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domingo, 20 de setembro de 2026
#SendoProsperidade com Mariângela Borba
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🎶 De passagem em passagem: Passaje Project transforma viagens, cultura e música em uma só identidade latino-americana
🌎 Nascido nas estradas e alimentado pelo desejo de fazer música enquanto viaja, o Passaje Project se consolidou como uma experiência artística que vai muito além do palco. Fundado em 2014 por Sir Jair, o grupo encontrou na própria rotina de deslocamentos a inspiração para o nome e para a proposta que segue até hoje. O projeto surgiu quando a música passou a financiar as passagens das viagens, transformando cada destino em uma nova oportunidade de criação e conexão cultural.
🎵 Ao longo dos anos, a formação do Passaje Project passou por diversas transformações e chegou a reunir até 14 músicos. Atualmente, o trio formado por Sir Jair, Noelia e Yellow Yir conduz a jornada musical do grupo, que há mais de um ano percorre diferentes lugares levando sua proposta artística. A essência continua a mesma: fazer da música uma ponte entre povos, histórias e experiências compartilhadas.
🌴 A identidade sonora do projeto é marcada pela riqueza da música latino-americana. Entre as principais referências estão Juan Luis Guerra, Carlos Vives, Rubén Blades, Willie Colón e Oscar de León, artistas que ajudam a moldar a sonoridade presente em gêneros como merengue, salsa e vallenato. O grupo também amplia constantemente seu repertório, valorizando as raízes culturais do Caribe e da América Latina como um todo.
🤝 Um dos momentos mais promissores da trajetória recente do coletivo é a participação no espetáculo Latin Night ao lado do cantor venezuelano Armando Fuentes. Segundo os integrantes, a conexão artística surgiu de maneira espontânea e imediata, impulsionada por afinidades culturais e musicais que ultrapassam barreiras linguísticas. A iniciativa ganha ainda mais força com a participação do violonista brasileiro Daniel Bruno, fortalecendo o diálogo entre Brasil e Venezuela.
🚐 Com uma turnê em andamento e novas composições previstas para os próximos meses, o Passaje Project segue ampliando horizontes. Entre os lançamentos anunciados estão um vallenato, um gospel, um merengue e uma colaboração com a banda Pororoca Atômica, gravada em Manaus. Mantendo viva sua vocação viajante, o grupo prova que a música continua sendo seu principal combustível para descobrir novos caminhos e conectar pessoas através da arte.
Entrevista | Passaje Project
1. Como surgiu o Passaje Project e qual é a visão artística que une Sir Jair, Noelia e Yellow Yir?
O Passaje Project surgiu da necessidade de fazer música enquanto viajávamos. Sir Jair fundou o projeto em 2014 e, junto com Nelson Gavidia, deu esse nome à banda porque era a música que permitia pagar as passagens de ônibus durante as aventuras e viagens.
Foi daí que surgiu o nome “Passaje”. Em português, seria “passagens”, e essa palavra representa muito bem a nossa história, porque a música realmente nos levou a muitos lugares.
Ao longo dos anos, o Passaje já teve até 14 músicos. Hoje somos três, Sir Jair, Noelia e Yellow Yir, e já estamos há mais de um ano viajando pela música e para a música.
2. O projeto mistura diferentes influências da música latino-americana. Quais artistas, estilos ou tradições musicais mais inspiram o trabalho de vocês?
No nosso repertório temos músicas de diferentes gêneros, mas recentemente estamos nos aproximando cada vez mais da música latina.
Juan Luis Guerra tem sido uma grande influência para o merengue. Também temos Carlos Vives como referência para um vallenato que será lançado este ano. Na salsa, temos grandes expoentes na Venezuela, na Colômbia, e toda a América Latina, mas, se tivéssemos que mencionar nomes, seriam os grandes mestres Rubén Blades, Willie Colón, Oscar de León e toda música do Caribe.
3. Como nasceu a parceria com o cantor venezuelano Armando Fuentes no espetáculo Latin Night, e o que essa colaboração acrescentou ao projeto?
O Latin Night é um projeto muito promissor. Conhecemos Armando por meio de outro grande músico venezuelano que trabalha aqui em Recife com música de orquestra.
