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terça-feira, 28 de julho de 2026

🎷 Noite de Jazz e Fondue: Uptown Band Promove Jam Session Histórica em Gravatá após Festival


🎶 A cidade de Gravatá se prepara para receber uma celebração inesquecível da boa música logo após o encerramento do festival Pernambuco Meu País nesta temporada de inverno serrano. O renomado Barito Fondue será o palco exclusivo de um encontro musical histórico que promete encantar moradores e turistas apaixonados por arte de qualidade. A tradicional Uptown Band assume o comando de uma grandiosa Jam Session ao lado de convidados mais do que especiais vindos diretamente da edição comemorativa do festival de jazz local. Essa fusão de talentos consagrados transformará a noite em uma verdadeira imersão sonora marcada por improvisos brilhantes e muita sofisticação artística.

🍷 O público presente terá o privilégio de desfrutar de uma atmosfera acolhedora e intimista combinando perfeitamente com o clima agradável da serra pernambucana e o charme do estabelecimento. A programação foi cuidadosamente elaborada para unir o melhor do jazz e da bossa nova a uma experiência gastronômica impecável repleta de vinhos finos e fondues deliciosos. Cada acorde executado pelos músicos convidados ecoará pelo ambiente criando memórias afetivas duradouras para todos os amantes da boa gastronomia e da cultura instrumental contemporânea. As reservas já estão abertas para garantir o conforto dos espectadores que desejam vivenciar de perto essa atmosfera mágica e aconchegante na serra.

📸 Foto: Divulgação / Barito Fondue

Informações de Serviço:
 * Evento: Jam Session com Uptown Band e Convidados do Gravatá Jazz Festival
 * Local: Barito Fondue – Gravatá, PE
 * Data: 01 de agosto (sábado), a partir das 20h (após os shows do festival Pernambuco Meu País)
 * Reservas e Contato: (81) 99844-7047

🎨 Arte e Talento em Família: Várzea Recebe Workshop Inovador de Pintura Orgânica


🖌️ O bairro histórico da Várzea se prepara para receber um evento marcante neste domingo, dia 2 de agosto, reunindo talento, tradição e muita criatividade em um só lugar. A iniciativa é fruto da parceria entre as irmãs e artesãs Odete e Luka Barbosa, figuras conhecidas na região pelo trabalho dedicado aos ofícios manuais. Luka está à frente do renomado Atelier Luka Barbosa Crochê, enquanto Odete comanda o charmoso Atelier Mãos de Fada. Juntas, elas decidiram somar experiências para proporcionar à comunidade um momento de aprendizado diferenciado e imersão artística.

🌸 A grande atração deste final de semana será um workshop exclusivo focado na técnica de pintura orgânica aplicada a canecas, taças e diversos tipos de vidro. O encontro acontecerá no aconchegante espaço do Atelier Luka Barbosa, localizado no coração da Várzea, oferecendo um ambiente acolhedor e propício para o desenvolvimento criativo. Durante a oficina, as participantes terão a oportunidade única de aprender todos os segredos da pincelada livre, descobrindo como dar vida a folhas, caules e delicadas flores diretamente sobre superfícies vitrificadas.

🌿 Segundo as organizadoras, a proposta do workshop foi pensada cuidadosamente para atender tanto quem já possui alguma familiaridade com as artes quanto iniciantes absolutos. Não é exigido nenhum conhecimento prévio em pintura, pois a essência da técnica orgânica reside justamente na liberdade de expressão e no uso da intuição criativa de cada aluna. Com um investimento acessível de apenas R$ 100, as inscritas garantem todo o material necessário para a prática — incluindo tintas vitrô, pincéis e as peças — além de desfrutar de um delicioso lanchinho especial preparado com carinho.

🧵 O DNA artístico da família Barbosa é antigo e tem raízes profundas na comunidade, tendo florescido através da formação inicial no tradicional Colégio de Freiras e no Colégio Magalhães Bastos. Ao longo dos anos, as quatro irmãs trilharam caminhos complementares na arte, especializando-se em diferentes áreas como bordado, crochê e pintura, mantendo viva a tradição artesanal local. Agora, ao unirem forças para este projeto coletivo, elas demonstram que a paixão pelo fazer manual é um legado familiar que continua se renovando e inspirando novas gerações de mulheres na Várzea.

