quarta-feira, 10 de junho de 2026
🌧️ Chuva em Cena: Pernambuco Entra em Ciclo de Instabilidade
🩺 Aos 114 anos, pernambucana surpreende equipe médica ao receber alta após cirurgia de fêmur
🧡 Solidariedade que transforma: Hospital Maria Lucinda celebra 97 anos com campanha especial
terça-feira, 9 de junho de 2026
📀 A Alma Latina de Don Betto: o uruguaio que reinventou a música brasileira com swing, bossa e mundo
🎶 Don Betto — registrado como Alberto Lorenzo Nan Pierre — nasceu no Uruguai e encontrou no Brasil o território onde sua música floresceria. Sua formação inicial, marcada por tango, bolero, salsa, merengue e flamenco, encontrou na bossa nova um novo horizonte. “Eu já era apaixonado pela música brasileira… achava muito bonitas as harmonias e melodias”, relembra. Ao chegar ao país aos 19 anos, ele não apenas absorveu a cultura local: fundiu-a com sua bagagem latino-americana, criando uma identidade musical única.
🎼 A influência da música latina nunca deixou de pulsar em suas composições. “Tudo isso me marcou muito”, afirma. Ao mesmo tempo, nomes como Tom Jobim, Ivan Lins e Milton Nascimento moldaram seu olhar harmônico e melódico. O resultado foi uma sonoridade híbrida, sofisticada e acessível, que atravessou décadas sem perder frescor. “Fui criando um estilo que me fez atravessar décadas tocando”, diz, orgulhoso da própria trajetória.
🎤 Don Betto sempre se reinventou. A cada fase, novas camadas se somavam ao seu repertório. “Aí eu incorporei o jazz também e umas outras informações que fizeram que a minha música fosse pop, mas é aquele pop que é trabalhado”. Essa busca constante por refinamento o transformou em um dos artistas mais versáteis de sua geração, transitando entre MPB, soul, latinidade e world music com naturalidade.
🎸 Entre os capítulos mais marcantes de sua vida está a temporada como guitarrista de Raul Seixas. “Banda de rock mesmo eu nunca tinha feito… então para mim foi maravilhoso”, conta. A convivência rendeu histórias que revelam o espírito livre do Maluco Beleza. “Ele chegou e abriu a mala e jogou todo o dinheiro em cima da cama… e falou: pega um pouco aí, deixa um pouquinho pra mim. Esse era o Raul.” Uma experiência que ampliou seu repertório musical e humano.
📺 O grande público conheceu Don Betto através das trilhas de novelas. “Pensando Nela”, tema de Dona Xepa, nasceu quase por acidente. “Quando eu voltei, ele estava com o meu caderno na mão… e falou que eu não tinha mostrado aquela música”. Mesmo achando simples demais, tocou. “Ele falou: é essa, pode parar”. No dia seguinte, estava gravando. “Foi maravilhoso… já de cara tive esse presente”. A canção se tornou um marco em sua carreira.
🎵 Nos anos 1990, Don Betto mergulhou na world music durante temporadas na Alemanha e Itália. “Eu estava vendo as tendências… e me encantei”. Misturando elementos africanos, brasileiros e latinos, encontrou um novo caminho criativo. “Fui tirando um estilo meio world music que caiu muito bem também”. A experiência ampliou sua visão e reforçou sua vocação para a mistura. Do Uruguai, cita Ruben Rada e Raymer Ross. Do Brasil, Ivan Lins e João Bosco. Na guitarra, Hélio Delmiro. No cenário internacional, Wes Montgomery. “Foi o cara que mais curti e curto até hoje”. Um mosaico de referências que explica a riqueza de sua obra.
📄 ENTREVISTA COMPLETA
Você nasceu no Uruguai e veio para o Brasil ainda jovem. De que forma sua formação uruguaia e latino-americana moldou sua identidade musical e pessoal?
Eu nasci no Uruguai e vim para aqui muito jovem ainda com 19 para 20 anos e já vinha com uma formação da música do meu país, que eu sempre toquei desde pequeno, cantou e cantei, fiz jingles e fiz um uma série de coros para discos e outras pessoas e tal, eu já tinha uma formação musical lá, com música latina, de todo tipo, né, tango, bolero, salsa, merengue, todas essas coisas, música flamenca, espanhola e tal. E aí quando eu vim para cá, eu já era apaixonado pela música brasileira, pela bossa nova, que na época era na bossa nova. e achava muito bonita as harmonias e as melodias, e isso tudo foi mudando, com o tempo foi mudando, e eu fui incorporando a música brasileira, a música latina que eu já trazia, e isso foi moldando minha forma de fazer as coisas, minha forma de interpretar a música que eu estava compondo.
