Será aberta hoje (4) à visitação pública a mostra Na Sala Escura da Tortura, parte do projeto Marcas da Memória, da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. Inaugurada ontem (3) à noite no Museu Nacional da República, a exposição é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Cultura do Distrito Federal, a Universidade de Brasília (UnB) e a Câmara dos Deputados.
As sete telas inspiradas nos relatos de Frei Tito durante seu exílio na França ficam expostas no Museu Nacional da República até 20 de novembro. Os quadros, que pertencem ao acervo do Instituto Frei Tito de Alencar, foram pintados a óleo pelos artistas Julio Le Parc, Gontran Guanaes Netto, Alejandro Marcos e José Gamarra.
Apresentada originalmente em 1973 no Museu de Arte Moderna de Paris, a exposição denuncia a tortura. Frei Tito foi preso por participar do congresso clandestino da União Nacional dos Estudantes em Ibiúna, em 1968. Fichado pela polícia, tornou-se alvo de perseguição da ditadura militar.
Agência Brasil
Nota da Redação: Frei Tito (foto) foi perseguido pelo regime militar e acabou sendo preso e torturado. Ao ser solto, foi para o exílio em Paris. Embora livre das torturas e longe do Brasil, as lembranças foram insuportáveis e ele se matou, aos 27 anos, em 1974. Sua história rendeu o livro Batismo de Sangue, de Frei Betto, um de seus grandes amigos. Sua história também virou filme e o religioso cearense foi interpretado por Caio Blat.