📱 Para quem deseja participar das próximas edições ou conhecer mais sobre o trabalho impecável destas talentosas artesãs, os perfis no Instagram já estão abertos para o público. É possível acompanhar todas as novidades, cronogramas de cursos e dicas de artesanato através das páginas oficiais @lukabarbosacrochet e @maosdefadaecobags. A expectativa para este domingo é alta, marcando o início de uma série de eventos que prometem movimentar e enriquecer ainda mais o cenário cultural e artesanal do bairro da Várzea.


🎨 O Encontro da Paixão e da Arte no Ateliê Mãos de Fada


✨ A união de uma familia de artesãs transformou o cotidiano de um ateliê criativo em um verdadeiro polo de inspiração e aprendizado constante na comunidade. Com muita dedicação e fé, as profissionais superaram inúmeros desafios cotidianos para consolidar um espaço onde cada peça artesanal carrega uma história única de superação e afeto.

🌟 O planejamento estratégico de novos cursos e oficinas especializadas nasceu do desejo genuíno de expandir horizontes e compartilhar técnicas refinadas de pintura e artesanato com o público. Essa parceria de sucesso busca valorizar o trabalho manual, oferecendo aos alunos não apenas capacitação técnica de excelência, mas também momentos de verdadeiro acolhimento e desenvolvimento pessoal.

💖 A grande novidade para esta temporada festiva inclui a realização de workshops temáticos focados em pintura orgânica e técnicas exclusivas de decoração de peças artesanais. A iniciativa promete atrair tanto iniciantes curiosos quanto entusiastas experientes que desejam aprimorar suas habilidades e presentear pessoas queridas com itens de alto valor artístico e emocional.

📸 O investimento cuidadoso em materiais de alta qualidade e a estruturação de um ambiente acolhedor refletem o compromisso inabalável com a excelência e a satisfação de todos os participantes. Com turmas reduzidas e atendimento personalizado, o ateliê garante uma experiência imersiva e inesquecível para quem deseja mergulhar de cabeça no universo fascinante da criação artística.


🎨 Cores e Criatividade: Oficina de Odete Barbosa Inova na Arte Orgânica


✨ A talentosa artesã Odete Barbosa está preparando um workshop imperdível voltado para a técnica de pintura orgânica aplicada em recipientes de vidro, taças delicadas e canecas personalizadas. O evento promete revelar os fundamentos estéticos e práticos dessa vertente artística que valoriza traços fluidos e elementos da natureza. Os participantes terão a oportunidade única de mergulhar em um universo de cores e texturas inovadoras, guiados por uma profissional experiente e apaixonada pelo que faz. A iniciativa busca difundir o artesanato de alta qualidade, estimulando a expressão criativa de cada aluno durante todo o processo de aprendizagem. O investimento é de R$ 100,00.

🌿 Definida como uma vertente estética recente e de essência bem natural, a pintura orgânica busca inspiração direta nos elementos encontrados no meio ambiente. A técnica destaca-se pelas pinceladas orgânicas que remetem perfeitamente a flores, caules e folhas, criando composições visuais fluidas e harmoniosas. Cada peça ganha vida através de um processo criativo totalmente autêntico, onde a intuição e a sensibilidade de cada artista moldam o resultado final. Trata-se de uma abordagem que rompe com os padrões rígidos tradicionais, permitindo que a leveza da natureza seja traduzida diretamente para superfícies de vidro e cerâmica.

🌱 A grande inspiração para a realização deste projeto nasceu no seio familiar, fruto de uma trajetória repleta de tradição e dedicação artesanal. A família de Odete é composta inteiramente por artífices dedicados desde a infância, a exemplo de sua irmã que comanda com sucesso o renomado ateliê Luca Barbosa Crochê. Unindo forças criativas, Odete e sua família perceberam a oportunidade perfecta de somar a técnica refinada da pintura ao talento manual já consolidado no grupo. Dessa união harmônica entre diferentes saberes manuais, surge um workshop pensado detalhadamente para proporcionar uma experiência enriquecedora e marcante para todos os públicos.

💡 Uma das maiores vantagens desta oficina é que os interessados não precisam possuir qualquer tipo de experiência prévia ou conhecimento técnico avançado. O método foi desenhado para acolher tanto iniciantes absolutos quanto entusiastas que desejam apenas explorar sua veia criativa mais profunda. Durante as aulas, o foco principal não é a rigidez acadêmica, mas sim o despertar da liberdade de expressão através de pinceladas livres e naturais. O aluno aprende a dominar os materiais essenciais e ganha autonomia para aplicar as técnicas ensinadas, descobrindo o prazer de criar peças exclusivas com as próprias mãos.

