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segunda-feira, 6 de julho de 2026

🧱 Chuva que denuncia: quando a casa revela o que estava escondido



🌧️ Com a chegada do inverno no Nordeste, muitos moradores começam a notar sinais de que a casa está sofrendo com a umidade. Manchas escuras, mofo, bolhas na pintura e reboco soltando são indícios comuns que, segundo especialistas, vão além da estética e podem apontar falhas na impermeabilização. Antes de qualquer reparo, é essencial identificar a origem da infiltração — pintar por cima apenas esconde o problema temporariamente e ele retorna com força.

🏚️ Esses sinais podem evoluir para danos mais sérios, atingindo estruturas metálicas, comprometendo revestimentos e até provocar fissuras. Após localizar a causa, o processo de recuperação inclui remover áreas danificadas, limpar a superfície e aplicar produtos adequados de impermeabilização. Seladores, massas acrílicas e tintas antimofo — disponíveis nas lojas Ferreira Costa — são fundamentais para garantir um acabamento duradouro e seguro.

🔧 A prevenção é outro ponto essencial para manter a casa protegida. Aproveitar períodos de estiagem para revisar telhados, calhas, rufos, fachadas e esquadrias evita que pequenos problemas se transformem em infiltrações graves. Uma fissura mínima, quando identificada cedo, pode ser resolvida rapidamente, evitando prejuízos maiores na próxima temporada de chuvas. Manter a manutenção em dia é sinônimo de economia e tranquilidade.

🛒 Para quem precisa de soluções práticas, a Ferreira Costa oferece um portfólio completo de produtos para combater infiltrações e mofo. Impermeabilizantes, seladores, massas acrílicas, tintas antimofo, silicones e vedantes estão entre as opções disponíveis. Em casos persistentes ou quando há rachaduras estruturais, a recomendação é buscar orientação profissional. Um engenheiro pode identificar a causa real do problema e indicar o tratamento mais adequado.

📸 Foto: Magnific

Serviço – Ferreira Costa
Fundada há mais de 141 anos, a Ferreira Costa é referência em casa, construção e decoração no Nordeste. Com lojas em Pernambuco, Paraíba, Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte, reúne mais de 80 mil itens em seu mix de produtos. A rede também conta com loja online no site www.ferreiracosta.com e aplicativo, com entrega para todo o Brasil.

✨ Virtuosi leva música clássica ao Agreste e transforma julho em um mês de celebração sonora


🎶 O mês de julho ganha novos contornos culturais com a chegada do Festival Virtuosi a Gravatá e Garanhuns, que recebem artistas brasileiros e internacionais em apresentações gratuitas. Com direção artística da pianista Ana Lúcia Altino, o evento ocupa espaços históricos e religiosos, reforçando sua proposta de democratizar o acesso à música erudita. A atmosfera sacra das igrejas e capelas se torna parte essencial da experiência, ampliando a conexão entre público, artistas e repertórios que atravessam séculos. A edição 2026 marca quase três décadas de atuação do Virtuosi na formação de plateias e na valorização da música de câmara.

🎻 Em Gravatá, o festival abre sua 16ª edição com uma homenagem aos 50 anos da morte de Benjamin Britten, reunindo a soprano Gabriella Pace, o violista Gabriel Marin e a Orquestra Jovem de Pernambuco. Nos dias seguintes, o público acompanha recitais dedicados ao lirismo da viola e ao diálogo musical entre França e Brasil, com artistas pernambucanos em destaque. O encerramento traz o pianista sino-canadense Tony Yike Yang, revelação internacional que interpreta obras de Franz Liszt, prometendo uma noite de virtuosismo e intensidade sonora.

🎤 Já em Garanhuns, o Virtuosi na Serra integra a programação do Festival de Inverno e abre com o tenor Thiago Arancam (foto), protagonista de “O Fantasma da Ópera” no Brasil. Acompanhado pela Orquestra Jovem de Pernambuco, o artista transita entre Bach, Tchaikovsky, Roberto Carlos e Tom Jobim, aproximando diferentes universos musicais. A programação segue com o pianista franco-libanês Ziad Kreidy, referência internacional, e com o encontro vibrante entre Cesar Michiles e André Mehmari, que celebram o frevo em linguagem de concerto.

🎼 A segunda semana em Garanhuns destaca o Duo Altino, formado por Leonardo Altino e Ana Lúcia Altino, em um repertório que percorre Bach, Bartók, Bloch e Schubert. O concerto “Stravaganza Musicale” reúne flauta, voz e piano em homenagem à música francesa, reforçando a diversidade estética do festival. O encerramento fica por conta de “A Voz do Violoncelo”, com Leonardo Altino como solista da Orquestra Jovem de Pernambuco, interpretando obras de Vivaldi, Haydn, Elgar e Sarasate, em uma noite dedicada ao brilho do instrumento.

📯 Criado em 1998, o Virtuosi consolidou-se como um dos principais festivais de música de câmara do Brasil, reunindo artistas de várias nacionalidades e promovendo masterclasses, workshops e concertos em diferentes cidades. Ao longo de sua trajetória, o evento se tornou um pilar da cena erudita pernambucana, ampliando horizontes culturais e fortalecendo a formação de novos públicos. Em 2026, o festival reafirma seu compromisso com a excelência artística e com a democratização da música clássica, levando ao Agreste uma programação plural e de alto nível.

📸 Foto: Bruno Fioravanti

SERVIÇO

16º VIRTUOSI GRAVATÁ
Local: Igreja Matriz de Sant’Ana  
Entrada gratuita

9 de julho – 20h  
Homenagem aos 50 anos da morte de Benjamin Britten  
Gabriella Pace, soprano  
Gabriel Marin, viola  
Orquestra Jovem de Pernambuco  
Nilson Galvão, regente  

10 de julho – 20h  
Viola: Lirismo & Virtuose  
Gabriel Marin, viola  
Ana Lúcia Altino, piano  

11 de julho – 11h  
Recital França-Brasil  
Virginia Cavalcanti, mezzo-soprano  
Luis Felipe de Oliveira, piano  

11 de julho – 20h  
Liszt: O Mago do Piano  
Tony Yike Yang, piano  

19º VIRTUOSI NA SERRA – GARANHUNS
Local: Capela do Seminário São José  
Horário: 19h  
Entrada gratuita

16 de julho  
Uma Noite com Thiago Arancam  
Thiago Arancam, tenor  
Orquestra Jovem de Pernambuco  
Nilson Galvão, regente  

17 de julho  
O Piano Clássico  
Ziad Kreidy, piano  

18 de julho  
O Frevo em Concerto  
Cesar Michiles, flauta  
André Mehmari, piano  

23 de julho  
Duo Altino  
Leonardo Altino, violoncelo  
Ana Lúcia Altino, piano  

24 de julho  
Stravaganza Musicale  
Sabrina Santos, flauta  
Virginia Cavalcanti, mezzo-soprano  
Luis Felipe de Oliveira, piano  

25 de julho  
A Voz do Violoncelo  
Leonardo Altino, violoncelo  
Orquestra Jovem de Pernambuco  
Nilson Galvão, regente  

🌈 Festival Pintando o 7 transforma férias em celebração da arte e da infância no Recife


🎭 O Festival Pintando o 7 chega à CAIXA Cultural Recife entre 10 e 26 de julho de 2026 trazendo uma programação vibrante que ocupa três semanas com dança, teatro, oficinas e debates voltados para crianças, famílias e educadores. Em sua 12ª edição, o evento amplia serviços e acessibilidade, reforçando o compromisso com a formação cultural das infâncias e valorizando a diversidade artística de grupos de Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo e Rio de Janeiro.

🧩 A abertura acontece na sexta (10), com a oficina Dramaturgias, conduzida por Jhoao Junnior, seguida pelo espetáculo A Botija, da Cia. Fabulinhando, que mergulha na literatura oral sertaneja e nas encantarias do Nordeste. A peça terá sessões também no sábado (11) e domingo (12). Na semana seguinte, o Balé Popular do Recife oferece a oficina Danças Populares do Nordeste, enquanto o grupo O Bando apresenta Quatro Luas, inspirado no universo poético de Federico García Lorca.

💃 No domingo (19), o Balé Popular do Recife retorna ao palco com “Nordeste – A Dança do Brasil”, celebrando ritmos e tradições da região. A terceira semana traz uma das grandes novidades: o Colóquio Pintando o 7, no dia 22, reunindo artistas, pesquisadores e educadores para discutir criação artística para crianças, acessibilidade, diversidade e políticas culturais.

