🎸 Nascida no coração de Olinda em 2007, a Banda Dizmaia consolidou-se como um verdadeiro fenômeno de simbiose musical ao fundir a imortal obra de Tim Maia com a riqueza rítmica nordestina. Idealizado por Igor San e sua família musical, o projeto transformou-se em um estandarte de resistência cultural que cruza gerações e atravessa fronteiras geográficas com muita autenticidade. Com passagens marcantes por palcos de São Paulo e uma conexão visceral com o público, o grupo celebra sua trajetória unindo groove, afeto e memória afetiva em cada acorde executado.
🚀 Ao assumir os vocais após a dolorosa perda de seu irmão e parceiro de jornada Hugo Carranca, em 2020, San ressignificou o papel de frontman guiado por uma energia que desafia o tempo e honra o legado familiar. Olhando para o futuro, a banda agora se prepara para injetar ainda mais força em suas composições autorais, provando que o sotaque do soul brasileiro continuará ecoando com muita identidade e balanço por muitos anos. Para nos contar todos os detalhes dessa história de emoção, superação e muito balanço, batemos um papo imperdível e exclusivo com Igor San para o Blog Taís Paranhos. Pega o fone, aumenta o som e vem conferir essa conversa emocionante!
📸 Fotos: Reprodução Instagram
Como vocês contam a origem do Dizmaia e o que uniu o
grupo no começo?
A banda Dizmaia surgiu em
2007, no bairro de Jardim Atlântico, Olinda, Pernambuco, no intuito de unir
gerações, tipo o nosso pai, Tony Swing, que é pai de Igor San e Hugo Carranca,
A gente sempre teve muita música dentro de casa e também a família muito
musical. E aí eu tive a ideia de unir primos, nosso pai, amigos, pra poder
formar a primeira formação do Dizmaia. E aí, nessa época, tava rolando um
movimento das bandas autorais, fazer uma homenagem, um tributo a algum artista
da MPB, da Música Popular Brasileira. Nessa época já existia o Los Sebosos
Postizos, que é a Nação Zumbi, fazendo uma homenagem ao Jorge Ben. E também já
tinha a galera do Mombojó, o China, que era vocalista da banda Sheik Tosado, e
eles montaram a banda Del Rey pra fazer uma homenagem ao Roberto Carlos. Então,
nessa época, o nosso pai também tava tocando com o Marcelo Brasileiro, que é um
médico que canta e faz um cover do próprio Tim Maia. Enfim, aí a gente foi para
vários shows desse projeto e... É aquele balanço contagiante e aí a gente se
identificou muito.
Aí nessa época eu cheguei pro
meu irmão, o Hugo Carranca e disse, Hugão, bora montar o Dizmaia, como a gente
já tinha o Guardaloop, que era a banda autoral da gente, aí ele disse, Será,
San? A gente não tem essa pegada de fazer cover e tal. A gente, pô, vamos botar
o nosso som, botar a nossa identidade, nossa nossa linguagem mesmo, fazer o que
a gente faz nas nossas músicas. Vamos fazer uma releitura, pô, nas músicas de
Tim Maia. Aí, vamos nessa, né? Então, daí, a primeira formação foi Eu, Igor San
de baixo e Hugo Carranca de bateria, Tony Swing de voz e violão, Marquinhos
Costa de guitarra e voz, Márcio Oliveira de trompete, Gustavo Joe de teclado
e na família a gente tinha nomeado um cantor que era Isaac Costa, que era da
nossa família também, primo, só que ele era de outra vertente e os projetos
dele naquela época estavam dando super certo e ele não quis, ele preferiu
continuar na parada dele.
A pessoa que veio na
cabeça logo da gente foi o Vlad, que é cantor da banda Eletro Soul, que é uma
banda que fazia um funk pra frente, de busca autoral, e aí somou pra se lascar
mesmo assim, a coisa virou bonito, e aí começou o Dizmaia. E aí, pronto. Daí a
gente pintou a oportunidade... A gente fez bastantes shows aqui, E aí, no
decorrer desse tempo, a gente queria expandir um pouco mais para poder abrir.