🎯 Para garantir uma participação acessível e democrática, a idade mínima exigida para se inscrever no workshop é de dezoito anos completos, mantendo o evento aberto para um público diversificado. As vagas são limitadas para assegurar um atendimento personalizado e de excelência, permitindo que a instrutora acompanhe de perto o desenvolvimento de cada inscrito. Essa proximidade pedagógica é fundamental para que os participantes absorvam os mínimos detalhes das pinceladas orgânicas e sintam-se confiantes ao finalizar suas próprias obras de arte utilitárias. É a chance perfeita para investir em um novo hobby ou aprimorar habilidades manuais existentes.

📞 Os interessados em garantir sua vaga e fazer parte dessa experiência transformadora devem realizar a inscrição diretamente através dos canais oficiais do ateliê parceiro. Basta buscar pelo perfil oficial no Instagram @maosdefadaecobags, onde é possível conferir o portfólio completo de trabalhos e acompanhar as novidades. Além de efetivar a matrícula, os seguidores poderão admirar de perto taças, canecas e diversos outros produtos decorados que refletem o primor do trabalho desenvolvido. A equipe está pronta para tirar dúvidas e orientar sobre datas, horários e materiais inclusos na programação completa do curso.


segunda-feira, 27 de julho de 2026

🪗 Madame Forró: A transformação de uma artista francesa pela cultura forrozeira


🌟 Delphine Picard, francesa de nascimento e nordestina por adoção afetiva, encontrou na sanfona um caminho de transformação. Autodidata, viajante e artista de diversas linguagens, ela descobriu no forró um lar para sua energia criativa.

🎶 Hoje, com o projeto Madame Forró, segue sua trajetória itinerante levando muito forró pela Europa e pelo Brasil. Para ela, a sanfona é companheira na solitude, mas também é festa, é rua, é povo dançando e cantando, é cortejo e roda. É popular.

🌍 Através das suas vivências no Brasil, sua visão de mundo e sua relação com a própria identidade francesa se transformaram, criando uma artista que transita entre culturas com naturalidade. Suas maiores influências vêm dos forrozeiros anônimos que tocam nos quatro cantos do Nordeste.

❤️ Na sua apresentação, podemos reconhecer sua origem francesa, no seu sotaque e seu jeitinho, mas seu coração, sem dúvida, pulsa no compasso do forró pé de serra.

📸 Fotos: Wilton Claus / Paulo Cavalcanti / Tiago Bezerra dos Santos



1.⁠ ⁠Como você percebe a transformação da sua identidade musical desde os primeiros contatos com o acordeon até se tornar a Madame Forró?

A sanfona foi meu primeiro instrumento. Comecei com 23 anos e de forma autodidata.

Tive uma vida de muitas viagens e andanças, e a arte sempre esteve ligada a esses movimentos.

O forró me deu um norte, concentrou a minha energia e foi através dele que realmente me envolvi na música e comecei a estudar de fato a sanfona e o canto.

Minha identidade musical está se construindo por meio do projeto Madame Forró. Antes disso, a música era um acompanhamento para minhas performances de dança e circo.

Assim, comecei dançando e hoje sou uma musicista que faz dançar. Amo ver o mundo girar!

2.⁠ ⁠O que a sanfona representa para você emocionalmente e artisticamente, e como esse instrumento moldou sua forma de se expressar no palco?

A sanfona foi, primeiramente, uma companhia para domar um sentimento de solidão. Ela me ensinou a transformar essa solidão em solitude até amar essa solitude.

Também, no meu imaginário francês, o acordeon é o instrumento predileto na arte de rua. 

E a rua foi um palco que sempre me inspirou muito. Comecei nela, atuando com diversas artes, e continuo nela até hoje.

Amo tocar para o povo dançar. Isso me traz uma alegria gigante. A sanfona é uma festa, onde quer que chegue.

Para mim, ela é uma verdadeira companheira e ela me dá energia nas apresentações.

Mas hoje também sinto vontade de expressar outros aspectos de mim, além da sanfona, e até sem ela. E estou descobrindo como juntar tudo isso na minha expressão artística.