⭐ A programação encerra com a oficina “Como se transformar em Super-Herói e Super-Heroína”, ministrada por Júnior Dantas, inspirada no premiado espetáculo O Pequeno Herói Preto, que será apresentado nos dias 24, 25 e 26. A montagem conta a história de Super Nagô, um menino que descobre seus poderes por meio da ancestralidade e da cultura negra, reforçando autoestima e pertencimento.

📸 Fotos: Leonardo Souza / Morgana Narjara

SERVIÇO – FESTIVAL PINTANDO O 7 – ATIVIDADES CULTURAIS PARA FAMÍLIA

Local: CAIXA Cultural Recife – Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife  
Data: 10 a 26 de julho de 2026  
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada para clientes CAIXA e casos previstos em lei)  
Vendas: A partir de sexta-feira (03/07), às 12h, pelo site da CAIXA Cultural ou na bilheteria  
Classificação: Livre  
Acessibilidade: Espetáculos de sábado com tradução em Libras e bate-papo com artistas  
Informações: Site da CAIXA Cultural | Instagram @caixaculturalrecife  
Patrocínio: CAIXA  

📿 Celebração que move a fé: Recife se prepara para viver o 4º Dia do Católico


✨ O Recife será tomado pela espiritualidade no domingo, 12 de julho de 2026, quando milhares de fiéis se reunirão para celebrar o Dia do Católico no Clube Internacional. A partir das 10h, a capital pernambucana viverá um grande encontro de oração, música e comunhão, reunindo famílias, movimentos e comunidades em uma programação gratuita que promete marcar a memória dos participantes. O evento chega à sua quarta edição consolidado como uma das maiores manifestações públicas da fé católica na cidade.

🎶 A celebração contará com atrações que unem música e evangelização, como Padre Damião Silva, Dudu do Acordeon, que receberá a participação especial de Almir Rouche, além de Adilson Jr., DJ Roony Moura e DJ Léo, responsável por animar o público durante toda a programação. A presença de artistas tão queridos reforça o caráter festivo e acolhedor do encontro, que busca fortalecer a cultura cristã e promover momentos de alegria e espiritualidade.

🙏 Um dos momentos mais aguardados será a Entrada do Manto de Nossa Senhora, seguida da Adoração ao Santíssimo Sacramento, proporcionando aos fiéis uma experiência profunda de oração e encontro com Cristo. A Santa Missa de encerramento será presidida por Dom Josivaldo Bezerra, bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife, reforçando a importância da data para a Igreja local e para toda a comunidade católica.

📜 Instituído pela Lei Municipal nº 18.993/2022, o Dia do Católico integra o calendário oficial de eventos do Recife e celebra a contribuição histórica da Igreja Católica para a formação cultural, social e religiosa da cidade. Julho é especialmente simbólico por marcar a visita de São João Paulo II ao Recife, em 1980, e por ser o mês dedicado à Nossa Senhora do Carmo, copadroeira da capital pernambucana. A iniciativa, realizada pela Missão Santo Angelus, reforça o compromisso de valorizar a fé e promover a convivência fraterna.

📸 Foto: Cinthia Cabral

📌 Serviço
Evento: Dia do Católico – Ano 4  
Data: Domingo, 12 de julho de 2026  
Horário: A partir das 10h  
Local: Clube Internacional do Recife  
Entrada: Gratuita  
Informações: (81) 98305‑6810  
Realização: Missão Santo Angelus

🚂 Trem do Forró encerra temporada celebrando inclusão e fortalecendo tradições juninas


🎶 O Trem do Forró encerrou sua temporada reunindo forrozeiros de todas as idades em uma celebração marcada pela música, pela cultura nordestina e por ações de acolhimento. A composição, que parte da Estação Shopping do Metrô rumo ao Cabo de Santo Agostinho, mais uma vez levou sanfona, zabumba e triângulo pelos trilhos, mantendo viva uma das experiências mais tradicionais do ciclo junino pernambucano. A edição contou com trios de forró pé de serra animando cada vagão e recepção com quadrilha, atrações culturais e gastronomia típica no destino.

💙 Um dos momentos mais simbólicos da temporada foi a presença dos vagões inclusivos, iniciativa realizada em parceria com o Espaço Vida Multiterapias e o Instituto do Autismo. Cerca de 120 participantes — crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), familiares e equipes multiprofissionais — vivenciaram uma viagem adaptada, com estímulos sonoros reduzidos, uso de abafadores e acompanhamento especializado. A ação reforçou o compromisso do Trem do Forró com acessibilidade, respeito e participação plena nas tradições culturais.

🌈 Para Monique Melo, diretora do Espaço Vida Multiterapias, o Vagão da Inclusão representa acolhimento e o direito de todas as crianças vivenciarem momentos de alegria. Já para Anderson Pacheco, idealizador do Trem do Forró, a iniciativa se consolidou como parte essencial da programação, garantindo conforto e segurança às famílias. A alegria dos participantes durante o percurso reafirmou a importância de experiências adaptadas que fortalecem autoestima, convivência e pertencimento.

🌽 Além da ação inclusiva, os passageiros aproveitaram toda a atmosfera festiva que caracteriza o Trem do Forró. A viagem reuniu música ao vivo, dança, encontros afetivos e a energia contagiante do São João, encerrando a temporada com emoção e reafirmando o papel da atração como patrimônio cultural pernambucano. A cada edição, o Trem do Forró renova sua missão de celebrar tradições, conectar pessoas e valorizar a cultura nordestina.

📸 Fotos: Edy Rocha

🌿 Equipamentos que transformam vidas: Instituto Negralinda amplia estrutura e fortalece mulheres do mangue


🔧 Aconteceu no último dia 1º de julho a cerimônia que marcou a chegada dos novos equipamentos do Programa PE Produz ao Instituto Negralinda, em Tamandaré, no litoral sul de Pernambuco. A entrega reforça o projeto Gastronomia do Mangue — inovação e sustentabilidade com propósito, ampliando a capacidade de formação profissional e geração de renda para mulheres que atuam nos ecossistemas de mangue. O evento reuniu parceiras institucionais, lideranças comunitárias e participantes das ações de qualificação promovidas pelo Instituto.

🍲 Entre os equipamentos recebidos estão um ultra congelador, câmara fria, coifas e fogão de alta pressão, que vão fortalecer as áreas de gastronomia, pastelaria e confeitaria. Com o novo maquinário, o Instituto passa a oferecer mais turmas, oficinas e linhas de produção, garantindo estrutura adequada para que mulheres de cinco municípios desenvolvam seus negócios. A iniciativa integra o Programa PE Produz, executado pela Adepe com apoio do Sebrae, beneficiando empreendedoras ligadas à Gastronomia do Mangue, Turismo de Base Comunitária e serviços da economia local.

🎨 Durante a cerimônia, também foi apresentada a ampliação do novo espaço cultural do Instituto, batizado de Cultura e Arte com Sustentabilidade. O local vai abrigar cursos de biojóias, artesanato sustentável, turismo comunitário e ações de educação ambiental. Segundo Edy Rocha, diretor executivo do Instituto Negralinda, o espaço representa a realização de um sonho antigo, ao unir identidade local, proteção do mangue e oportunidades de formação. A programação contou ainda com abertura cultural, exposição de quadros e uma feirinha típica com produtos das participantes.

🌱 O encontro celebrou o avanço de um arranjo produtivo que reconhece o mangue como território de cultura, economia e futuro. Cerca de 200 mulheres participaram da programação, reforçando o impacto social do projeto e a importância de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável. O PE Produz, em seu 3º edital, já aprovou 55 projetos com investimento de R$ 16 milhões, impactando milhares de pessoas em diversos municípios e segmentos produtivos estratégicos de Pernambuco.

📸 Foto: Edy Rocha

🌊 Sabores que vêm do mangue invadem a Fenearte e conquistam o paladar pernambucano



🍤 A 26ª Fenearte abre as portas reunindo milhares de visitantes e expositores no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, e entre os destaques gastronômicos está a linha Gastronomia do Mangue. A iniciativa chega à feira reforçando a valorização dos ingredientes tradicionais dos ecossistemas costeiros, aproximando o público urbano de sabores antes restritos às comunidades pesqueiras e marisqueiras do litoral. Com pratos congelados e opções prontas para consumo, a proposta promete unir praticidade e identidade regional em cada receita.

