terça-feira, 16 de junho de 2026
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🕊️ Atualização oficial sobre o velório de Raimundo Carrero
🌿 Informações confirmadas pela família
A família do escritor, jornalista e professor Raimundo Carrero (1947–2026) confirmou que o velório terá início às 12h30, na Academia Pernambucana de Letras. O local, que fez parte da vida intelectual e afetiva do autor, receberá familiares, amigos, colegas de ofício, leitores e admiradores para a última despedida.
⏳ Horário e local do sepultamento
O sepultamento está previsto para ocorrer às 17h desta terça-feira, no Cemitério Público de Santo Amaro. A cerimônia marca o encerramento de um ciclo fundamental para a literatura pernambucana e brasileira, em meio a grande comoção no meio cultural.
Serviço
Velório: Academia Pernambucana de Letras
Endereço: Av. Rui Barbosa, 1596 – Graças, Recife – PE, CEP 52050-000
Início: 12h30
Sepultamento: Cemitério Público de Santo Amaro
Endereço: Rua do Pombal, s/n – Santo Amaro, Recife – PE, CEP 50100-170
Horário: 17h
🕊️ Homenagem de Xico Sá ao mestre Raimundo Carrero
🌵 Um adeus carregado de memória afetiva
O jornalista e escritor Xico Sá, ex-aluno de Raimundo Carrero na UFPE, publicou em seu Twitter uma homenagem emocionada ao mestre que marcou sua formação intelectual e profissional. No texto, Xico lamenta a partida do “extraordinário escritor pernambucano”, lembrando sua trajetória intensa entre o sertão, a vida noturna do Recife, as redações de jornal, a literatura — e, claro, sua paixão pelo Sport. A despedida reforça o tamanho da perda para a cultura do estado.
📚 O mestre que formou gerações
Na postagem, Xico Sá destaca que Carrero deixa uma grande obra e um legado que atravessa décadas. Ele convoca os leitores a retornarem aos livros do autor, reafirmando a importância de sua produção literária para Pernambuco e para o Brasil. O jornalista recorda ainda, com carinho, o período em que foi estagiário no Jornal Universitário da UFPE, experiência que atribui diretamente à generosidade e ao incentivo do escritor.
❤️ Gratidão e reverência
Xico encerra sua nota agradecendo “por tudo, amigo”, reforçando o vínculo afetivo e intelectual que o unia a Carrero. A homenagem, publicada em tom íntimo e sincero, ecoa o sentimento de muitos ex-alunos, leitores e admiradores que reconhecem no escritor um dos pilares da literatura contemporânea pernambucana. Para Xico, e para tantos outros, Carrero foi mais que um autor: foi mestre, guia e inspiração.
Lá se foi o extraordinário escritor pernambucano Raimundo Carrero. Viveu a intensa saga entre o sertão, a vida noturna do Recife, as redações de jornal e a literatura -- sem esquecer a paixão pelo Sport. Deixa uma grande obra. Leitores, aos livros desse amado mestre. Obrigado por… https://t.co/KIGKnygNlF
— xico sá (@xicosa) June 16, 2026
🕊️ Nota oficial de João Campos sobre a morte de Raimundo Carrero
🌿 Pesar de uma liderança pernambucana
O ex-prefeito do Recife João Campos divulgou em seu Instagram uma nota oficial lamentando profundamente o falecimento do escritor Raimundo Carrero, reconhecido como um dos maiores nomes da literatura pernambucana e uma das vozes mais marcantes da ficção brasileira contemporânea. No texto, Campos ressalta a dimensão cultural do autor e o impacto de sua obra na formação intelectual do estado e do país.
📚 Reconhecimento ao legado literário
Na publicação, João Campos afirma que Carrero ajudou a projetar Pernambuco para o Brasil e para o mundo, formando gerações de leitores e escritores. Ele destaca que o autor não apenas produziu literatura de excelência, mas também contribuiu para enriquecer o patrimônio cultural brasileiro, deixando marcas profundas em quem teve contato com sua escrita e com seu pensamento.
❤️ Solidariedade e respeito
O ex-prefeito expressa ainda sua solidariedade aos familiares, amigos, admiradores e a todos que foram tocados pela palavra e pelo talento de Carrero. A nota reforça o sentimento coletivo de perda e a importância de reconhecer a grandeza de um escritor que dedicou a vida à arte, à formação de novos autores e ao fortalecimento da cultura pernambucana.
Recebo com profundo pesar a notícia do falecimento de Raimundo Carrero, um dos maiores escritores da história de Pernambuco e uma das vozes mais importantes da literatura brasileira contemporânea.
— João Campos (@JoaoCampos) June 16, 2026
Carrero ajudou a projetar Pernambuco para o Brasil e para o mundo, formando… pic.twitter.com/2F2MenSVtg
🕊️ Homenagem de Adriano Portela: um adeus ao mestre Raimundo Carrero
🌿 Um tributo que nasce do afeto
O jornalista, cineasta e professor Adriano Portela publicou em seu Instagram uma homenagem emocionada ao escritor Raimundo Carrero, que faleceu nesta terça-feira (16). No texto, Portela relembra que, durante a criação do filme Recife Assombrado 2, teve a ideia de prestar uma justa homenagem ao amigo e criador da lendária Perna Cabeluda. A despedida, agora real, transforma aquela intenção artística em memória afetiva e profunda gratidão.