Quais elementos da música latina — ritmos, harmonias, tradições — você sente que mais influenciaram seu estilo e aparecem de forma mais marcante nas suas composições?
Com relação a qual foram os elementos da música latina, ritmos, harmonias e tradições, tudo isso me marcou muito. Como eu falei agora, a música brasileira, Tom Jobim, gosto muito de Ivan Lins, Milton Nascimento, toda essa coisa que existia na época aqui, que ainda existe, mas que na época era bem forte, o movimento era bem forte. A bossa nova já estava praticamente acabando na época, né? Anos 70, assim, ela já estava mais. Mais Internacional, digamos assim, né? Mas mesmo assim, as harmonias, melodias me marcaram muito.
Sua carreira atravessa décadas e diferentes fases da música brasileira. Como você enxerga sua própria trajetória e os momentos que considera mais transformadores?
Os momentos mais transformadores assim na minha música foi quando eu incorporei bastante essa coisa da música brasileira com a música Latina e fui criando um estilo que me fez atravessar décadas tocando e ainda continuou tocando e continuarei tocando muito ainda. Aí eu incorporei o jazz também e umas outras informações que fizeram que a minha música fosse pop, mas é aquele pop. Que é trabalhado, né?
Você foi guitarrista da banda de Raul Seixas. Como era a dinâmica musical e pessoal com ele, e o que essa experiência acrescentou à sua formação artística?
Com relação a Raul Seixas, foi um convite que eu recebi de um músico que tocava com ele na época argentino, chamado Tony Ozana, que ele mora na Alemanha hoje em dia, há muitos anos já, e ele era muito amigo do Raul e estava montando a banda e ele me convidou. Eu estava por São Paulo assim, falou, poxa, você não gostaria de fazer alguma coisa e tal e foi muito legal, né? Porque assim, banda de rock, rock mesmo com... Com esse estilo Raul Seixas, eu nunca tinha feito ainda, então para mim foi assim, uma coisa maravilhosa. Foi como o guitarrista do Elvis Presley, que convidou ele para tocar e nossa, quando o Raul me convidou foi maravilhoso!!!
Existe alguma história curiosa, inesperada ou pitoresca dessa fase com o Raul que você nunca esqueceu e que ajuda a revelar quem ele era nos bastidores?
Sim, tem uma história com o Raul que foi muito legal, que a gente estava fazendo um show e naquela época se recebia assim, você recebia em grana mesmo, não existia Pix, não existia nada. E então ele recebia aquela mala com grana, né? Então nós estávamos todos num hotel em Brasília, me lembro, e ele chegou e abriu a mala e jogou todo o dinheiro em cima da cama. E aí ele olhou para nós e falou, pega um pouco aí, pega aí, deixa um pouquinho para mim. Esse era o Raul.
Você gravou temas para várias novelas da Globo. Como era o processo de criação e gravação dessas trilhas, e o que representou para sua carreira aparecer em produções tão populares?
Olha, em relação as músicas da novela que eu tive, pensando nela, foi a música que mais se destacou na época, que foi o tema da novela Dona Xepa. E foi assim curioso, porque eu fui na casa de um produtor que estava com fazendo as trilhas para Rede Globo. Apresentei, aí eu estava apresentando meu trabalho para gravar meu disco, nossa imaginação, que depois a seguir eu comentarei. E aí eu mostrei todas as músicas, ele achou muito legal. E aí eu queria ir no banheiro. Aí eu pedi para ir no banheiro. Quando eu voltei, ele estava com o meu caderno na mão dele e falou que ele não tinha mostrado aquela música, aquilo “pensando nela”. Eu falei, puxa, mas essa música é uma música muito simples, é a mais simples que eu tenho. Ele falou, não, mas me mostra. Aí eu fiz, tchan, tchan, quando a chuva. E ele falou, é essa, pode parar. Aí ele pegou o telefone e ligou para São Livre, para o Guto Graça Mello na época e falou cara, achei a música para novela. E aí eu gravei no outro dia a música, a música entrou na novela e depois eu fiz o disco. A primeira música eu fui pensando nela, só gravei ela para a novela exclusivamente. Foi maravilhoso, né? Representou muito para mim, porque eu estava no começo de tudo, né? E de repente, já de cara assim, já tive essa, essa. Esse presente, né? Digamos assim...