3.⁠ ⁠Qual foi o momento ou encontro que fez você sentir que o forró não era apenas um ritmo estrangeiro, mas um lugar onde você realmente pertencia?

Primeiramente, cada vez que estou tocando e alguém canta junto comigo, ou quando o público canta enquanto estou no palco, sinto que pertenço a essa cultura.

Ou quando participo de procissões ou de grandes rodas de sanfoneiros e sanfoneiras, como em Cruz das Almas (BA), Dom Inocêncio (PI), Itaúnas (ES), Recife (PE) ou ainda na Caminhada do Forró em Arcoverde (PE).

Sinto que pertenço quando luto junto com os colegas forrozeiros, participando da sua preservação, sem desistir, apesar das condições difíceis, valorizando e apoiando quem produz e mantém essa cultura…

Quando encontrei o último irmão vivo de Luiz Gonzaga, João Gonzaga, em Exu, e quando vejo todas as amizades que o forró trouxe para minha vida.

Quando percebo que, tocando, encanto os brasileiros.

Quando, no Natal, puxei o fole no Hospital de Arcoverde e vi tantas pessoas, pacientes e funcionários, cantando junto.

Porque o forró ecoa no meu coração.

Pertenço ao forró porque ele me toca.

Eu amo o forró. « Quem ama, cuida », alguém me disse isso algum dia. E, quando cuidamos, pertencemos.

4.⁠ ⁠De que maneira a música brasileira transformou sua visão de mundo e sua relação com a própria identidade francesa?

Na minha percepção, a música brasileira é, antes de tudo, coração e sentimento. Ela é generosa e abundante por natureza, enquanto percebo a minha cultura como exigente e racional demais em alguns aspectos.

Acredito que se eu não tivesse vivido todos esses anos no Brasil, nunca teria me tornado musicista. 

O Brasil me libertou de algumas coisas que me travavam dentro da minha própria cultura. 

A música brasileira me ensina a espontaneidade, o improviso, o balanço, o ritmo, o jeito descontraído, a confiança de que tudo dá certo, a alegria de tocar e, para mim, o mais bonito: a entrega.

Na verdade, o Brasil, além da música, mudou minha visão do mundo. Antes de tudo, essa cultura me ensina todo dia a fortalecer um olhar espiritual e humilde diante da existência.

Mas acredito que qualquer pessoa que se abra para outra cultura cresce com ela, não tem como ser diferente. Se confrontar com outra cultura é riquíssimo. 

Me sinto privilegiada por poder viver essa experiência e sou muito grata por isso.

5.⁠ ⁠Quais são os maiores desafios de traduzir a poesia do forró para o francês sem perder a alma nordestina presente nas letras originais?

Os desafios para fazer versões em francês (que não são feitas por Inteligência Artificial) são respeitar a métrica e as dinâmicas vocais, preservar o sentido e deixar a canção soar musical e bonita também na outra língua. 

Consigo chegar a um resultado que acho fluido e, de certa forma, poético em francês. Mas muitas músicas eu não consigo traduzir.

E sobre saber se a alma nordestina permanece é algo muito delicado; acredito que somente alguém que esteja conheça profundamente as duas línguas e a cultura nordestina poderia dar sua opinião.

6.⁠ ⁠Quando você adapta músicas tradicionais para o francês, o que você busca preservar e o que você sente que precisa transformar para que a canção dialogue com o público europeu?

Na Europa, existe uma comunidade de forrozeiros, principalmente pessoas que fazem aulas de dança. 

Elas amam muito a dança e a música, mas, na minha opinião, poucas conhecem a cultura do forró.

Quando adapto as músicas, tento transformar o mínimo possível o sentido das palavras e das frases. Meu interesse é trazer aquilo que está dito dentro das canções da forma mais próxima possível da versão original.

Acho interessante que meus conterrâneos que amam dançar forró possam entender um pouco das letras.

As canções contam a história dessa cultura. Elas falam por si só e são riquíssimas.

Não estou adaptando para agradar o público francês, mas para que ele possa ouvir e compreender o que é dito dentro das canções.

7.⁠ ⁠Como você enxerga o encontro entre a tradição francesa do acordeon e a força rítmica do forró nordestino dentro da sua própria obra?

Me formei musicalmente no forró; quase nunca toquei música francesa. Até chegar ao Brasil, eu arranhava poucas coisas na sanfona.

