🎶 O Recife recebe hoje (02/05), às 21h30, no Teatro RioMar Recife, o espetáculo Supertramp Experience — considerado pelo próprio Roger Hodgson o melhor tributo à banda britânica no mundo. Para marcar a apresentação, o Blog Taís Paranhos publica uma entrevista exclusiva com Antoine Oheix, vocalista e tecladista do grupo europeu 🇪🇺, que compartilha desafios, curiosidades e expectativas para o show na capital pernambucana.
🎹 Com quase duas horas de duração, o espetáculo revisita clássicos que marcaram gerações, como “The Logical Song”, “Dreamer”, “School”, “Goodbye Stranger”, “Fool’s Overture” e muitos outros. No palco, Antoine Oheix, Alan Valley, David Martin, Lucas Fleurance e Stéphane Glory recriam com precisão a sonoridade do Supertramp, respeitando arranjos, timbres e a energia original da banda britânica.
🔥 A seguir, você confere a entrevista completa — primeiro em português, depois no original em inglês — revelando como o grupo trabalha para manter viva a essência do Supertramp e o que o público recifense pode esperar da apresentação desta noite.
🇧🇷 ENTREVISTA — VERSÃO EM PORTUGUÊS
1. Qual é o maior desafio ao recriar ao vivo o som único do Supertramp, especialmente nos arranjos vocais e de teclado?
Vocais: tenho a sorte de naturalmente ter um estilo de canto parecido com o dos vocalistas do Supertramp. Mas ainda há muito trabalho para alcançar a afinação e sustentação corretas, especialmente na voz do Roger Hodgson, que é muito exigente.
Nos teclados, é essencial sentir o jeito que eles tocam e imitá-lo o mais fielmente possível. Supertramp não tolera reinterpretações pessoais. É preciso reproduzir exatamente o modo de tocar — e isso exige muito trabalho, repetição e paciência.
2. Cada integrante do Supertramp tinha uma personalidade musical distinta. Como equilibrar fidelidade ao original e identidade artística própria?
No início, tentamos reproduzir tudo o que ouvimos da forma mais fiel possível. Depois, cada um de nós acaba trazendo seu estilo natural, criando uma leve diferença, uma cor única, mas sem jamais trair o espírito original. E funciona bem porque somos muito unidos musicalmente. Tocamos como um só — e o público sente isso.
3. O público brasileiro é conhecido por ser emocional e engajado. Como tem sido essa conexão e o que mais surpreendeu vocês nas turnês pelo Brasil?
O público brasileiro é incrivelmente receptivo. Dá para perceber na hora que vocês adoram festa e, acima de tudo, amam Supertramp. Antes de vir, não sabíamos o que esperar. Ficamos surpresos com tanto entusiasmo e com o fato de os brasileiros conhecerem tão bem a banda. Então eu me concentro bastante para não misturar duas frases, senão…!
4. Há alguma música do Supertramp que você considera a mais complexa de executar ao vivo — tecnicamente ou emocionalmente?
Sim, duas especialmente: Child of Vision, porque o tecladista precisa tocar acordes em staccato muito rápidos durante oito minutos.
E Fool’s Overture, a mais longa, muito progressiva e cheia de atmosferas diferentes. Não é fácil vocalmente, exige muitos timbres e precisão para transmitir toda a emoção. Requer muito trabalho prévio e muita entrega no palco.
5. Quais são suas expectativas para tocar no Recife e o que mais espera vivenciar na cidade e com o público local?
Esperamos que o público comece a festa desde a primeira música! Estamos aqui para que todos se divirtam, deixem as preocupações de lado e aproveitem. É ótimo ouvir, mas também vale cantar, bater palmas e até dançar, se o local permitir.
🇪🇺 INTERVIEW — ORIGINAL IN ENGLISH
1. What is the biggest challenge you face when recreating Supertramp’s unique sound live, especially the vocal and keyboard arrangements?
Vocally, I'm lucky to naturally have the same singing style as the Supertramp singers. Now, there's all the work to be done on my voice to reach the correct pitch and sustain, especially for Roger Hodgson's voice, which is very demanding.
On the keyboard, it's crucial to feel the way they play and imitate it as closely as possible. Supertramp doesn't tolerate personal reinterpretations. It's essential to reproduce the correct way of playing, and that requires a lot of work and repetition.
2. Each member of Supertramp had a very distinctive musical personality. How do you balance staying faithful to the original while still bringing your own artistic identity to the performance?
Initially, we really try to reproduce everything we hear as faithfully as possible. Then there's each of our individual playing styles, which creates a slight difference, a unique color that's specific to us, but without ever betraying the original spirit. And it works well because we're truly musically united. We play as one, and the audience feels it.
3. Brazilian audiences are known for being emotional and highly engaged. How has the connection with fans here been so far, and what has surprised you the most during your tours in Brazil?
The Brazilian public is incredibly responsive. You can tell right away that they love to party and, above all, that they love Supertramp. Before coming to Brazil, we didn't really know what to expect. We were surprised by this enthusiasm and by the fact that Brazilians know Supertramp so well. So, I'm concentrating hard not to mix up two sentences, otherwise...!
4. Is there any Supertramp song that you consider the most complex to perform live — whether technically or emotionally — and why?
Yes, two songs especially: Child of Vision, because the keyboardist must play very fast staccato chords for eight minutes.
And Fool's Overture. It's the longest song, very progressive with many different atmospheres. Not easy vocally, with many different sounds. It requires a lot of work beforehand and a lot of investment on stage.
5. What are your expectations for performing in Recife, and what are you most looking forward to experiencing in the city and with the local audience?
We hope the audience will get the party started from the very first song! We're here so everyone can have a good time, put their worries aside, and enjoy themselves. It's good to listen, but people can also sing, clap, or even dance if the venue allows it.
📸 Fotos: Divulgação
SERVIÇO
Supertramp Experience – Tributo ao Supertramp
📅 Hoje, 02 de maio
⏰ 21h30
📍 Teatro RioMar Recife – Piso L4, RioMar Recife
🎟️ Ingressos a partir de R$ 95
💻 Vendas: teatroriomarrecife.com.br
🏷️ Bilheteria: Piso L4 do RioMar Recife





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