Nos anos 1990 você se aproximou da world music, especialmente durante suas temporadas na Europa. O que despertou esse interesse e como essa estética ampliou sua visão musical?
É o World Music é um estilo que eu morei um tempo na Alemanha, depois morei na Itália e tal, eu estava vendo assim as tendências na época de como é que estava rolando a música para o mundo, para Europa, principalmente, né? E me encantei porque eu tenho um estilo assim que se adapta muito bem a esse tipo de coisas, né? Então eu misturando coisas africanas com coisas brasileiras, com coisas latinas e não sei o que, fui tirando um estilo meio world music que caiu muito bem também, né? Cheguei a gravar na Alemanha e tudo, né?
Quais artistas — brasileiros, uruguaios, latinos ou internacionais — você considera suas maiores influências, tanto na guitarra quanto na composição?
Bom, houveram vários artistas brasileiros, uruguaios no Uruguai, tem o Ruben Rada, tem o fator urso, tem o Raymer Ross, todos os caras que são muito pouco conhecidos aqui, né? E aqui nacionais aqui do Brasil, vários, como o Ivan Lins. Eu gosto de vários, Ivan é um cara que tem assim uma admiração muito grande por ele, pelas harmonias, as melodias. Ele me influenciou bastante na coisa, né? E João Bosco também, eu gosto pelo ritmo, pelo balanço e na guitarra, assim, eu gosto muito do Hélio Elmiro, que é um brasileiro que tem uma linguagem bem Internacional e que eu acho super legal. Internacionais é o Wes Montgomery, que foi o cara que mais curti assim, que eu curto até hoje, né?
🎶 Altemar Dutra Jr. transforma gratidão em música e celebra o Nordeste em novo álbum ao vivo
🌅 O Nordeste como destino, casa e inspiração
O álbum Meu Cenário | Homenagem ao Nordeste marca um momento de profunda conexão na carreira de Altemar Dutra Jr., que celebra 30 anos de estrada retribuindo em música o carinho recebido ao longo de décadas. O artista reforça que o projeto nasce de um sentimento genuíno: “Através da minha voz, eu quero retribuir. É um agradecimento da minha parte”. Gravado ao vivo em estúdio, o disco captura a vibração do palco e traduz a força cultural nordestina em arranjos que unem tradição e emoção.
🎤 Uma homenagem moldada pela vivência e pela memória afetiva
Para Altemar, este era o momento ideal para celebrar a música nordestina porque sua história pessoal se entrelaça com a da região. “Retribuir esse carinho, esse acolhimento nos meus 30 anos de carreira… é a forma de agradecer através da minha voz”, afirma. Parte de sua infância foi vivida no Janga, em Olinda, e Recife ocupa um lugar especial na memória da família Dutra. O álbum percorre ritmos, afetos e referências que moldaram sua formação musical e emocional.
🎼 Clássicos revisitados com alma romântica e identidade própria
Mesmo reconhecido pela herança seresteira e romântica, Altemar se sente em casa ao interpretar grandes nomes do Nordeste. “Eu canto o que eu acho que encaixa na minha voz e o que eu gosto… esse trabalho nordestino, eu gosto muito”, explica. No repertório, faixas como Pedras que Cantam, Ai que Saudade D’Ocê e Deus Me Proteja ganham sua assinatura vocal, equilibrando tradição e identidade. O artista reforça que o projeto é feito “com muito amor e com muito carinho”.
🌵 A influência dos mestres e um momento que marcou sua vida
Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Alceu Valença são pilares dessa homenagem. Altemar recorda com emoção quando representou o Brasil cantando Gonzagão na UNESCO, em Paris. “Foi muito legal, marcou a minha vida… eu escolhi algumas dessas músicas que eu faço nesse projeto”, conta. Essa vivência reforça o elo afetivo com o repertório e com a cultura nordestina, que ele considera parte essencial de sua trajetória.