🦀 Lançada em setembro do ano passado, a linha se consolidou como pioneira ao transformar os chamados “frutos do mangue” em protagonistas de uma culinária contemporânea e afetiva. Segundo Edy Rocha, diretor executivo do Instituto Negralinda, ocupar um espaço de destaque na Fenearte amplia o alcance da iniciativa e fortalece a presença desses sabores na mesa dos pernambucanos. A participação na feira reforça também o compromisso com a economia criativa e com a valorização cultural dos territórios de mangue.

🌱 Além da experiência gastronômica, a presença da Gastronomia do Mangue fortalece toda uma cadeia produtiva que envolve pescadores, marisqueiras, pequenos produtores e empreendedores locais. O processo de criação, beneficiamento e comercialização dos pratos gera trabalho e renda, estimula o consumo de insumos regionais e contribui para a preservação dos saberes tradicionais. A iniciativa dialoga diretamente com a vocação da Fenearte de promover o artesanato e a cultura popular.

🔥 A expectativa é que, ao longo dos dias de evento, mais visitantes conheçam os produtos, experimentem no local e passem a incluí-los na rotina. A combinação entre sabor, memória e inovação tem conquistado o público em outras feiras, e a Fenearte surge como palco ideal para consolidar a gastronomia do mangue como referência na culinária pernambucana contemporânea. Os pratos estarão disponíveis no Bistrô Negralinda, no estande nº 9, na praça de alimentação.

📸 Fotos: Isabella Gomes

SERVIÇO  
Gastronomia do Mangue na Fenearte 2026  
Dia: 8 a 19 de julho  
Hora: 14h às 22h (segunda a sexta) | 10h às 22h (sábados e domingos)  
Local: Pernambuco Centro de Convenções  
Local de venda: Bistrô Negralinda – estande nº 9 (Praça de Alimentação)

🗽 O forró nordestino invade e domina a Times Square em Nova York


 

🇺🇸 🇧🇷 Uma verdadeira multidão de brasileiros transformou o coração de Nova York em um autêntico arrasta-pé ao som do clássico "Confidências", música eternizada pelo cantor e compositor Petrúcio Amorim. O registro, que rapidamente viralizou nas redes sociais, mostra o público cantando em coro absoluto o marcante refrão da canção, celebrando a cultura com muita animação.

🎤 Com direito a bandeiras do Brasil e chapéus estilizados, os nordestinos presentes na Times Square mostraram que a saudade de casa se cura com ritmo e tradição, contagiando até mesmo os turistas estrangeiros que passavam pela avenida. A força do ritmo e o orgulho regional provam que a barreira do idioma não é nada perto da paixão.

🎶 O próprio Petrúcio Amorim compartilhou o momento com entusiasmo em seu perfil oficial, destacando o orgulho de ver a música nordestina alcançar patamares globais e emocionar tantas pessoas longe de sua terra natal. Para os envolvidos, a celebração representou mais do que uma festa: foi uma afirmação cultural inesquecível.

📸 Foto: Reprodução / Redes Sociais

Serviço

  • Evento: Flash mob de forró nordestino nos EUA
  • Local: Times Square, Nova York, Estados Unidos
  • Trilha Sonora: "Confidências" (Petrúcio Amorim)

📀 Pagode que sacode Amélia Rodrigues, Bahia


📣 A energia contagiante da Companhia do Pagode vai tomar conta da Ressaca de São Pedro neste sábado, 11 de julho, na usina Aliança, em Amélia Rodrigues – BA. Com mais de três décadas de história, o grupo segue firme como referência nacional do pagode baiano, levando aos palcos a vibração que marcou gerações. O público poderá curtir uma seleção de grandes sucessos que atravessam épocas e continuam embalando festas por todo o país. Além disso, a banda promete uma apresentação cheia de ritmo, alegria e aquele clima que não deixa ninguém parado.  

🎶 No repertório, além dos clássicos, a noite terá a estreia da nova música de trabalho, “Peraí”, já disponível em todas as plataformas digitais. O single ganhou clipe oficial, reforçando a identidade marcante da banda e sua capacidade de se reinventar sem perder a essência. A novidade chega para somar ao catálogo de hits que consagrou o grupo ao longo dos anos. Para quem quiser conferir o videoclipe, basta acessar o link divulgado pela banda e entrar no clima do lançamento. Segundo o vocalista Negão Jamaica, a apresentação será inesquecível e cheia de surpresas para os fãs.  

🥁 A Companhia do Pagode desembarca no evento trazendo a força do pagode baiano, estilo que ajudou a popularizar e transformar em fenômeno cultural. A banda promete um show vibrante, com arranjos marcantes e a energia característica que sempre arrasta multidões. O encontro em Amélia Rodrigues reforça a conexão do grupo com o público baiano, que acompanha sua trajetória desde os primeiros passos. A expectativa é de casa cheia e muita animação do início ao fim.  

💥 Para quem busca uma noite de celebração, música boa e aquele clima tradicional das festas populares da Bahia, o show é parada obrigatória. A Ressaca de São Pedro se consolida como um dos eventos mais aguardados da região, reunindo atrações que valorizam a cultura local. Com a presença da Companhia do Pagode, a festa ganha ainda mais destaque e promete entrar para a memória dos participantes. Prepare-se para cantar, dançar e viver uma experiência única ao som de um dos maiores grupos do pagode nacional.  

📸 Foto: Divulgação 

SERVIÇO
Evento: Ressaca de São Pedro  
Atração: Companhia do Pagode  
Data: 11 de julho  
Local: Usina Aliança – Amélia Rodrigues, BA  

🦾 Tecnologia vira aliada poderosa na prevenção de lesões entre corredores


🏃‍♂️ A popularização da corrida e da caminhada transformou essas práticas em hábitos esportivos constantes entre brasileiros de todas as idades. Com mais gente nas ruas e parques, cresce também a atenção para os riscos de lesões — especialmente entre quem treina sem acompanhamento profissional. Nesse cenário, a tecnologia surge como parceira estratégica, oferecendo recursos acessíveis que ajudam a monitorar treinos e proteger a saúde dos praticantes.

📱 O ortopedista Sormane Britto, especialista em healthtech, inovação, metabolismo e fisiologia do exercício, destaca que dispositivos vestíveis, aplicativos e soluções com inteligência artificial estão mudando a forma de prevenir problemas musculoesqueléticos. Segundo ele, dados captados em tempo real permitem identificar alterações sutis no padrão de corrida, no volume de treino e até na recuperação, antecipando sinais que antes passavam despercebidos.

⌚ Britto ressalta que o grande avanço está no acesso democratizado a essas ferramentas. Smartwatches, relógios esportivos e aplicativos gratuitos já possibilitam acompanhar ritmo, cadência, distância, frequência cardíaca e indicadores de fadiga — muitas vezes apenas com o celular. Para o especialista, essa autonomia amplia a capacidade de prevenção e reduz a dependência de avaliações clínicas frequentes.

🤖 Entre os recursos mais utilizados estão sensores e wearables capazes de detectar desequilíbrios biomecânicos e aumentos bruscos de carga, fatores associados a lesões como fascite plantar e dores no joelho. Plataformas com inteligência artificial também analisam vídeos feitos pelo próprio usuário, identificando compensações e desalinhamentos na corrida. Para Britto, essa análise de movimento democratizada representa um salto importante na medicina esportiva.

💪 Aplicativos de treino que ajustam automaticamente a intensidade dos exercícios, telemedicina e plataformas digitais de reabilitação completam o ecossistema tecnológico que vem transformando o cuidado esportivo. Essas soluções ajudam a evitar o overtraining e permitem acompanhamento remoto com ortopedistas e fisioterapeutas, garantindo retorno mais seguro às atividades após lesões.

📸 Foto: Ilustração IA

SERVIÇO  
@drsormanebritto  
Ortopedista e traumatologista – CRM-PE 16339  
Metabolismo e Fisiologia do Esporte – CFMDL1  
Co-fundador Health Sync Solutions e Novvus Healthtech

🟡 Will Smith desembarca no Brasil para brilhar na Expert XP 2026



🟢 No maior festival de investimentos do mundo, a chegada de Will Smith promete transformar o São Paulo Expo em palco de inspiração e reinvenção. O ator, produtor e vencedor do Oscar será a atração principal da Expert XP 2026, compartilhando sua trajetória multifacetada, marcada por resiliência, criatividade e visão empreendedora. O público poderá acompanhar reflexões sobre carreira, propósito e inovação, temas que moldaram sua presença global no entretenimento.