📚 O mestre que despertava escritores
No post, Adriano destaca que Carrero foi responsável por despertar, nele e em tantos outros, a semente da escrita. Ele recorda as oficinas inesquecíveis, a generosidade do mestre e a força de seus livros — técnicos e de ficção — que continuam sendo fonte de aprendizado. O jornalista relata que acompanhava suas colunas no antigo Suplemento Pernambuco, suas reflexões no rádio e cada encontro com sua obra, sempre repleto de novas lições.
❤️ Um legado que ultrapassa gerações
Portela afirma que foi “mais um entre os muitos jovens encantados” pela forma apaixonada com que Carrero ensinava. O escritor deixa, segundo ele, um legado imenso não apenas para a literatura pernambucana e brasileira, mas para todos que tiveram o privilégio de aprender com sua sensibilidade, inteligência e generosidade. A homenagem reforça o impacto humano e artístico de Carrero, cuja influência moldou gerações de leitores e autores.
🙏 Despedida e gratidão
O cineasta encerra sua mensagem desejando que Deus receba o escritor com a luz e o carinho que ele espalhou ao longo da vida. Ele também compartilha uma foto dos bastidores de Recife Assombrado, ao lado de Carrero e outros escritores, e envia sentimentos à família — especialmente ao professor e filho do autor, @rcarreiro — e aos amigos que dividiam a admiração pelo mestre.
🕊️ Nota oficial do Sinjope: Pernambuco se despede de Raimundo Carrero
📰 Luto na Cultura: Recife emite nota oficial sobre a morte de Raimundo Carrero
🕊️ Pernambuco decreta luto oficial pela morte de Raimundo Carrero
🕊️ Raimundo Carrero: A partida de um mestre da literatura brasileira
segunda-feira, 15 de junho de 2026
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🎵 As canções que moldaram gerações ditaram o ritmo do bloco musical com performances ao vivo repletas de lirismo e arranjos acústicos marcantes. Petrúcio Amorim abriu as apresentações soltando a voz com clássicos autorais de peso, sendo seguido por Cristina Amaral com a canção Cidade Grande. O mestre Nando Cordel também relembrou os tempos de ouro em que criava parcerias célebres ao lado de Dominguinhos e Genival Lacerda. Já a dupla afinada composta por Maciel Melo e Flávio José relembrou os bastidores de sucessos icônicos, coroando o momento ao som da envolvente faixa Caia Por Cima de Mim, que fez todos os presentes no local cantarolarem juntos.
🎙️ O ponto alto do evento reservou homenagens inesquecíveis que renderam placas comemorativas e réplicas de discos de vinil customizadas aos grandes convidados. Visivelmente emocionada, a cantora Cristina Amaral chorou ao recordar suas origens humildes no sertão e agradecer o devido espaço concedido às mulheres na cena musical. O poeta Santana expressou sua imensa satisfação ao ver o gênero ocupar uma emissora nacional que historicamente priorizava produções do eixo Rio-São Paulo. O encerramento apoteótico aconteceu com todos os artistas entoando juntos o clássico Olha pro Céu, de Luiz Gonzaga, celebrando a resistência cultural sob uma chuva de aplausos.
📹 Vídeo: Divulgação / Novabrasil FM
Serviço:
* Evento: Especial São João na Novabrasil
* Atrações: Flávio José, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Nando Cordel, Cristina Amaral, Rogério Rangel, Geraldinho Lins e Santana
* Patrocínio: Sicredi Recife, Selfit Academias, FITS (Faculdade Tiradentes) e UNIT (Centro Universitário Tiradentes)
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#SendoProsperidade com Mariângela Borba
Ainda Resta uma Esperança
Enquanto Ainda Há Tempo
Por Mariângela Borba
Ontem (13/06/2026), durante uma aula, soube por um amigo que o Brasil se
despedia do Vovô Anésio.
Achei curioso porque fui, justamente, eu quem “apresentei” o Vovô Anésio a
esse amigo alguns meses atrás. E talvez por isso a notícia tenha nos
atravessado de um jeito diferente.
Por muito tempo, o Vovô do Brasil me lembrou pessoas que amo. Em alguns
momentos, lembrava minha mãe. Em outros, meu pai. Talvez por isso eu sorrisse
tantas vezes ao assistir seus vídeos.
O luto é assim. Não é linear. Não tem ponto final. Há sempre algo que nos
faz lembrar de quem partiu: um cheiro, uma música, uma frase ou até uma
conquista que desperta aquela vontade de contar para alguém que já não está
fisicamente aqui. Então nos damos conta de que a saudade continua existindo,
mas também entendemos que o amor permanece. De alguma forma, quem amamos segue
vivo em nós.
Acredito que muita gente tenha sentido algo parecido com o que senti. A
prova disso é que não soube da notícia pelas redes sociais, mas por alguém que
fez questão de compartilhar comigo.
E a razão talvez seja simples.