Novas experiências e também mostrar algumas coisas de Pernambuco pra outro
lugar. Aí a gente decidiu ir pra São Paulo, só que teve alguns músicos que
disseram, ó, não dá pra mim, tem família e tal, e não pode ir. E aí a gente
teve que fazer uma segunda banda pra poder ir pra São Paulo. Aí, é... E aí tudo
começou. A gente foi pra São Paulo e passamos, tipo, 10 anos em São Paulo.
Tocamos em vários festivais e agora em 2026 faz 20 anos.
Quais artistas e estilos moldaram o som que vocês fazem
hoje? Além do Tim Maia, claro.
O som do DizMaia tem
muita influência do reggae, muita influência de samba, samba groovado, samba de
gafeira. Tem muita influência de muito groove, de música balançada, do funk
mesmo, do baião balançado. Do rock balançado, assim, e a maior influência
mesmo, quem deu a linguagem do que o DizMaia é hoje, sempre foi a identidade de
cada um mesmo, da gente. O DizMaia, ele foi sempre o músico que tava chegando,
ia dando uma linguagem e a gente ia moldando, moldando e Chegou essa sonoridade
hoje. Não teve influências específicas. Teve mais o olhar, o que a gente ouvia
naquela época e colocando com a nossa identidade. Então, a maior influência foi
a gente mesmo. Foi o nosso som mesmo, as nossas ideias, a nossa cabeça, de cada
um, pra chegar a essa sonoridade que é hoje.
O que significa carregar o nome e a energia do soul
brasileiro no trabalho da banda?
Significa muita coisa tocar
essa obra de Tim Maia. O DizMaia é um projeto que quando surgiu, surgiu
com essa mesma energia pesada de musicalidade que a família da gente, família
Costa e Silva, tinha nas festas dentro de casa, os primos, os tios, as tias
cantando. Então, essa áurea, essa energia positiva e essa musicalidade que Tim
Maia deixou essa grande obra dele, pra gente foi mesmo que energia. Então, essa
energia que Tim Maia mostrou, essa energia que a nossa família tem, quando a
gente fez esse repertório, foi aí que eu tenho uma plena certeza que o próprio
Tim, de lá de cima, ele deu um start, deu uma abençoada, no nosso projeto, que
é muito difícil você levar um nome desse nas costas e chegar com a cara a tapa
e mostrar a música do mestre do soul brasileiro com várias vertentes. Então,
para a gente, é carregar uma responsabilidade que é ser DizMaia. É uma
responsabilidade e um orgulho, um prazer, uma alegria e, acima de tudo, uma
grande responsabilidade é fazer esse repertório e respeitar a obra do Mestre
Maia na nossa linguagem. É gratidão e é mágico.
Como vocês escolhem repertório, arranjos e a estética dos
shows?
Quando a gente começou a
compor o repertório, a gente começou pelos dois discos da época Racional. Como
a gente estava começando, era um repertório menor e como os grooves, mesmo dos
discos da época Racional, tinham muito a ver com o que a gente estava curtindo
no momento, E aí a gente sempre preservou a melodia e a mensagem. E alguns
grooves de algumas músicas. Então, foi linguagem e identificação de imediato.
Cada timbre muito bonito tem naquele disco. Cada percussão bem, assim, música
mesmo da África. Música percussiva, na cara. Até hoje, no repertório do
DizMaia, a gente preserva muito a percussão, valoriza a metaleira e o groove
que sempre a gente dá um pouquinho, um pouquinho e sempre vai ser assim, um
pouquinho de cada um que participa da música, né?
Então, como teve E sempre terá
várias formações para o produto, para a banda continuar, a família continuar,
enfim. A gente vai lapidando com a identidade, com a linguagem das pessoas que
vão chegando, sabe? E aí as pessoas vão chegando e às vezes... A maioria das
vezes ela já tá 100% feita, mas cada um bota 1% ali e faz o que até hoje, esse
tempinho a gente vem fazendo, que é... Todo dia a gente aprende um pouquinho
mais, né? Então é isso.