🟣 Desde os primeiros passos como rapper até o estrelato em produções icônicas como Um Maluco no Pedaço, Eu Sou a Lenda, Bad Boys, Homens de Preto e À Procura da Felicidade, Smith construiu uma carreira que atravessa gerações. Sua atuação em King Richard lhe garantiu o Oscar de Melhor Ator, além de prêmios do SAG e do BAFTA, consolidando sua força como intérprete de histórias reais e emocionantes. O artista também segue ativo em novas produções, como Bad Boys 4 e a série documental Pole to Pole, do National Geographic.

🟠 Além das telas, Smith se destaca como empreendedor ao lado de Jada Pinkett Smith, Miguel Melendez e Kosaku Yada na Westbrook Inc., empresa dedicada a empoderar criadores e conectar narrativas ao público global. A companhia reúne estúdios de cinema, TV, conteúdo digital e bens de consumo, sendo responsável por projetos de grande impacto como Red Table Talk. A presença de Smith na Expert XP reforça o diálogo entre entretenimento, inovação e negócios.

🔵 A Expert XP, realizada desde 2010, já impactou milhões de pessoas e se consolidou como referência mundial em investimentos, tecnologia, economia e cultura. Em 2025, o evento reuniu mais de 50 mil participantes, 350 palestrantes e 120 horas de conteúdo. Nomes como Serena Williams, Tom Brady, Malala Yousafzai e Yuval Harari já passaram pelo palco, reforçando a relevância global do festival.

🟤 Em 2026, o evento ganha três dias abertos ao público, novos formatos e espaços ampliados, prometendo uma experiência ainda mais completa. Os ingressos já estão disponíveis no site oficial, e a expectativa é de que a participação de Will Smith impulsione ainda mais o interesse do público. A Expert XP acontece nos dias 23, 24 e 25 de julho, no São Paulo Expo, reunindo conhecimento, networking e grandes nomes internacionais.

📸 Foto: Divulgação XP

Serviço
Evento: Expert XP 2026  
Data: 23, 24 e 25 de julho de 2026  
Local: São Paulo Expo – São Paulo/SP  


🌟 Sabores que Transformam: Mães do Paulista Ganham Oportunidade de Qualificação na Gastronomia


🍞 A Prefeitura do Paulista abriu inscrições para uma série de cursos gratuitos de gastronomia voltados às mães de crianças matriculadas nas creches municipais. As formações fazem parte do Programa Mães na Creche, iniciativa do Governo de Pernambuco que busca fortalecer a autonomia feminina por meio da qualificação profissional. As aulas acontecerão na Creche Nossa Prata, em Maranguape II, reunindo participantes interessadas em ampliar suas oportunidades de renda. O primeiro curso disponível é o de Salgados de Forno, já com inscrições abertas na plataforma Capacita Paulista.

🧁 Ao longo de julho, novas turmas serão disponibilizadas, incluindo Pães Artesanais, Doces Tradicionais e Produção de Bolos Profissionais. Cada formação contará com 25 vagas e carga horária de 15 horas, com aulas de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h. As participantes terão a chance de aprender técnicas práticas e, ao final, participarão de uma degustação dos produtos preparados. Além disso, receberão certificados que podem impulsionar novos empreendimentos ou oportunidades no mercado gastronômico.

🥐 O calendário inicia entre os dias 6 e 10 com o curso de Salgados de Forno. Em seguida, de 13 a 17, será a vez dos Pães Artesanais. A programação continua de 20 a 24 com Doces Tradicionais e encerra de 27 a 31 com Produção de Bolos Profissionais, que abordará preparo de massas, recheios e técnicas de acabamento. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site capacita.paulista.pe.gov.br, onde as mães podem garantir sua vaga de forma simples e rápida.

🍰 A secretária executiva da Mulher do Paulista, Fabrina Juliana, destacou que a ação reforça a parceria entre o município e o Governo de Pernambuco. Segundo ela, os cursos representam uma oportunidade concreta para que as mães desenvolvam novas habilidades e transformem o aprendizado em fonte de renda. A iniciativa também fortalece a independência financeira das mulheres, ampliando suas possibilidades dentro e fora de casa.

📣 Para mais informações, a população pode acompanhar os perfis oficiais da Prefeitura do Paulista (@prefeiturapaulistape) e da Secretaria Executiva da Mulher (@sec.mulherpaulista) no Instagram. Após a inscrição, as participantes serão incluídas no grupo oficial de comunicação do programa, onde receberão avisos e orientações sobre as atividades. A ação integra um conjunto de políticas públicas voltadas ao fortalecimento social e econômico das mulheres do município.

📸 Foto: João Gonçalves / SEI  

Serviço  
Cursos gratuitos de gastronomia – Programa Mães na Creche  
Local: Creche Nossa Prata – Maranguape II  
Inscrições: capacita.paulista.pe.gov.br  
Datas:  
– Salgados de Forno: 6 a 10 de julho  
– Pães Artesanais: 13 a 17 de julho  
– Doces Tradicionais: 20 a 24 de julho  
– Produção de Bolos Profissionais: 27 a 31 de julho  
Horário: 14h às 17h  
Vagas: 25 por curso

domingo, 5 de julho de 2026

🇨🇻 Heróis do Atlântico: Cabo Verde transforma a chegada da seleção em festa nacional



🎊 A recepção à seleção de Cabo Verde tomou conta da Cidade da Praia com uma energia que parecia mover o próprio arquipélago. Multidões vestidas de azul se aglomeraram desde o Aeroporto Internacional Nelson Mandela, onde os jogadores desembarcaram sob aplausos incessantes. A carreata seguiu por bairros como Lem Ferreira, Fazenda, Vila Nova e Achada de Santo António, sempre acompanhada por tambores, batuques e gritos de orgulho. O clima era de celebração absoluta, como se cada rua tivesse se tornado palco de um carnaval patriótico. A coincidência com o Dia da Independência intensificou ainda mais o sentimento de união nacional.

🇨🇻 A campanha histórica na Copa do Mundo — a primeira participação do país e a chegada inédita às oitavas de final — transformou os atletas em símbolos de superação. Mesmo após a derrota por 3 a 2 para a Argentina, o povo enxergou a equipe como vencedora, celebrando o desempenho considerado um dos mais impressionantes de um estreante em mais de uma década. A frase “Vamos receber os nossos heróis”, divulgada pela Federação Cabo‑Verdiana de Futebol, virou mantra nas ruas. Bandeiras tremulavam por todos os lados, incluindo uma enorme bandeira do Brasil, gesto que reforçou laços culturais e emocionais.

🔥 A emoção era palpável: famílias inteiras acompanhavam a carreata, crianças imitavam os jogadores, idosos choravam ao ver a seleção passar. A festa não era apenas esportiva, mas histórica, carregada de significado para um país que encontrou no futebol uma forma de se ver representado no mundo. A chegada da seleção marcou um momento de afirmação nacional, mostrando que Cabo Verde pode ir além das suas fronteiras geográficas. A capital viveu horas de celebração contínua, transformando o retorno dos atletas em um marco para a memória coletiva.

📸 Foto: Reprodução Instagram 

🖼️ 🎨 Pintando o 7 abre diálogo vibrante sobre artes para as infâncias no Recife


🌈 O Colóquio de Teatro e Dança para as Infâncias Pintando o 7 movimenta a Caixa Cultural Recife com uma programação dedicada a quem cria e pesquisa arte para crianças. Sob coordenação de Rudimar Constâncio (PE), o encontro reúne vozes importantes da cena contemporânea para refletir sobre práticas, desafios e caminhos do fazer artístico voltado às infâncias. A proposta é fortalecer redes e estimular novas perspectivas criativas.

🎭 Entre os palestrantes estão Leidson Ferraz, Andreza Nóbrega, Felipe Botelho, Everson Melquíades, Anna Miranda e Júnior Danta, que compartilharão experiências e visões sobre teatro, dança e processos formativos. O colóquio acontece das 10h às 12h e das 14h às 17h, totalizando 5 horas de atividades. O formato busca promover escuta ativa e troca qualificada entre participantes de diferentes áreas.

📚 Com 79 vagas — sendo 76 cadeiras com pranchetas e 03 espaços para cadeirantes — o evento é voltado para artistas, professores, estudantes, pesquisadores, gestores e produtores culturais, além de educadores sociais e demais interessados nas relações entre infância, arte e teatro. A participação é gratuita, e as inscrições podem ser feitas diretamente pelo link: https://forms.gle/SspX93oG2JL9cErs9, reforçando o compromisso com o acesso democrático à formação cultural.