🤝 O público nordestino como família estendida e fonte de energia
A relação com o Nordeste vai além dos palcos. “Eu tenho muito amigo nordestino. Nossa relação é muito estreita… essa ligação que eu tenho com o público é uma relação de amizade”, afirma. Para ele, cada show na região é reencontro, memória e celebração. A energia do público também ajudou a moldar o álbum: “O show serve para testar… fomos sentindo quais músicas deveríamos colocar dentro do projeto”, explica.
🎤 ENTREVISTA — ALTEMAR DUTRA JR.
O que motivou você a lançar Meu Cenário como uma homenagem explícita ao Nordeste.
Eu vou me repetir muito, mas é a grande realidade. Agradecimento. Através da minha voz, eu quero retribuir. É um agradecimento da minha parte. Acho que sempre não vai ser redundante. Eu vou sempre falar que esse projeto abrange o agradecimento da minha vida pelo Nordeste, pela minha música e a nossa música brasileira, uma música nordestina.
Por que este era o momento certo da sua carreira para celebrar a música nordestina?
Que alegria poder falar um pouco sobre esse projeto muito especial para mim. O que me motivou foi o agradecimento, antes de mais nada. Retribuir esse carinho, esse acolhimento nos meus 30 anos de carreira e o grande percentual de shows no meu dia a dia estão no Nordeste. E é a forma de agradecer, através da minha voz, o repertório que eu sempre fiz, mas que as pessoas não sabiam através de um projeto como este.
Como foi revisitar clássicos nordestinos mantendo sua identidade vocal romântica?
Eu canto muita coisa. Eu canto em vários estilos. Obviamente, que é a principal coluna da minha história, da minha carreira, da minha família, do meu pai. Essa coluna do seresteiro, do romântico. Trago esse legado da família Dutra, principalmente do meu pai, Altemar Dutra. Isso para mim é minha raiz, é minha base. Mas eu canto o que eu acho que encaixa na minha voz e o que eu gosto. E os shorts, esse trabalho nordestino, eu gosto muito e tive várias oportunidades de trabalhar com esse estilo, com essa música, que é a música brasileira. Então eu me sinto bem em poder fazer através da minha música, das minhas características de cancioneiro, de seresteiro, mas é feito com muito amor e com muito carinho.
Como a obra de artistas como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Alceu Valença influencia seu modo de interpretar?
Ah, grandes nomes da nossa música brasileira e mais Luiz Gonzaga, em especial, eu tive a oportunidade de, ao lado de alguns colegas brasileiros, cantores, músicos, de ir até Paris e representar o Brasil, cantando Luiz Gonzaga na UNESCO. Foi muito legal, marcou a minha vida, não só a minha carreira, mas marcou a minha vida. Eu fui ao lado desses amigos alagoanos cantar Luiz Gonzaga. Um repertório muito bonito, que eu escolhi algumas dessas músicas que eu faço nesse projeto, inclusive.
O que o público nordestino significa para você ao longo desses 30 anos de carreira?
Eu tenho amigos no Brasil todo, graças a Deus. Tenho público no Brasil todo, graças a Deus, mas eu tenho muito amigo nordestino. Nossa relação é muito estreita, e assim eu lido com o público. Essa ligação que eu tenho com o público é uma relação de amizade. Quem consegue chegar ao Altemar Dutra Júnior, que é um edifício, acaba se tornando próximo.
E quando eu tenho a alegria de estar fazendo shows no Nordeste. A gente sabe que antes, depois e durante o show também, óbvio. Mas antes e depois a gente vai ter os momentos com os nossos amigos, os momentos em especial, curtindo um pouco com a galera aqui, muitos da minha infância, porque na minha infância eu cresci, eu, minha irmã, a Deusa. Tivemos momentos muito especiais ali no Janga, em Olinda. Recife é muito importante para nossa família também.
E para o meu pai.
E eu cresci vendo tudo isso e me impactou nessa realidade nordestina, no caso pernambucana, a cultura ali do Recife, nessa região onde a gente convivia muito ali no Janga. Então para mim é marcante na minha vida.
Como a energia do show ao vivo influenciou o formato e o clima do álbum?
Sem dúvida alguma que o show serve para testar. A gente vai colocando as músicas, sentindo a aceitação, que a galera vai curtindo mais na minha voz. E formamos o repertório bem assim, com coisas todas que estão no projeto, músicas que eu gosto, músicas que eu já cantava, músicas que eu já participava de alguma maneira em algum momento. meus shows. Então nós estamos sentindo nesse tempo todo quais nós deveríamos colocar dentro do projeto especial.