Como você chegou ao Dizmaia e como você enxerga seu papel
como frontman?
Eu comecei há mais ou menos há
30 anos atrás, profissionalmente há uns 25 mesmo, de 20 a 25 anos. E foi, meu
primeiro instrumento foi bateria, indo pra show do nosso pai, Tony Swing, nos
bares, sempre tinha uns intervalos, E aí ficava eu e meu irmão Hugão, Hugo
Carranca, reversando a batera nos intervalos, acompanhando ali o som mecânico,
o DJ. E aí foi o nosso primeiro encontro com instrumentos musicais. E aí, no
decorrer desse tempo, cada um sentiu a vontade de montar um projeto, cada um
montou um projeto porque A gente não tinha como montar o mesmo projeto porque
não dava pra tocar duas bateras em uma banda só. Então, na época, eu montei o
Mundo Cão e meu irmão montou o SK-8 e a gente começou a tocar nas festas de
garagem do nosso bairro e algumas coisas de faculdade, enfim, e tudo músicas
autorais. E aí, nesse tempo, a gente queria tocar junto ainda e não vinha a
vibe, não tinha... E as coisas, cada um foi crescendo pro seu lado e com aquela
mesma vontade, eu e meu irmão, de querer tocar junto.
Enfim, só que ele deu um pulo
profissional como baterista muito mais lá na frente do que eu, porque aos 18
anos ele foi chamado para tocar na banda Sheik Tosado, que é a banda lá de
Olinda, e essa banda tocou em 2001, no Rock in Rio, abrindo um show pro Iron
Maiden, no Palco Mundo. E aí nessa época, um ano mais ou menos atrás, eles
conseguiram entrar numa gravadora, gravar um disco. E aí ele ficou realmente
muito mais profissional como baterista do que eu, mas automaticamente cada um
no seu tempo, cada um na sua hora. Aí segui tocando minhas paradas, e quando vê
ele volta lá, e o último show da banda foi no Rock in Rio, aí quando ele volta,
ele volta sem banda, e aí voltou com a galera chamando ele pra tocar em outros
projetos, porque realmente ele se destacou como um baterista que ele era, e aí
Hugão foi chamado pra uma banda. Ele teve uma trajetória muito linda e longa.
Então, quando ele se recebeu nesse intervalo que ele teve, do término do Sheik
Tosado, ele foi chamado por uma banda lá da Bélgica, chamada Tikki Off One. Não
sei falar muito bem inglês, mas é uma banda lá da Bélgica, que ele passou uns 4
anos, gravou alguns discos com eles, e no meio dessa onda lá, que ele tava
gravando, e pediu pra galera guardar o loop, que é guardar o que gravou.
E aí, quando terminou a
gravação, he foi pra casa, aí ele ligou pra mim e disse isso. Aí eu disse,
Hugão, ué, bicho, eu vou montar uma banda minha, um projeto meu, chamado Guardaloop.
Guardaloop! Aí eu disse, oxe, massa, Hugão! E você vai ser o percussionista. Já
tô com a galera na cabeça pra formar essa equipe, pra fazer a banda, pra formar
a banda e você vai ser percussionista, vamos-se embora, Hugão. Como toco
batera, acho que vai dar pra acompanhar. Aí quando he voltou, já chegou a
galera querendo fazer a parada mesmo, E aí a gente escreveu o Guardaloop pra um
edital do Funcultura. E aí foi aprovado pra gravar um disco. Aí a gente gravou
um disco com dez faixas. E aí eu gravei percussão e gravei duas faixas com
teclado de sopro, que não é teclado de mão, é teclado na boca, que se chama
escaleta. E aí foi quando eu tive já o primeiro contato com melodia, com
harmonia.