✨ A Caixa Cultural Recife, situada na Av. Alfredo Lisboa, 505, recebe o colóquio em um ambiente que valoriza a diversidade e a circulação de saberes. O espaço se torna palco de uma imersão que pretende ampliar repertórios e inspirar novas criações no cenário artístico local e nacional. A expectativa é de um encontro potente, plural e afetivo.

📸 Foto: Reprodução 

SERVIÇO — Colóquio de Teatro e Dança para as Infâncias Pintando o 7

Local: Caixa Cultural Recife — Av. Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife — Recife/PE
Horário: 10h às 12h e 14h às 17h
Carga horária: 5 horas
Vagas: 79 lugares (76 cadeiras com pranchetas e 03 espaços para cadeirantes)
Público-alvo: artistas, professores, estudantes, pesquisadores, gestores culturais, produtores culturais, educadores sociais e interessados nas relações entre infância, arte e teatro

⚽ Haaland transforma 5 de julho em novo dia de trauma para o Brasil

 



🟡 O Brasil viveu mais um 5 de julho doloroso, data já marcada pela queda para a Itália em 1982. Agora, o torcedor acrescenta à memória a derrota por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey, pelas oitavas da Copa de 2026. O resultado prolonga dois tabus incômodos: desde 2002 a seleção não elimina europeus em mata‑mata, e a Noruega segue como o único país que o Brasil jamais venceu. Erling Haaland, estrela nórdica, foi novamente decisivo e chegou a sete gols no Mundial.

🔥 A partida começou intensa, com a Noruega propondo o jogo e assustando logo aos dois minutos. O Brasil respondeu com pênalti marcado após revisão do árbitro, mas Bruno Guimarães parou em Nyland, que iniciou noite inspirada. A seleção canarinho criou boas chances com Vinícius Júnior, Martinelli e Matheus Cunha, mas pecou na tomada de decisão e na finalização. A Noruega, por sua vez, mantinha posse e reconstruía jogadas sempre que o Brasil acelerava demais a saída de bola.

🧊 No fim do primeiro tempo, Alisson salvou chute de Odegaard após disputa entre Haaland e Gabriel Magalhães. O Brasil voltou do intervalo com Endrick, que perdeu chance clara logo no primeiro toque. Rayan e Bruno Guimarães também exigiram ótimas defesas de Nyland. A falta de efetividade custou caro. Aos 34, Schjelderup cruzou e Haaland venceu Gabriel Magalhães pelo alto, abrindo o placar. Dez minutos depois, o craque norueguês ampliou em contra‑ataque, com chute rasteiro no canto.

💔 Nos acréscimos, o Brasil ainda teve pênalti após cotovelada de Ostigard em Casemiro. Neymar, que entrou no segundo tempo, converteu e marcou possivelmente seu último gol em Copas. A seleção de Carlo Ancelotti caiu pela sexta vez seguida em mata‑mata e fez sua pior campanha desde 1990. O sonho do hexa fica para 2030, enquanto a Noruega avança às quartas para enfrentar Inglaterra ou México.

📉 A derrota aprofunda o jejum brasileiro, que chegará a 28 anos sem título mundial em 2030. A Noruega, por outro lado, celebra sua melhor campanha da história, impulsionada pelo talento de Haaland e pela consistência defensiva. Para o Brasil, fica a lição: criar não basta — é preciso transformar oportunidades em gols.

📸 Com foto e informações da Agência Brasil

⚽ Brasil x Noruega: O Duelo Que Carrega História, Tabu e a Pressão de um País Inteiro


🇧🇷 O Brasil entra em campo hoje carregando mais do que a camisa mais pesada do futebol mundial. A partida contra a Noruega, válida pelas oitavas de final, reacende memórias antigas, desperta fantasmas e alimenta expectativas que atravessam gerações. Não é apenas um jogo eliminatório: é a chance de quebrar um tabu que incomoda o torcedor há quase três décadas.

🇳🇴 A Noruega, por sua vez, chega com a confiança de quem já surpreendeu o gigante antes. Em 1998, os europeus venceram o Brasil por 2 a 1, em um dos resultados mais inesperados da história das Copas. Hoje, tentam repetir o feito, apostando em força física, disciplina tática e velocidade nas transições. Para eles, eliminar o Brasil novamente seria um feito histórico e um marco para o futebol do país.

🔥 O clima no MetLife Stadium promete ser eletrizante. A torcida brasileira deve dominar as arquibancadas, transformando o estádio em território verde e amarelo, enquanto a Noruega aposta em sua pequena, mas barulhenta, comunidade de torcedores. A temperatura alta, com sensação térmica acima dos 30°C, adiciona um ingrediente extra ao duelo, favorecendo o estilo mais técnico dos brasileiros.

⚽ Dentro de campo, a expectativa é de um confronto de estilos opostos. O Brasil deve apostar na posse de bola, nas triangulações e na criatividade de seus homens de meio-campo, enquanto a Noruega deve explorar bolas longas, contra-ataques e jogadas aéreas. A Seleção chega com campanha sólida, invicta na fase de grupos, mas ciente de que qualquer vacilo pode custar caro em jogo eliminatório.

🌟 Para o torcedor, a partida de hoje é mais do que futebol: é narrativa, emoção e redenção. Vencer a Noruega significa avançar às quartas, manter viva a busca pelo hexa e, principalmente, encerrar um capítulo incômodo da história. Perder, por outro lado, significaria reviver um trauma que o brasileiro prefere esquecer. É por isso que, quando a bola rolar, o país inteiro vai prender a respiração.

📸 Foto: Gemini IA


#SendoProsperidade com Mariângela Borba


O que estamos tentando alcançar quando corremos tanto?
Por Mariângela Borba

Vivemos correndo.

Corremos para cumprir prazos, pagar contas, responder mensagens, produzir mais, comprar melhor, conquistar espaço, garantir estabilidade. Atingir metas!

Corremos tanto que, muitas vezes, esquecemos de perguntar para onde estamos indo.

Recentemente, alguém comentou um dos meus textos dizendo que, na vida moderna, parecemos viver freneticamente atrás do dinheiro, como se ele fosse a receita única da felicidade.

A frase ficou ecoando em mim.

Talvez porque eu não acredite que as pessoas corram, necessariamente, atrás do dinheiro.

Talvez elas corram atrás daquilo que acreditam que o dinheiro possa lhes oferecer.

Segurança.

Liberdade.

Reconhecimento.

Pertencimento.

Controle!

A questão é que, quando transformamos o dinheiro na resposta para todas as perguntas da vida, corremos o risco de esquecer quais eram as perguntas.

Tudo pode ser uma tentativa de domesticar a incerteza. Talvez por isso confundamos, tantas vezes, cuidado com controle. A vida, silenciosamente, nos lembra todos os dias que existe uma enorme diferença entre os dois.

Freud já nos alertava que nem sempre sabemos o que realmente desejamos.

Muitas vezes acreditamos querer um cargo melhor, um carro novo ou uma conta bancária mais confortável quando, na verdade, buscamos algo muito mais profundo: sentir-nos suficientes.

Jung ampliaria essa reflexão dizendo que a individuação é justamente esse caminho de encontro consigo mesmo. Um processo que exige coragem para olhar para dentro e perceber que nem toda falta pode ser preenchida por aquilo que compramos.

Lacan, por sua vez, lembraria que o desejo humano nunca encontra satisfação definitiva em um objeto.

 Assim que alcançamos uma meta, outra logo aparece. O vazio muda apenas de endereço.

Já Winnicott talvez nos perguntasse se conseguimos construir, ao longo da vida, um ambiente interno suficientemente seguro para existir sem depender exclusivamente das validações externas.

Talvez seja por isso que duas pessoas possam fazer escolhas completamente diferentes e ambas estarem certas.

Conheço quem dirija, há anos, o mesmo carro com enorme satisfação.

Conheço quem celebre a conquista de um veículo novo depois de muito esforço.

Há quem conserte um objeto antes de pensar em substituí-lo.

Há quem reutilize um simples pote de manteiga para preparar um cuscuz no micro-ondas e sinta uma alegria quase infantil ao perceber que ele ainda tem utilidade.

Há quem invista em conforto.

Há quem invista em experiências.

Há quem guarde.

Há quem compartilhe.

Nenhuma dessas escolhas, isoladamente, revela caráter.

Revela história.

Revela valores.

Revela a forma como cada um aprendeu a lidar com a escassez, com o desejo e com a própria ideia de segurança.

O cantor Falcão costuma brincar dizendo que "dinheiro não é tudo, mas é 100%" ou que "a burguesia fede, mas tem dinheiro pra comprar perfume".