📸 Fotos: Sandro Fillipin
SERVIÇOÁlbum: Meu Cenário | Homenagem ao Nordeste
Artista: Altemar Dutra Jr.
Disponível em: Todas as plataformas de streaming
Ouça:
Spotify – https://open.spotify.com/intl-pt/album/27gNioNyZgj6Ed1Ms34QJS
YouTube – https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_kcpDBrC66BSV4Ll2L9FD7kNNnS6Imkiy8
Faixas:
- Meu Cenário
- Pedras que Cantam
- Ai que Saudade D’Ocê
- Deus Me Proteja
- Isso Aqui Tá Bom Demais / Frevo Mulher
- É Proibido Cochilar / Pagode Russo
- Riacho do Navio / A Vida do Viajante
- Verdadeiro Amor
- Tropicana (Morena Tropicana)
Produção musical: João Mourão
Arranjos: Elton Ricardo e João Mourão
Músicos: Ellann Ricard, Arturzinho do Acordeom, João Mourão, Márcio Santos, Josi Morais, Leandro Néri
Gravação: MidiaSom (Indaiatuba-SP) e HP Studio (Recife-PE)
Mixagem e masterização: Pró‑Studio SP – Cássio Martin
Selo: JC Shows
🕊️ Adeus a um Mestre do Cinema Latino‑Americano
📣 Dança, Brasil e Comunidade: A Noite que Promete Sacudir a Várzea
🎉 O sabor que une Caruaru: Maior Pé de Moleque do Mundo celebra tradição, afeto e cultura popular
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📣 Arraiá da solidariedade vai tomar conta da Dubai Fit em noite junina especial
📣 Vida que segue: solidariedade em Caruaru impulsiona esperança na fila de transplantes
🟡 Raio de Sol leva brilho dos 30 anos ao YouTube e amplia acesso à cultura nordestina
🟩 🌱 Viver Agreste leva dignidade e autonomia à população idosa rural do Agreste pernambucano
🧪 Fiscalização em farmácias da RMR revela irregularidades e reforça proteção ao consumidor
🛒 Cesta básica sobe na RMR e pesa mais no bolso do consumidor
🌧️Chuvas variam entre fracas e moderadas em Pernambuco ao longo da semana
🌧️ A previsão da APAC indica que Pernambuco terá uma semana marcada por instabilidades, com volumes de chuva que variam entre fracos e moderados em diferentes regiões. A tendência mostra maior concentração de precipitações na faixa litorânea, especialmente entre a Região Metropolitana, Mata Norte e Mata Sul. Já o interior do estado apresenta um cenário mais seco, com dias consecutivos sem chuva no Sertão e no São Francisco.
🌦️ Para esta quarta-feira (10), a previsão aponta chuva moderada nas áreas da Mata e da Região Metropolitana, enquanto o Agreste deve registrar precipitação fraca. No Sertão, o tempo permanece firme. Na quinta (11), o padrão se repete, com redução gradual da intensidade ao longo do dia, mas ainda com instabilidade persistente no litoral.
🌧️ A sexta-feira (12) segue com chuva fraca a moderada na faixa litorânea, mantendo atenção para possíveis acumulados pontuais. No Agreste, a chuva tende a ser fraca, enquanto Sertão e São Francisco continuam sem registro de precipitação. Em Fernando de Noronha, a previsão também indica chuva fraca.
🌦️ No sábado (13), a instabilidade diminui, mas ainda há chance de chuva fraca na Região Metropolitana e na Mata Sul. As demais regiões permanecem sem chuva. Já no domingo (14), o tempo volta a ficar mais firme em praticamente todo o estado, com apenas chuva fraca prevista para Fernando de Noronha.
🌤️ A APAC reforça que as condições podem mudar ao longo do dia, especialmente nas áreas litorâneas, onde sistemas meteorológicos costumam atuar com maior variabilidade. A população deve acompanhar atualizações e ficar atenta a possíveis avisos emitidos pelo órgão.