E aí no decorrer a gente
fazendo, botando o Guardaloop pra palco, aí começou a ensaiar. A gente, nos
ensaios, tinha uns que chegavam mais cedo, outros mais pontuais, enfim. E
quando eu vi o nosso baixista, que era o Hugo Gila, na época ele morava lá em
Piedade, que era longe, só pra Olinda, e ele chegava sempre com umas quarenta,
uma hora de Inglaterra. Aí, nos ensaios desse, o guitarrista Gabriel Melo, que
é o guitarrista da Academia da Berlinda, ele também é um guitarrista e que
gravou o disco do Guardaloop. Ele perguntou no estúdio lá, ó, tem aí um... Um
baixo aí, velho. Aí o cara disse, tem. Aí quando pegou o baixo, começou a me
ensinar as cabeças de nota do repertório do Guardaloop. E aí eu comecei a
aprender a tocar o baixo e automaticamente estava fazendo o repertório do Guardaloop.
Aí num certo momento desse, o Guardaloop estava sem baixista porque O baixista
que era o Gugila estava com uma demanda com outros projetos e aí caiu no meu
peito essa responsa de ser baixista. Aí a gente começou a fazer show, foi para
São Paulo com o Guardaloop e tal. Quando a gente volta, eu tenho um estralo de
querer formar o Dizmaia.
Como a cultura local influencia o som, os shows e a
identidade da banda?
A cena de Olinda sempre foi o
nosso berço, né? Então, em ver as manifestações, passando umas troças de frevo,
passando, vendo as rodas de coco, os maracatus, isso tudo é uma identidade, uma
referência muito forte no dia a dia da gente, né? Então, ir e ver a galera,
tipo, uma banda Eddie, que é uma banda que já tem um tempo danado atrás, em
cima do palco, com atitude, na nossa letra, o sotaque carregado de ser
nordestino. Isso é uma grande influência para o mundo. Quando a gente chegou em
São Paulo mesmo, o grande destaque foi em a galera ouvir a gente falar, ela
partiu. Não como o próprio Tim Maia e outros sotaques do Brasil cantando música
de Tim Maia. Então, isso foi uma referência do nosso DNA mesmo. E
automaticamente em ver o povo lá do Sul, olhando o povo nordestino cantando
música de Tim Maia, numa identidade própria. Isso é uma grande referência nossa
e que todo pernambucano tem a sua linguagem, a sua identidade.
Qual apresentação ficou na memória de vocês e por qual
motivo?
Sem sombra de dúvida, pra
gente foi a nossa ida e a nossa chegada lá em São Paulo. Uma casa, uma cidade
que acolheu a gente assim de uma forma que... A gente foi e passou 10 anos. E
aí, nesse primeiro encontro, por isso que eu digo que é marcante, foi a gente
tocar numa terça-feira, numa casa chamada Estúdio SP, que ficava na Rua
Augusta. E lá rolava um projeto cedo sentado, que nesse dia precisou de uma
atração pós esse movimento que rolava todas as terças de bandas autorais mais
cedo.
E aí a gente foi chamado pra
participar dessa dia, E quando menos espera, numa terça-feira, a casa lotou. E
aí, porque esse projeto, sendo sentado logo cedo, é de graça. E aí, quando veio
essa galera todinha que entrou, e outras pessoas tiveram depois, ficaram até o
show da gente, que já era um pouquinho mais tarde, umas onze e meia da noite.
E, quando menos espera, nosso primeiro show foi contagiante. A galera cantando
com a gente, com o nosso sotaque, a galera entendendo o nosso groove, a
diferença entre o nosso balanço pra realmente a obra de Tim Maia. Viu a
identidade, viu o carisma, viu uma vibe que abriu todas as portas. E aí a gente
seguiu, e nessa casa a gente conseguiu pós esse show, romper pra uma
quinta-feira, e com menos espera a gente tava fazendo todo sábado do mês. E uma
casa muito badalada de artistas nacionais, de bandas do mundo todo participando
dessa casa. Uma casa do conceito lá em cima, aqui no Estúdio SP, Rua Augusta.
Foi a abertura da gente, isso foi muito marcante.