Mas, mesmo assim, cresci na França até os meus 33 anos e sempre escutei música francesa, inclusive, em relação à música brasileira, conhecia apenas um álbum de João Gilberto com Stan Getz!

E claro, a música que ouvimos desde a infância nos molda, mesmo quando não somos músicos.

Me considero intérprete de músicas tradicionais, e minha « obra » está se construindo através das minhas músicas autorais.

A primeira « Caatinga » é um baião contando detalhes que me deixaram encantada nas minhas viagens pelo Sertão.

A segunda « Forró do Zé Bezerra » é uma homenagem ao Zé Bezerra, repentista, artista e artesão do vale do Catimbau em Pernambuco.

Acredito que essa junção entre minha cultura de origem e a minha cultura adotiva, seja bem perceptível nessas músicas.

Foi uma grande surpresa para mim compor minha primeira canção em português. E quanto à força rítmica do forró, ela é uma escola sem fim, rsrs!

8.⁠ ⁠Quais artistas brasileiros mais influenciaram sua forma de tocar e interpretar, e o que você aprendeu com cada um deles?

Essa talvez seja a pergunta mais difícil para mim, porque nunca pensei em imitar alguém.

Meu amor pelo forró foi crescendo aos poucos, na convivência com essa cultura, no dia a dia: nas feiras do Vale do Capão, onde vivi alguns anos e onde, todos os domingos, Igor Bastos, luthier, e seus amigos tocavam forró de pífano entre as barracas; com os artistas das localidades por onde passei - Igatu, Andaraí, Mucugê, Ilhéus, Itaúnas e Itacaré, entre tantas outras -; com meus amigos, a multi-instrumentista Cãmiula, de Amargosa e o forrozeiro Natureza de Itapetinga; com Marquinhos Café e Ranier Oliveira, com quem fiz algumas aulas de sanfona; e com Cau e Isa Reis, com quem fiz aulas de canto.

Claro que escuto sempre Marinês, Anastácia, Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Jackson do Pandeiro, Trio Nordestino… e tantos outros artistas, antigos e atuais.

Mas quem realmente me influenciou, e continua me influenciando, são muitos artistas pouco conhecidos, que muitas vezes têm outra profissão e fazem forró no tempo livre. Foi com esse povo que aprendi e continuo aprendendo. Os forrozeiros anônimos dos quatro cantos do Nordeste são minhas maiores referências.

Mais recentemente, compartilhei momentos maravilhosos com Écore Nascimento de Teresina, Socorro & Mazé, de Taquaritinga do Norte, Mestre Assis Calixto, do Coco Raízes de Arcoverde, e Luiz Fidélis, de Juazeiro do Norte. Eles foram grandes inspirações para mim tanto para compor como para mergulhar mais profundamente ainda na musicalidade nordestina.

9.⁠ ⁠Quais elementos da música francesa você percebe que continuam presentes no seu estilo, mesmo dentro do forró?

Eu acho que o meu sotaque no canto e talvez o meu ritmo interno, sabe? Nasci na valsa e não no baião!

Minha forma de apertar os botões, a minha pegada… rsrs!!!

10.⁠ ⁠Em que medida você sente que sua música hoje é um território híbrido, onde Brasil e França não competem, mas se complementam para criar algo novo?

Apresento até agora um repertório tradicional e me sinto totalmente dentro do gênero Forró Pé de Serra. Sou sanfoneira pro povo dançar. 

E apesar de ter nascido em outra terra, me vejo como parte de um movimento de preservação dessa tradição musical.

O meu sotaquezinho e as versões que eu canto na minha língua materna trazem um jeitinho diferente.

Tenho a sensção de trazer algum detalhe diferente dentro dum gênero musical amplo e riquíssimo com qual me indentifico profundamente.


Agradeço pelas perguntas.


🎬 O Brilho de Altemar Dutra Jr. no RioMar Recife: Uma Apresentação Inesquecível!

🎤 🌟 O famoso cantor e intérprete Altemar Dutra Jr. desembarcou recentemente no prestigiado RioMar Recife, atraindo a atenção de fãs e curiosos que lotaram os corredores do centro de compras. Trajado com um elegante terno claro, impecavelmente cortado, e sorrindo com simpatia, ele caminhou pelos espaços do shopping cercado por uma equipe de segurança particular. A atmosfera era de pura expectativa e alegria, com dezenas de pessoas registrando cada momento da chegada do artista que marcou gerações com seu talento e carisma inconfundíveis.