📌 Informações de Serviço
- Órgão responsável: Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC)
- Atualização: 9 de junho de 2026, às 10h18
- Regiões monitoradas: Mata Norte, Região Metropolitana, Mata Sul, Agreste, Sertão, Sertão do São Francisco e Fernando de Noronha
- Recomendações: acompanhar boletins oficiais e evitar áreas de risco em caso de chuva intensa
📣 🎧 O Som Que Procura Casa: A Jornada de DJ Galamba Pela Noite Recifense
🩺 O Médico Mais Amado do Brasil Ganha Versão em Miniatura e Emociona a Web
📦 O urologista Dr. Rossi, conhecido pelo carisma e dedicação, recebeu um presente especial que movimentou as redes sociais. Uma loja artesanal confeccionou uma miniatura personalizada do médico carregando uma de suas marcas registradas. A réplica detalhada foi entregue em seu consultório e despertou reações de carinho tanto do profissional quanto de seus pacientes.
🎁 O presente foi enviado acompanhado de uma carta assinada por Jéssica e Vandana, que expressaram admiração pelo trabalho do especialista. Na mensagem, as criadoras destacaram a importância de abordar temas de saúde com leveza e bom humor. O gesto reforça como a relação entre profissionais de saúde e pacientes pode ser humanizada por meio do afeto.
👨⚕️ Ao desembalar a peça que carinhosamente chamou de Rossinho, o médico não escondeu o sorriso e agradeceu publicamente pela homenagem. A miniatura captura a fisionomia do urologista vestindo o tradicional jaleco branco de atendimento. Dr. Rossi garantiu que o presente ganhará um lugar de destaque em sua mesa de trabalho diária.
📸 Foto: @j2wkraftsloja
Serviço
* Produto: Miniaturas personalizadas em biscuit e artesanais.
* Onde Encontrar: Através do perfil oficial no Instagram da loja @j2wkraftsloja.
* Benefício: Seguidores que entrarem em contato por indicação do Dr. Rossi contam com descontos especiais nas encomendas.
📜 Amparo e Justiça: Nova Medida Protege Órfãos do Feminicídio
⚖️ Uma importante medida de utilidade pública passa a valer a partir de agora em todo o território nacional, trazendo um acento de dignidade e amparo para quem mais precisa. Os filhos e dependentes menores de mulheres vítimas de feminicídio poderão receber uma pensão especial paga pelo Governo Federal. Esse benefício, fixado no valor de um salário mínimo, será coordenado e liberado por meio do Instituto Nacional do Seguro Social.
💔 A nova legislação reconhece uma dura realidade que assola o país e destrói laços profundos: afinal, quando uma mulher é vítima de feminicídio, toda uma família e até a sociedade sofrem as consequências dessa violência brutal. Crianças e adolescentes perdem o sustento emocional e financeiro de forma abrupta, e o Estado agora assume o papel de garantir que a subsistência básica dessas vítimas colaterais não seja totalmente desamparada.
📲 Se você conhece alguém que possa ter direito a essa pensão essencial, é fundamental compartilhar essa informação para que o benefício chegue a quem de direito. O pedido pode ser realizado de forma simples, sem necessidade de deslocamentos burocráticos, diretamente pela internet através da plataforma digital "Meu INSS", ou então por meio de uma ligação telefônica para a central de atendimento no número 135.
📹 A delegada Tereza Nogueira explica tudo isso em vídeo.
📸 Foto: Reprodução Instagram Grupo Mulheres do Brasil
Informativo de Serviço:
* O que é: Pensão especial de um salário mínimo para filhos e dependentes de vítimas de feminicídio.
* Onde solicitar: Pela internet no aplicativo ou site "Meu INSS".
* Atendimento telefônico: Central do INSS pelo número 135.
* Público-alvo: Dependentes menores e filhos de mulheres vítimas de feminicídio.
segunda-feira, 8 de junho de 2026
🌟 Pirulla se recupera e fãs celebram um dos maiores divulgadores científicos do Brasil
🌧️ Chuva em Cena: Pernambuco Entra na Semana com Céu Carregado
domingo, 7 de junho de 2026
#SendoProsperidade com Mariângela Borba
Tudo evoluiu. Menos a inclusão
Por Mariângela Borba.
Recentemente participei de um dos maiores eventos sobre
futuro urbano, inovação, gestão pública e sustentabilidade do país. Durante
dias, ouvi especialistas discutindo Inteligência Artificial, transformação
digital, cidades inteligentes e novas tecnologias.