E também tocar no Cine Joia,
na Festa Odara, tocar no Galpão Busca Vida, junto com o Di Mello, tocar no Sesc
de São Paulo, tocar no Festival de Inverno de Gramado. Sim, esses lugares
sempre foram marcantes demais e pra gente o que fica é realmente a interação e
o entendimento de cara. Eles tiveram com o nosso som, com a nossa ideia. Então,
momentos marcantes e que ficará para o resto da vida foi a nossa chegada a São
Paulo e o que a gente plantou lá. Dali, realmente foi para o mundo todo. E a
gente conheceu o Rio de Janeiro, de lá a gente foi tocar em Natal, então, tocou
em Maceió...
Outros momentos marcantes, meu primeiro show como frontman, casa de show em São Paulo, Mundo pensante em 2016, além do Carnaval de Olinda de 2018, polo Erasto Vasconcelos, com participação Erica Natuza
O que o público pode esperar da banda nos próximos meses?
Um dos planos que eu tenho e
que eu acho que tem tudo a ver é tipo tentar voltar do início, das nossas
origens, do nosso plano, tipo, autoral, né? Eu acho que se a gente for pegar
essa bagagem sonora que a gente adquiriu durante esse tempo e começar também a
colocar umas coisas nossas num repertório que a gente já tem, eu acho que é um
futuro próximo. Inserir o autoral, foi da onde a gente começou e o nosso som
tem uma pegada autoral e, inclusive, a gente já tá sendo cobrado dizer, poxa, a
gente vai pro show de vocês e a gente não vê, a gente não vê nem 100%, a gente
não vê as canções de Tim Maia, a gente vê uma homenagem a Tim Maia, vê uma
identidade muito forte, no som de vocês, é muito autoral e porque você não
compõe e bota umas músicas autorais. Então, além de ser a pedido, é uma coisa
que vai ser realmente inserir músicas autorais no nosso repertório. É um futuro
bem próximo.
Como vocês descrevem a energia da galera nos shows e como
isso afeta a performance?
Conexão com o público é uma
coisa que, se você não tiver essa conexão, é mais difícil as coisas
acontecerem. Graças a Deus, a conexão e a energia que a gente tem com o público
é mesmo que amizade. A gente toca em lugares pequenos, que fica cara a cara com
o público, e a galera cantando, abraçando, com os olhares diferentes, com
respeito, com admiração. E o público é o que faz você hoje estar vivo. E eu
sempre falo assim no público, sem vocês nada disso estaria acontecendo. E
realmente a conexão e a energia... Do público é o que a gente vai lapidando a
apresentação, o show, e graças a Deus, desde o primeiro show até hoje, a
conexão com o público é o que fortalece hoje a banda tá cada dia mais redonda,
mais de cima para o mundo todo. Então, a conexão com o público. Sem eles, nada
vai dar certo, nada vai acontecer. Então, é muito importante e é muito mágico.
E faz toda a soma, faz toda a diferença. A conexão com o público. O público que
decide o que é bom e o que não é. A voz do povo é a voz de Deus. Então, o público
são nossos amigos. E sem eles, nada disso estaria acontecendo, nada disso
estaria acontecendo. Então, o público é realmente a conexão e a junção do que o
Dizmaia é hoje e o que sempre foi.
Como vocês equilibram soul, funk, MPB e latinidades sem
perder a essência do Dizmaia?
Então, para o Dizmaia
sempre surgiu muito natural essas misturas. Porque a gente sempre escutou muito
reggae, muito soul, muito funk, muito groove, música latina, música brasileira,
samba. A própria MPB já tá no nosso DNA. E como somos músicos de músicas
autorais, pra gente misturar e envernizar, como a gente tem uma linguagem que é
misturar ou moldar, pra gente sempre foi muito natural. E eu acho que é o
diferencial do Dizmaia, é isso. É de você escutar o nosso show, de ver o nosso
show e ver momentos da gente. E sentindo o universo da obra de Tim Maia, mas
com uma sonoridade muito própria. Então, no Dizmaia, é muito natural e é uma
identidade mesmo, essa mistura de ritmos. E é isso, Dizmaia.