🎶 Logo após o trajeto pelos corredores, Altemar Dutra Jr. subiu ao palco preparado especialmente para o evento musical, onde emocionou o público presente com uma performance vibrante e repleta de sentimento. Segurando o microfone com firmeza, ele entoou sucessos clássicos que tocaram o coração dos admiradores, demonstrando toda a sua potência vocal e versatilidade artística. A iluminação especial do espaço destacava a grandiosidade da apresentação, criando um ambiente intimista e festivo que contagiou a todos os presentes do início ao final do show.

📷 Foto: GF Produções

Informações de serviço: Evento realizado no RioMar Recife, localizado na Av. República do Líbano, 251 - Pina, Recife - PE. Apresentação aberta ao público com cobertura de segurança e produção artística especializada.


🌟 Tambores que Cruzam Oceanos no Sukiyaki 2026 🇧🇷🇯🇵



🎶 O festival Sukiyaki Meets the World confirma uma edição marcada por encontros musicais que atravessam fronteiras e tradições. Entre os destaques, o trio HIROSE TACT E Irmas Macaxeira retorna ao evento com sua interpretação intensa do Maracatu Baque Virado, apresentando ao público japonês a pulsação dos tambores pernambucanos em formato compacto e cheio de vigor. A força do trio se revela na precisão rítmica e na entrega cênica, que transformam cada apresentação em um convite ao movimento.

🥁 O trio integra também o grupo BAQUEBA, referência na difusão da cultura percussiva nordestina no Japão. Com passagens por festivais, eventos culturais e atividades educativas, o projeto se destaca pela capacidade de traduzir a densidade do Maracatu para diferentes públicos. Suas performances carregam a experiência adquirida em competições oficiais da Nação do Maracatu Porto Rico, reforçando o compromisso com a tradição e a legitimidade da prática.

🌍 A edição de 2026 acontece de 21 a 23 de agosto, no Fukuno Cultural Creativity Center Helios, localizado em Fukuno, cidade de Nanto, província de Toyama, no Japão. O espaço, conhecido simplesmente como HELIOS, é um centro cultural que abriga teatro, salas de criação e o palco principal do festival, funcionando como ponto de encontro entre artistas de diversas partes do mundo. No dia 22, o palco recebe Sibusile Xaba, guitarrista sul‑africano de estética espiritual; Sia Tolno com Jaribu Afrobeat Arkestra, que une Guiné e Japão em uma fusão poderosa; além do grupo japonês SAI e da tradicional Sukiyaki Steel Orchestra.

🔥 No dia 23, o Helios Stage recebe o duo malauiano Madalitso Band, conhecido por sua sonoridade minimalista e hipnotizante; o emblemático OKI Dub Ainu Band, que une tradição Ainu e dub; e o grupo japonês CHAPPO, completando uma programação que atravessa identidades e territórios. Cada apresentação promete uma experiência sonora única, reafirmando o festival como um dos mais importantes encontros de música do mundo.

🪘 Além dos shows, o festival oferece workshops de longa duração com mestres de diferentes tradições. Entre eles, Candice & Emmanuel, do lendário grupo de steelpan The Renegades; o pesquisador musical Salam Unagami; e o coletivo Chikyu‑Bu, da Kanazawa College of Art. As atividades convidam o público a mergulhar em práticas musicais diversas, aprendendo diretamente com artistas que carregam histórias profundas e vivências transformadoras.

SERVIÇO

SUKIYAKI MEETS THE WORLD 2026  
📅 21 a 23 de agosto de 2026  
📍 Fukuno Cultural Creativity Center Helios — Fukuno, Nanto-shi, Toyama, Japão  


domingo, 26 de julho de 2026

✨ Blog Taís Paranhos: Comunicação com Propósito, Ética e Transparência 🎯📰


No Blog Taís Paranhos, acreditar no poder da informação é também respeitar a confiança de quem está do outro lado da tela. Ao longo da nossa trajetória, construímos um espaço pautado pelo compromisso com a cultura, as histórias da nossa terra e a verdade do jornalismo. ❤️📱