Rimos porque existe verdade nessas provocações.

Mas esta não é uma discussão sobre capitalismo ou comunismo. Tampouco sobre acumular ou consumir. Há pessoas extremamente generosas que possuem muito.

 Há pessoas profundamente apegadas que possuem pouco. A questão parece estar menos na quantidade de bens e muito mais no lugar que eles ocupam dentro de nós.

Como lembrava Jung:
"Enquanto você não tornar consciente o inconsciente, ele dirigirá sua vida, e você o chamará de destino."

O dinheiro importa.

Importa para quem precisa pagar um tratamento de saúde.

Para quem deseja envelhecer com dignidade.

Para quem sonha em proporcionar tranquilidade à família.

Negar isso seria romantizar dificuldades que são profundamente concretas.

Mas talvez exista uma pergunta ainda mais importante.
Será que estamos usando o dinheiro para servir à vida?

Ou estamos organizando toda a vida para servir ao dinheiro?

Essa diferença muda tudo.

Porque prosperidade não parece morar nem no excesso nem na falta.

Ela talvez habite um lugar muito mais silencioso.

O lugar em que aprendemos o verdadeiro valor das coisas.

E conhecer o valor das coisas é diferente de conhecer apenas o seu preço.

Preço está na etiqueta.

Valor mora na experiência.

Na memória.

Na história.

Naquilo que nenhuma conta bancária consegue medir.

Talvez seja por isso que algumas pessoas acumulem bens e continuem inquietas.

Enquanto outras, mesmo sem uma vida perfeita, conseguem experimentar uma sensação rara de suficiência.

No fim das contas, talvez a prosperidade não comece na carteira.

Talvez ela comece quando paramos de correr apenas para alcançar alguma coisa e encontramos coragem para perguntar, com honestidade:

O que, afinal, estou tentando encontrar?

Dinheiro... ou aquilo que imagino que ele possa comprar?

Porque preço e valor nunca foram a mesma coisa.

#VcNoBlog Ana Karla Cantarelli


Liderança na Atualidade: A Arte do Equilíbrio 

Ana Karla Cantarelli


Se você der uma volta pelos corredores (físicos ou virtuais) das empresas hoje, perceberá que o papel de quem lidera passou por uma transformação radical. Não estamos mais na era do chefe que apenas distribui tarefas e cobra metas. 

Atualmente, a liderança corporativa exige um equilíbrio delicado: navegar em um mundo impulsionado pela Inteligência Artificial, enquanto se resgata, ironicamente, o que há de mais essencialmente humano na gestão de pessoas.

Pesquisas recentes sobre o futuro do trabalho mostram que as equipes estão cansadas da "liderança de controle". O que gera engajamento hoje é a construção de cultura, a autonomia e a confiança. 

Mas como traduzir esses conceitos bonitos para a prática da segunda-feira de manhã? Vamos explorar as principais tendências de gestão e como aplicá-las, apoiados nas ideias dos maiores pensadores da atualidade.

1. Liderança Human-Centric e a Segurança Psicológica

A tendência número um nas organizações de alta performance é a liderança centrada no ser humano. Isso significa entender que, antes de ser um "recurso", o colaborador é uma pessoa complexa. 

A professora de Harvard Amy Edmondson cunhou o termo "Segurança Psicológica", que define um ambiente onde as pessoas se sentem confortáveis para expressar ideias, dúvidas ou erros sem o medo de serem punidas ou humilhadas. Em paralelo, a pesquisadora Brené Brown nos ensina em sua obra A Coragem de Ser Imperfeito que a vulnerabilidade não é uma fraqueza, mas a maior medida de coragem de um líder.

 Imagine que um projeto importante não atingiu os resultados esperados. Um líder do passado procuraria culpados. O líder human-centric abre a reunião dizendo: "Eu tomei uma decisão estratégica que não funcionou como eu esperava. O que nós, como equipe, podemos aprender com isso para o próximo ciclo?". Ao demonstrar vulnerabilidade, o gestor destrava o medo da equipe, promovendo um ambiente onde a inovação real (que sempre envolve riscos) pode florescer.

2. O Gestor na Era Pós-IA: Menos Máquina, Mais Humano

A Inteligência Artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de automação para se tornar um alicerce da estratégia empresarial. Contudo, o grande erro de alguns gestores é tentar competir com a máquina em eficiência. 

O autor Simon Sinek, em seu livro O Jogo Infinito, argumenta que líderes de sucesso focam em visões de longo prazo e propósitos que inspiram as pessoas — algo que nenhum algoritmo consegue fazer. A IA pode analisar planilhas e prever tendências de mercado em segundos, mas ela não consegue olhar nos olhos de um colaborador desmotivado e entender o que está acontecendo na vida pessoal dele.

Use a tecnologia a seu favor para eliminar o trabalho burocrático. Deixe que a IA consolide os relatórios de desempenho e os KPIs da semana. Pegue essas horas que foram economizadas e invista em reuniões de 1-on-1 (conversas individuais) de qualidade com seu time. O diferencial do líder moderno não é saber montar o melhor gráfico, mas sim usar os dados do gráfico para fazer as perguntas certas e atuar como um mentor para o desenvolvimento da sua equipe.

3. O Fim do Microgerenciamento: Confiança e Empatia Assertiva

Com a consolidação dos modelos híbridos e remotos, o microgerenciamento se tornou não apenas ineficaz, mas tóxico. Relatórios recentes de tendências de RH mostram que a falta de comunicação e a desconfiança são os maiores causadores de pedidos de demissão.

Para resolver isso, a ex-executiva do Google, Kim Scott, propõe o conceito de "Empatia Assertiva" (Radical Candor). A premissa é simples: importe-se pessoalmente com as pessoas, mas confronte-as diretamente quando necessário. Confiança não significa ausência de cobrança, significa clareza de expectativas.

Em vez de medir a produtividade do seu time remoto pelo tempo que eles passam com a luz verde acesa no chat corporativo, mude a gestão para foco em resultados e entregas. Estabeleça metas claras (como a metodologia OKR) e dê autonomia sobre como o trabalho será feito. Se a entrega cair de qualidade, aplique a Empatia Assertiva: "João, eu me importo muito com o seu crescimento aqui (importar-se pessoalmente), por isso mesmo preciso te falar que a qualidade do último relatório ficou abaixo do padrão que combinamos (confrontar diretamente). Como posso te ajudar a resolver isso?"

4. Maturidade Cognitiva: A Capacidade de Desaprender

O ritmo das mudanças tecnológicas e de mercado exige que as empresas adaptem suas estratégias em ciclos cada vez mais curtos. O futurista Alvin Toffler já previa de forma brilhante: "Os analfabetos do século XXI não serão aqueles que não sabem ler e escrever, mas aqueles que não conseguem aprender, desaprender e reaprender".

A maturidade cognitiva é a competência estratégica mais buscada nos líderes atuais. É a humildade intelectual de reconhecer que a fórmula que trouxe sua empresa até aqui não é a mesma que a levará para o futuro.

Crie rituais de "desaprendizado" na sua equipe. A cada trimestre, reúna o time e faça o exercício de questionar processos estabelecidos. Pergunte: "Se fôssemos abrir essa empresa hoje, do zero, com as tecnologias que temos agora, nós faríamos esse processo dessa forma?". Isso mantém a equipe ágil e evita a famosa armadilha do "mas sempre fizemos assim".

Conclusão: A Liderança é, e sempre será, sobre pessoas

A medida que avançamos na segunda metade desta década, fica claro que as ferramentas mudam, as tecnologias evoluem e os modelos de trabalho se transformam. No entanto, a essência da liderança permanece inalterada. 

Liderar, na atualidade é ser um facilitador de talentos. É ter a coragem de ser vulnerável, a inteligência de delegar o que é mecânico para a tecnologia e a sabedoria de reservar sua energia para o que realmente importa: conectar-se com as pessoas, desenvolver potenciais e construir um ambiente onde todos queiram dar o seu melhor.


Ana Karla Cantarelli - Especialista em Liderança
📸 Foto:  Acervo Pessoal
Instagram - @ana.cantarelli

🎬 Um novo brilho no São Luiz: memória, imersão e futuro do audiovisual pernambucano



✨ Ontem, o Cinema São Luiz abriu mais um capítulo de sua trajetória com a inauguração do Centro de Referência do Audiovisual Pernambucano – Cena e da Sala Imersiva Geraldo Pinho. O Cena apresenta um acervo precioso do Museu da Imagem e do Som de Pernambuco, reunido sob a curadoria de Simone Jubert, revelando objetos que contam a história do audiovisual no estado. A linha do tempo do cinema pernambucano conduz o visitante por décadas de criação, resistência e invenção. Já a sala Geraldo Pinho homenageia o grande programador com uma videoinstalação que mergulha nas antigas salas de rua, suas glórias, ruínas e possibilidades de renascimento.