O Vovô Anésio não era apenas um influenciador. Ele era aquele idoso das
coisas simples, das conversas sem pressa – assim como o meu pai –, da sabedoria
popular, da família, da cervejinha "proibida", do café coado com
bastante açúcar, do quintal de casa e da risada sincera. Era uma presença.
Daquelas que já não precisam provar nada para ninguém.
Talvez poucos se lembrem, mas sua história nas redes não começou pela fama.
Depois de uma sequência de infartos, seu neto, Caio, resolveu pegar o celular
para registrar momentos com o avô. Não para viralizar, nem para conquistar
seguidores. Apenas para eternizar lembranças.
O que era para permanecer dentro de casa acabou alcançando o Brasil inteiro.
Milhões de pessoas se apaixonaram por um senhor que simplesmente era ele
mesmo. Não interpretava personagens, não seguia fórmulas e não parecia
preocupado em agradar algoritmos.
Paradoxal, não?
Em um tempo em que tanta gente performa, talvez ele tenha conquistado tantas
pessoas justamente por sua autenticidade.
Outra coisa que sempre me chamou atenção foi a reconciliação entre ele e a
Vovó Elza. Uma história que nos lembrou que nunca é tarde para recomeçar.
Depois de um período de distanciamento, voltaram a caminhar juntos, a
compartilhar gestos de carinho e a redescobrir a companhia um do outro.
E isso me fez pensar em tantos casais de outra geração. Homens e mulheres
que passaram a vida inteira juntos, construindo famílias, enfrentando
dificuldades, dividindo alegrias e preocupações, mas que nem sempre aprenderam
a verbalizar seus sentimentos. Talvez o amor deles estivesse mais nos gestos do
que nas palavras. Um jeito diferente de amar, difícil de compreender com os
olhos de hoje, mas nem por isso menos verdadeiro.
Mas existe outra reflexão que a história do Vovô Anésio desperta.
Há um trecho bíblico que diz: "Levanta-te diante das cãs e honra a face
do idoso" (Lv 19,32).
E é exatamente aí que muitas vezes temos falhado.
Falhamos quando ignoramos nossos pais, nossos avós ou aquele senhor
desconhecido que cruza nosso caminho. Falhamos quando criamos tecnologias que
excluem quem mais precisa de acolhimento. Falhamos quando a correria ocupa o
espaço que antes era reservado para a convivência.
Já sentei ao lado de idosos que ninguém visita. Já visitei abrigos, cantei
para eles e com eles; vi seus olhos brilharem. E aprendi algo que nunca
esqueci: a solidão nem sempre é falta de amor. Muitas vezes é falta de um tempo
que a gente decidiu não ter.
Talvez seja por isso que a partida do Vovô Anésio tenha tocado tanta gente.
Porque, no fundo, ela nos lembra que o tempo não para e que as presenças que
hoje parecem garantidas um dia serão apenas lembranças.
E talvez este texto seja quase uma carta aos vivos. Aos que ainda podem
telefonar, visitar, sentar para um café, ouvir uma história repetida pela
décima vez e, mesmo assim, agradecer por ela existir. Aos que ainda podem
abraçar, agradecer, pedir perdão ou simplesmente fazer companhia.
Porque é exatamente aí que muitos têm falhado.
Não é julgamento. É constatação.
Muitos se emocionaram com o Vovô do Brasil, mas não encontram alguns minutos
para conversar com o vovô ou a vovó de suas próprias casas.
Que tal deixar o celular de lado e escolher uma prosa no sofá?
Com a partida do Vovô Anésio, não vai embora apenas uma pessoa. Vão
histórias que ninguém mais poderá contar do mesmo jeito. Vai um pedaço de uma
geração. Vai um pedaço da nossa própria origem.
Foi assim quando perdi minha avó. Foi assim quando perdi minha mãe.
Tantas histórias que não podemos mais ouvir.
E justamente por isso, preciso escutar com mais atenção aquelas que ainda me
estão sendo contadas.
Sorte a minha que ainda tenho meu pai ao meu lado. Até quando, eu não sei.
Mas enquanto Deus permitir, seguiremos compartilhando nossas missões,
fortalecendo um ao outro e construindo novas memórias.
Gostaria que fosse diferente? Claro.
Gostaria que o tempo não passasse e que as despedidas não existissem.
Mas os planos de Deus não são os nossos, e o nosso tempo jamais será o tempo
Dele. Estamos vivendo apenas uma etapa da caminhada; o restante pertence ao
mistério e à fé.
Talvez essa tenha sido a maior lição deixada pelo Vovô do Brasil: a vida não
é feita dos dias que acumulamos, mas das presenças que cultivamos.
E presença, ao contrário do tempo, ainda é algo que podemos escolher
oferecer.
Enquanto ainda há tempo.
Mariângela Borba é jornalista, produtora cultural e estrategista
digital. Especialista em Cultura Pernambucana, atua na interseção entre
comunicação, cultura e política. Com passagem pelo Ministério da Cultura e
gestões públicas, integra a AIP e a UBE. Pesquisa a palavra como território de
poder e estuda Psicanálise.