À medida que nosso trabalho cresce e se diversifica, mantemos um pilar inegociável: a ética na produção e monetização de conteúdo. Seja em coberturas contratadas, projetos de publishing ou anúncios publicitários, você sempre saberá exatamente o que é editorial e o que é uma parceria comercial. 💡🤝

Acreditamos que marcas, parceiros e projetos culturais somam forças com o nosso veículo quando compartilham do mesmo respeito pelo público. Valorizamos cada patrocínio e parceria estratégica, pois são eles que viabilizam uma cobertura de excelência — mas é a transparência que garante a credibilidade do que entregamos todos os dias. 📸🎤

Aqui, a monetização é feita de forma clara, profissional e com a certeza de que a qualidade e a verdade do nosso conteúdo vêm sempre em primeiro lugar. ✨

📸 Foto: Sori Galtama 

#SendoProsperidade com Mariângela Borba

A sabedoria atravessa pontes

"Concede ao teu servo um coração cheio de discernimento..." (1 Reis 3,5.7-12)

Por Mariângela Borba

Há leituras bíblicas que conhecemos. Outras, porém, nos encontram exatamente quando mais precisamos delas.

Faço parte da equipe de Liturgia da Igreja de Nossa Senhora do Livramento dos Homens Pardos, no bairro de Santo Antônio, centro do Recife. Nesta semana, fui convidada a proclamar, para a assembleia, a Primeira Leitura do 17º Domingo do Tempo Comum: 1 Reis 3,5.7-12.

Entre os compromissos do dia e as ruas bloqueadas por podas de árvores no caminho, cheguei à missa quase em cima da hora. Mas deu tudo certo.

Eu já havia lido aquele texto outras vezes, mas ele nunca me atravessara daquela maneira. Somente ao proclamá-lo para a assembleia compreendi que aquelas palavras já não encontravam a mesma mulher.

Na primeira vez em que li esse texto, não tive essa impressão.

O texto permaneceu.

Quem mudou fui eu.

Salomão poderia ter pedido riqueza. Poderia ter pedido poder, vida longa ou a derrota de seus inimigos.

Pediu discernimento.

Talvez porque soubesse que existem conquistas que só fazem sentido quando aprendemos o que fazer com elas.

Enquanto proclamava aquela leitura, lembrei-me da minha mãe. Graças a Deus, tive uma mulher que me ensinou, sem discursos grandiosos, mas pela própria vida, que o melhor caminho sempre seria o da sabedoria. Talvez por isso eu tenha escolhido uma existência diferente, procurando valorizar aquilo que realmente importa.

Hoje ela já não está fisicamente ao meu lado, mas permanece viva em cada decisão que tomo.

Algumas presenças não desaparecem.

Transformam-se em direção.

Curiosamente, poucos dias após celebrarmos o Dia Mundial do Cérebro, li uma reportagem reunindo pesquisas que mostram como a fé pode modificar a forma como o cérebro responde à dor, fortalecendo a esperança, a resiliência e até influenciando positivamente indicadores de saúde.

Celebrar o cérebro é importante.

Mas talvez ainda mais importante seja compreender que ele nunca caminha sozinho.

Porque nós também nunca caminhamos apenas com neurônios.

É justamente aí que, tantas vezes, ciência e espiritualidade deixam de competir para começar a dialogar.

Também não acredito no extremo oposto.

Não me convence reduzir a religião ao "ópio do povo", como sugeria Marx, nem transformar a fé na explicação única para todos os fenômenos da existência.

O ser humano jamais coube em uma única lente.

Talvez por isso me incomode tanto a antiga divisão entre naturalistas e humanistas. Ainda ouvimos, com certa frequência, a ideia de que quem pertence às Ciências Humanas "não faz ciência", como se investigar o cérebro fosse ciência, mas investigar o sofrimento humano não fosse.

Essa dicotomia empobrece ambos os lados.

Freud era médico.

Jung também.

Nise da Silveira, igualmente médica, revolucionou a psiquiatria brasileira sem abandonar o rigor científico.

Ao contrário.

Ampliou-o.

Inspirada pelo pensamento junguiano, percebeu que muitos pacientes conseguiam expressar, por meio da arte, aquilo que jamais conseguiriam colocar em palavras. As mandalas produzidas espontaneamente por seus internos não eram simples desenhos; eram tentativas da própria psique de reorganizar-se.

Quando a palavra falha, o símbolo fala.

