por decreto. Ela exige que a sociedade civil organizada tome consciência do problema e procura solucioná-lo, além de governantes parceiros que apoiem a ideia de prisões dignas. O que seria preciso? Mudar a nossa cultura”.
Newton Antonio de Almeida, 40 anos, sabe bem de qual cultura fala Valdecir. Preso por tráfico, ele ficou três anos e oito meses no Presídio Masculino de Florianópolis e há dez mudou de vida, quando foi contratado como funcionário da Pastoral Carcerária. “Poucos tiveram minha chance. Não é novidade que as cadeias não ressocializam. Na verdade, tiram o pouco que tu tem. Mas quem se opõe? Bandido bom é pobre morto”, afirma. Para ele, a população não quer Justiça, quer vingança. “Que o preso sofra, passe frio, fome, apanhe. E não percebe que toda essa dor, essa violência irá para ruas. Se essa lógica funcionasse seríamos um país muito pacífico. Você não acha?”
El País Brasil