🎥 A videoinstalação da Sala Imersiva apresenta imagens marcantes da era de ouro dos cinemas de rua, passando pelo abandono e chegando aos espaços que seguem vivos ou que ainda podem ser reativados. O roteiro, construído com cuidado e pesquisa, oferece ao público uma experiência sensorial que atravessa memória e futuro. Outro destaque é “O gesto contínuo de invenção de um cinema pernambucano”, obra que articula mais de 60 filmes produzidos desde os anos 1990, fruto de um levantamento minucioso realizado com a produção de Marcela Cavalcanti. As três telas dialogam entre si e revelam a força criativa da retomada do cinema local.

📽️ Com esses novos ambientes, o Cinema São Luiz passa a oferecer um fluxo ampliado de vivência e investigação para o público e para pesquisadores da imagem e do som. O Cena e a Sala Geraldo Pinho ficam abertos de terça a sexta, das 10h às 17h, e aos sábados à tarde. A partir da próxima semana, o cinema também retoma sua programação regular de filmes, funcionando de quarta a domingo. A equipe de programação encara o desafio com entusiasmo, movida pela vontade de operar a sala em sua potência máxima. As novidades da semana seguirão sendo divulgadas sempre às quartas à tarde.

🎞️ A inauguração marca um passo importante para o fortalecimento do audiovisual pernambucano. O trabalho conjunto de Renata Borba, da equipe da Fundarpe, do acervo do Mispe e do Cinema São Luiz foi essencial para tornar possível essa ação que celebra a memória, a preservação e o futuro da produção cinematográfica no estado. O convite está feito: visitar, explorar e investigar as camadas de experiência que agora habitam o São Luiz é mergulhar na própria história do cinema pernambucano.

📸 Fotos: Reprodução Facebook 

Serviço
Centro de Referência do Audiovisual Pernambucano – Cena  Sala Imersiva Geraldo Pinho  
📍 Cinema São Luiz – Recife  
🗓️ Terça a sexta, das 10h às 17h  
🗓️ Sábados à tarde  
🎬 Programação regular de filmes: quarta a domingo  
📅 Programação divulgada às quartas à tarde

sábado, 4 de julho de 2026

📣 Ginga que vira jogo: Brahma e Olodum transformam “remada viking” em chamado à torcida brasileira


🪘 A batida começa lenta, marcada, quase hipnótica — uma referência direta à famosa remada viking da torcida norueguesa. Mas logo o suspense se desfaz e o ritmo explode em samba‑reggae, trazendo a energia inconfundível do Olodum para convocar o Brasil antes do duelo contra a Noruega. A nova ação da Brahma integra o movimento “Tá Liberado Acreditar”, que busca reacender a confiança do torcedor na Seleção e nos símbolos que moldaram a história do país nas Copas.

🎶 No vídeo divulgado nas redes sociais, a marca recria a coreografia europeia com atabaques que imitam o ritmo adversário, criando tensão antes da virada musical. Em segundos, o gesto nórdico se transforma em ginga brasileira — aquela que carrega memória afetiva, identidade cultural e a certeza de que o futebol do país sempre foi movido por quem acredita até o fim. A presença do Olodum reforça esse elo emocional, conectando tradição, música e paixão nacional.

⚽ A campanha destaca que, mais do que estatísticas, o futebol é feito de manifestações populares que atravessam gerações. Ao unir a batida do samba‑reggae ao clima pré‑jogo, Brahma aposta na força da cultura para mobilizar a torcida e espalhar boas energias rumo ao confronto decisivo. O conteúdo celebra a confiança coletiva que acompanha a Seleção em seus momentos mais marcantes nos mundiais.

📱 O vídeo completo está disponível no Instagram da marca e já movimenta torcedores que abraçaram o convite para acreditar. A ação reforça o papel das tradições brasileiras na construção da identidade esportiva do país, mostrando que a vibração das arquibancadas também influencia o jogo dentro de campo. É a música, a festa e a fé no futebol que fazem da torcida brasileira uma das mais emblemáticas do mundo.

📸 Foto: Divulgação Brahma

📌 Serviço
Campanha: Tá Liberado Acreditar  
Marca: Brahma – Ambev  
Participação: Olodum  

🎭 A Espiral, o Palco e a Porrada: Marco Polo revisita a Ave Sangria, a censura e a liberdade 50 anos depois


🎨 A história da Ave Sangria não nasceu apenas de guitarras distorcidas e letras ousadas, mas de uma estética que Marco Polo trouxe de São Paulo, onde viveu entre 1969 e 1972. Ele testemunhou o auge do teatro experimental mundial, como a montagem de O Balcão, de Jean Genet, em que Ruth Escobar destruiu o próprio teatro para criar uma espiral metálica e uma plataforma de acrílico. Ao voltar ao Recife, em 1972, Marco trouxe consigo essa contaminação criativa, que se tornaria a espinha dorsal da teatralidade da banda.

🎸A psicodelia da Ave Sangria não era um projeto intelectual, mas uma consequência natural das vivências dos integrantes. Criados entre maracatus, baiões e xotes, e atravessados pela explosão do rock britânico e americano, eles fundiram tudo sem pedir licença. A visualidade também emergiu organicamente: roupas emprestadas das namoradas, restos de cenários catados em teatros, escadas improvisadas para Zé da Flauta tocar sax no alto. Era impacto visual e sonoro, sem manual, sem cálculo — apenas liberdade.

🌈Essa liberdade também se manifestou na forma como a banda encarou a diversidade sexual. Embora heterossexuais, conviviam com amigos homossexuais que eram humilhados e espancados nas ruas do Recife. A violência os revoltava, e a reação veio em forma de música, crítica e enfrentamento. “Seu Valdir”, uma canção bem‑humorada, virou alvo da censura por revelar a homofobia institucional da ditadura. A banda pagou caro: disco recolhido, carreira interrompida, silêncio forçado.

✍️ Marco Polo já era poeta desde a adolescência, e sua escrita moldou a linguagem da Ave Sangria. Sua bagagem literária permitiu que a banda articulasse liberdade, alegria e contestação em letras que refletiam a contracultura pernambucana. No jornalismo, sua atuação ajudou a formar gerações de profissionais, não por doutrina, mas por generosidade e incentivo à curiosidade. Criou lendas, narrativas e estratégias para atrair jovens à banda — marketing intuitivo antes da era digital.

🔥 A censura não o paralisou. Marco seguiu escrevendo, criando e vivendo como achava necessário. Para ele, tropeços não mudam a trajetória de quem sabe o que precisa fazer. Cinquenta anos depois, o pedido oficial de desculpas do Estado brasileiro foi recebido como uma “sacralização do erro”. Um alívio tardio, mas bem-vindo. A Ave Sangria segue viva, celebrando a liberdade que sempre reivindicou — e que agora, finalmente, é reconhecida.

📸 Fotos: Reprodução Instagram do Marco Polo

Durante sua passagem por São Paulo, entre os anos de 1969 e 1972

1. Como a fusão entre psicodelia, regionalismo e teatralidade moldou a identidade da Ave Sangria e a diferenciou do restante do rock brasileiro dos anos 1970?
Entre 1969 e 1972 eu morei em São Paulo. Essa época, São Paulo foi assim, o pico do que havia de mais experimental e de maior qualidade do teatro mundial. Uma das encenações que eu assisti foi "O Balcão", de Jean Genet, inclusive com a presença do próprio, e que Ruth Escobar tinha destruído o próprio teatro, criado um buraco imenso, criado uma espiral de aço na qual ficavam os espectadores e no centro havia uma plataforma de acrílico, onde os atores subiam e desciam fazendo a peça. Então quando eu vim pra Recife no final de 72, eu vim assim contaminado por esse trabalho magistral de teatro, de encenação visual experimental que houve em São Paulo. E de uma forma ou de outra eu trouxe isso pra o Ave Sangria.