Quando a razão se esgota, a arte continua.

Quando a dor silencia, a fé, muitas vezes, permanece.

Esses grandes pensadores atravessaram uma ponte.

Não abandonaram a ciência.

Ampliaram-na.

Compreenderam que cérebro, mente, cultura, símbolos, espiritualidade e relações humanas não competem entre si.

Formam uma rede de saberes que se entrelaçam na tentativa de compreender aquilo que nenhum deles, isoladamente, consegue explicar.

Ferenczi compreendia que o sofrimento humano torna-se mais suportável quando encontra um ambiente capaz de acolhê-lo. Talvez a fé também funcione, muitas vezes, como esse lugar interno de acolhimento. Ela não elimina a dor, mas impede que ela ocupe todo o espaço da existência.

Já Contardo Calligaris observava que vivemos numa época profundamente contraditória. Nunca estivemos tão conectados e, ao mesmo tempo, tão distantes. Buscamos transcendência, mas frequentemente produzimos relações superficiais, imediatistas e frágeis.

Talvez por isso a oração de Salomão continue tão atual.

Enquanto insistimos em pedir resultados, ele pediu discernimento.

É isso que eu também peço.

Enquanto desejamos que toda dor desapareça, talvez o primeiro passo seja aprender a atribuir-lhe sentido.

Hoje percebo que Deus não respondeu ao pedido de Salomão com uma moeda.

Respondeu com uma bússola.

Talvez seja essa a verdadeira prosperidade: desenvolver sabedoria suficiente para integrar aquilo que insistimos em separar.

Porque o ser humano é cérebro.

É corpo.

É símbolo.

É arte.

É afeto.

É cultura.

É transcendência.

Hoje continuo desejando o pão — e com razão.

Mas compreendi que, sem uma bússola, até quem encontra o pão pode acabar se perdendo.

Talvez Salomão nunca tenha pedido menos do que imaginávamos.

Ao pedir discernimento, pediu exatamente aquilo que permite encontrar o pão sem perder o caminho.

E talvez a verdadeira prosperidade comece exatamente aí.

Mariângela Borba é jornalista (DRT-PE 4095), especialista em Cultura Pernambucana, produtora cultural, pesquisadora da palavra como território de poder e autora da coluna #SendoProsperidade. 🌻

🟣 Celebração, Arte e Resistência no Sarau das Artes e homenagem à cantora Elaine Cristina


💜 Ontem, o Sarau das Artes ganhou brilho especial com a homenagem à cantora, atriz e dentista Elaine Cristina, reconhecida pelo coletivo Gorda Sim por sua atuação múltipla e potente na cena cultural. O evento reuniu nomes como a vereadora do Recife, Cida Pedrosa; a deputada estadual Rosa Amorim, além de diversos representantes da cultura pernambucana, além da presença afetuosa de familiares, amigos e amigas que celebraram este momento de reconhecimento e força.

💠 No palco, Elaine não apenas emocionou com sua arte, mas também reafirmou seu compromisso com a luta por direitos, denunciando a onda de preconceitos e comportamentos repugnantes que têm surgido na sociedade. Sua fala ecoou como manifesto, lembrando que a cultura é resistência, que a ciência é caminho e que as mulheres especialmente as mulheres negras seguem sendo pilares de transformação.

💗 A homenagem, marcada por música, poesia e afeto, reforçou a importância de coletivos como o Gorda Sim, que ampliam vozes e narrativas historicamente silenciadas. O vídeo registrado durante o evento mostra um pouco da energia pulsante desse encontro, convidando o público a curtir, comentar e compartilhar para fortalecer ainda mais essa rede de apoio e visibilidade.

💛 Entre aplausos, abraços e discursos, o Sarau das Artes reafirmou seu papel como espaço de celebração da diversidade e da potência criativa. A noite foi um lembrete vivo de que a arte é ferramenta de luta, que a coletividade transforma e que a presença de mulheres negras no protagonismo é essencial para construir um futuro mais justo e plural.

📸 Foto: Divulgação Elaine Cristina

SERVIÇO

Evento: Sarau das Artes Homenagem do Coletivo Gorda Sim
Homenageada: Elaine Cristina cantora, atriz e dentista
Local: Recife PE
Participações: Cida Pedrosa, Rosa Amorim, representantes da cultura, familiares e amigos
Apoio: Coletivo Gorda Sim