Tudo muito necessário.
Mas voltei para casa com uma inquietação.
Quem estamos deixando para trás nessa corrida?
Uma das palestras trouxe um estudo realizado pelo MIT que
analisou a forma como estudantes produziam textos utilizando Inteligência
Artificial, mecanismos de busca ou apenas seus próprios conhecimentos. Os
resultados apontaram algo importante: quando o indivíduo participa menos da
construção do raciocínio, tende a reter menos conhecimento.
Não porque a tecnologia seja ruim.
Mas porque aprender continua exigindo participação.
Enquanto refletia sobre isso, lembrei de uma frase que ouvi
durante toda a minha vida:
“Inteligência é resolver novas situações.”
Era assim que a minha dona mamãe definia inteligência.
E talvez seja exatamente isso que esteja faltando em muitas
discussões sobre inovação.
Não basta criar novas ferramentas.
É preciso criar novas soluções para novas realidades.
Meu pai trabalhou durante décadas no sistema bancário e
participou da implantação de tecnologias que transformaram a forma como lidamos
com o dinheiro, daquela época até hoje. Mas, depois de aposentado, fez uma
escolha legítima: não quis continuar acompanhando cada novidade tecnológica. E
está tudo certo. É um direito que o assiste.
Recentemente, durante um tratamento oncológico dele, surgiu
uma demanda judicial que exigia o envio de documentação por e-mail.
Ele não utiliza e-mail.
Não por incapacidade.
Por opção.
Ao entrar em contato com o escritório responsável pelo
processo, expliquei a situação. Redigi a mensagem, encaminhei os documentos
necessários e a advogada anexou tudo aos autos.
O processo seguiu normalmente.
Ninguém foi prejudicado.
Ninguém foi excluído.
E sabe por quê?
Porque alguém abriu os horizontes e resolveu a situação.
Inclusão não é eliminar a tecnologia.
Inclusão é construir pontes.
Hoje, envelhecer também significa aprender a sobreviver
digitalmente.
Aplicativos.
QR Codes.
Biometria.
Reconhecimento facial.
Senhas.
Confirmações por SMS.
Prova de vida digital.
Ferramentas que facilitam a vida de muitos, mas que também
podem se transformar em barreiras para quem não cresceu nesse ambiente.
Não estou defendendo o abandono da tecnologia. Pelo
contrário.
Ela reduz fraudes, amplia acessos e traz eficiência.
Mas eficiência sem humanização pode produzir um efeito
colateral perigoso: a exclusão.
Outro dia, ao entrar no prédio onde moro, meu pai ouviu da
portaria eletrônica:
“Acesso facial negado.”
Uma frase simples.
Mas carregada de simbolismo.
A máquina não reconheceu alguém que ajudou a construir parte
do mundo que hoje ela representa.
E essa exclusão não atinge apenas idosos.
Recentemente conheci um profissional que trabalhou durante
mais de duas décadas em uma grande empresa internacional. Descobriu, já adulto,
possuir um grau de autismo que jamais o impediu de desempenhar suas funções com
excelência.
Mesmo assim, acabou afastado.
A questão nunca foi capacidade.
A questão foi adaptação.
O mundo moderno fala muito sobre diversidade.
Mas ainda pratica pouco a inclusão.
Talvez por isso a atualização da NR-1 seja tão relevante.
Ao reconhecer a importância dos riscos psicossociais, a
norma amplia a compreensão de que saúde não é apenas ausência de doença.
Saúde também envolve pertencimento.
Acolhimento.
Escuta.
Condições para que as pessoas possam participar plenamente
da vida social e profissional.
A ciência avança.
A tecnologia avança.
A Inteligência Artificial avança.
Mas nenhuma inovação será realmente transformadora se deixar
pessoas para trás.
Prosperidade não é apenas crescer.
Prosperidade é garantir que todos possam continuar
caminhando juntos.
Porque inovação sem inclusão não é evolução.
É abandono disfarçado de modernidade.
*Mariângela Borba é jornalista, produtora cultural e
estrategista digital. Especialista em Cultura Pernambucana, atua na interseção
entre comunicação, cultura e política. Com passagem pelo Ministério da Cultura
e gestões públicas, integra a AIP e a UBE. Pesquisa a palavra como território
de poder e estuda Psicanálise.