Enfim, eu estava cheio de referências visuais, dinâmicas, muito legais assim. Então quando a gente criou a banda, eu procurei elementos para incrementar essa visualidade. Então, no quesito, por exemplo, de roupas, nós pedimos às nossas namoradas que nos emprestassem roupas ou criassem roupas pra gente. Nos teatros, a gente catava restos de cenário, peças cênicas de outras apresentações, e a gente reciclava isso e fazia o nosso cenário. Havia, por exemplo, coisas como pegar uma escada, né, e colocar Zé da Flauta lá em cima tocando um sax alto aleatório, junto com apresentação de músicas experimentais, instrumentais nossas.

2. De que maneira o disco Ave Sangria (1974) antecipou debates culturais sobre liberdade artística e diversidade sexual que só seriam reconhecidos décadas depois?
Enfim, não havia uma preocupação de criar uma identidade visual, mas de criar um colorido, um impacto visual junto com o impacto sonoro. Quanto à psicodelia e à regionalidade — a regionalidade vinha dentro da gente, né? A gente foi criado escutando tudo quanto é música regional: maracatu, baião, xote, xaxado, etc. E também na adolescência o rock, né? Com Beatles, Stones, Led Zeppelin, Jimi Hendrix. Então a fusão foi mais ou menos natural dessas fusões todas. Foi isso que resultou no impacto sonoro e visual do início — Tamarineira Village e depois Ave Sangria. O debate sobre questões de diversidade sexual e outros problemas desse tipo também surgiu naturalmente.

Nós éramos heterossexuais, mas tínhamos amigos homossexuais. E a gente sofria ao ver esses amigos nossos serem humilhados, espancados gratuitamente, e isso nos deixava extremamente irritados com relação a esse machismo pernambucano. Então, nossa reação em criar um debate — na verdade, a criticar essa merda toda — era natural, era uma reação natural nossa, porque havia uma repressão muito forte em relação a esses segmentos da sociedade e que a gente compartilhava com essas pessoas como iguais nossos, sem nenhum problema, e a gente via isso como uma agressão à gente também. Então a gente repelia, e a gente partia pra porrada em cima também.

3. Como a escrita poética de Marco Polo influenciou a estética da Ave Sangria e ajudou a criar uma linguagem musical singular no cenário nordestino?
Olha, eu já vinha de uma experiência como poeta, desde os 10 anos de idade, mas de forma consolidada desde os 15 anos de idade, então eu tinha uma certa bagagem literária e isso me ajudou a criar uma linguagem eficaz para traduzir o que a gente queria. Quanto a criar uma linguagem singular no cenário nordestino, isso aí surgiu mais uma vez porque a gente questionava as questões, questionava os problemas que nos cercavam, a gente tinha uma visão de liberdade, uma visão de alegria, uma visão que só era cerceada o tempo todo pela repressão, pelo conservadorismo, pela ditadura, enfim, foi uma resposta que nós questionávamos.

4. Que elementos da performance vocal de Marco Polo contribuíram para a aura mística e teatral que marcou os shows da banda?
Olha, a performance era aquela de estar solto no palco, né? Cê tá solto no palco e você ali, você é um elemento. Você não é homem, não é mulher, não é macho, não é fêmea. Você é um elemento que tá ali catalisando potencialidades. Então eu brincava, eu rebolava, eu dançava, eu criei histórias, né, lendas em relação a mim, em relação ao nosso comportamento. Isso tudo era uma estrutura de tentar criar o interesse, de pescar o interesse da juventude pra aquilo que a gente tava fazendo, que a gente achava que tava fazendo algo importante, não só como entretenimento, mas como também uma provocação.

5. Como o trabalho de Marco Polo na imprensa cultural pernambucana ajudou a formar uma crítica musical e literária própria no estado?
A minha experiência como jornalista e a minha amizade com vários jornalistas facilitou um pouco a nossa banda e também me facilitou como comunicador a divulgar a banda. Eu, como na é... na época não havia internet, não havia marketing nem nada, eu criei lendas em relação ao nosso trabalho que eu achava que iam, é, espicaçar a curiosidade dos jovens e trazer eles — era uma espécie de anzol e isca que eu jogava pra atrair eles pro nosso trabalho, e acho que funcionou muito bem.

6. De que forma sua atuação como editor de suplementos culturais influenciou gerações de jornalistas e escritores em Pernambuco?
Olhe, eu tenho gerações e gerações de jornalistas que trabalharam comigo e que são muito gratos a mim, por acharem que eu fui generoso, fui um bom, um bom, não digo mestre, mas um bom indicador de caminhos que eles poderiam seguir. Então, isso pra mim é algo que me gratifica muito. É uma questão meio secreta, porque pouca gente sabe. É, eles que chegam pra mim e dizem: 'ô Marco, devo a você muito'. E isso é muito bom. Mas, é, de forma assim, programática, eu jamais tentei influenciar, é, gerações pra seguir um determinado curso ou não. Eu sempre achei que o importante era você ter curiosidade pelo novo, ter a mente aberta e ter a capacidade de assimilar e de criar. Isso que é importante.

7. Quais temas recorrentes atravessam a poesia e a prosa de Marco Polo, e como eles se relacionam com sua trajetória musical e com a contracultura pernambucana?
Olhe, na poesia e na prosa, temas recorrentes pra mim sempre foi amor, sexo, a arte, particularmente a poesia, embora eu sempre fui também apaixonado pelas artes plásticas e pelo cinema. E tudo isso aparece no meu trabalho, tanto em poesia como tangencialmente ou de uma forma, é, especular nas letras das músicas. Então, todas essas coisas que dizem respeito à cultura, à questões sociais, à questão da liberdade, da alegria, da necessidade de liberdade e da alegria que a gente tem, tudo isso permeou toda a minha poesia e toda a minha letra de música.

8. Como a experiência da censura e do silenciamento aparece simbolicamente em sua obra literária, especialmente nos livros publicados após os anos 1990?
A censura e o silenciamento não aparecem na minha obra, porque considero isso são tropeços da continuidade de uma trajetória. Isso aí nunca me perturbou a ponto de mudar minha maneira de olhar a vida, de mudar, de olhar a arte, de olhar minha relação com a sociedade, com as pessoas e comigo mesmo. Então, eu sempre fiz o que eu tinha que fazer, o que era necessário, que vinha de dentro de mim como uma coisa necessária pra ser feita. Eu acho que a gente faz o que é preciso fazer e não para de fazer porque tem um tropeço na frente. Isso é besteira. Vamos em frente sempre.

9. Que mecanismos da censura da ditadura explicam por que “Seu Valdir” foi considerada uma ameaça moral e política, revelando a homofobia institucional do regime?
Essa questão com o seu Valdir, que, na verdade, é uma música bem-humorada, é uma brincadeira, na verdade, não é uma coisa para ser tomada tão a sério como eles tomaram. Isso é uma questão deles, cara. Eles têm essa cabeça doentia. Eles veem doença em todo canto, eles veem maldade em todo canto. Então, isso é um problema muito mais deles do que meu. Sempre foi. Então, nunca considerei isso uma questão pessoal importante para mim. Claro que eu fiquei chateado, claro que foi muito ruim, claro que foi péssimo para a banda toda essa experiência de quebrar a carreira no início da decolagem. Mas, porra, fazer o quê? A gente está diante de uma ditadura, cara. Diante da ditadura é isso. Você dá de cara com uma parede. Uma parede de imbecilidade e de prepotência. Fazer o quê? Não dá para gritar, não dá para esbravejar, não dá para dinamitar. Mas, cedo ou mais tarde, a gente dá a volta por cima e dá a nossa resposta. E é isso que a gente vem fazendo.

10. Como o pedido oficial de desculpas do Estado brasileiro reconfigura a memória da Ave Sangria e reposiciona a banda no cânone da música brasileira contemporânea?
É, o pedido de desculpa foi uma espécie de sacralização, né, do erro que eles cometeram, que o Estado cometeu contra a gente. Eu senti um certo alívio, porque, porra, até que enfim, né, vocês reconhecem que fizeram uma grande merda. E finalmente, hoje, agora, estamos felizes por… Nunca paramos de trabalhar, nunca paramos de fazer o nosso trabalho, nunca paramos de sentir nossa alegria pela nossa liberdade, pela nossa potencialidade de criar, que é o mais importante do que tudo. Então, muito bem, que seja bem-vinda essa anistia. É muito bem-vinda e vamos celebrar. Daqui a pouco eu vou tomar uma taça de champanhe. Espero que cê teja uma taça de champanhe aí pra brindar comigo. Um beijo, tchau!


A seguir, a polêmica música Seu Valdir, criada para ser uma greia, uma zuera, acabou passando por uma censura de - pasmem - mais de 50 anos.