A química com Armando foi imediata. Surgiu naturalmente a vontade de trabalhar juntos, falando a mesma linguagem. E não estamos falando apenas do idioma: existe algo muito forte e, ao mesmo tempo, indescritível na nossa formação e na nossa cultura latina que nos une.
Essa conexão tornou a parceria muito especial e abriu espaço para criarmos algo juntos a partir das nossas experiências e referências musicais.
4. A participação do violonista brasileiro Daniel Bruno aproxima ainda mais o projeto da música brasileira. Como vocês enxergam esse diálogo cultural entre Brasil e Venezuela?
Esse diálogo vai ser maravilhoso. Com apenas alguns encontros, já percebemos que, apesar das diferenças, também existem muitas coisas que nos unem. Sem dúvida, vamos aprender muito uns com os outros.
Além disso, a nobreza e a boa energia do Daniel tornam essa parceria muito agradável. E acreditamos que isso também é importante para construir um bom show, porque a energia entre os músicos chega diretamente ao público.
5. Quais são os próximos passos do Passaje Project? Podemos esperar músicas autorais, novas colaborações ou apresentações em outros países?
Claro que sim! O Passaje está em turnê. Embora estejamos avançando em um ritmo mais lento, por causa da autogestão do projeto, já chegamos ao extremo do continente e planejamos continuar descendo para o sul nos próximos meses.
Também temos algumas músicas que serão lançadas nos próximos meses. Como estamos temporariamente estabelecidos em Recife, com um pouco mais de estabilidade, vamos aproveitar esse momento para avançar nesse processo e lançar um vallenato, um gospel e um merengue que já estamos trabalhando.
Além disso, ainda este mês será lançada uma colaboração que fizemos em Manaus com uma banda chamada Pororoca Atômica.
Então, temos muita coisa acontecendo e muitos caminhos ainda para percorrer. Afinal, viajar e fazer música continuam sendo a essência do Passaje Project.
🎤O Banho de Soul com Sotaque Pernambucano da Banda Dizmaia nos Palcos
📸 Fotos: Reprodução Instagram
Como vocês contam a origem do Dizmaia e o que uniu o
grupo no começo?
A banda Dizmaia surgiu em
2007, no bairro de Jardim Atlântico, Olinda, Pernambuco, no intuito de unir
gerações, tipo o nosso pai, Tony Swing, que é pai de Igor San e Hugo Carranca,
A gente sempre teve muita música dentro de casa e também a família muito
musical. E aí eu tive a ideia de unir primos, nosso pai, amigos, pra poder
formar a primeira formação do Dizmaia. E aí, nessa época, tava rolando um
movimento das bandas autorais, fazer uma homenagem, um tributo a algum artista
da MPB, da Música Popular Brasileira. Nessa época já existia o Los Sebosos
Postizos, que é a Nação Zumbi, fazendo uma homenagem ao Jorge Ben. E também já
tinha a galera do Mombojó, o China, que era vocalista da banda Sheik Tosado, e
eles montaram a banda Del Rey pra fazer uma homenagem ao Roberto Carlos. Então,
nessa época, o nosso pai também tava tocando com o Marcelo Brasileiro, que é um
médico que canta e faz um cover do próprio Tim Maia. Enfim, aí a gente foi para
vários shows desse projeto e... É aquele balanço contagiante e aí a gente se
identificou muito.
Aí nessa época eu cheguei pro
meu irmão, o Hugo Carranca e disse, Hugão, bora montar o Dizmaia, como a gente
já tinha o Guardaloop, que era a banda autoral da gente, aí ele disse, Será,
San? A gente não tem essa pegada de fazer cover e tal. A gente, pô, vamos botar
o nosso som, botar a nossa identidade, nossa nossa linguagem mesmo, fazer o que
a gente faz nas nossas músicas. Vamos fazer uma releitura, pô, nas músicas de
Tim Maia. Aí, vamos nessa, né? Então, daí, a primeira formação foi Eu, Igor San
de baixo e Hugo Carranca de bateria, Tony Swing de voz e violão, Marquinhos
Costa de guitarra e voz, Márcio Oliveira de trompete, Gustavo Joe de teclado
e na família a gente tinha nomeado um cantor que era Isaac Costa, que era da
nossa família também, primo, só que ele era de outra vertente e os projetos
dele naquela época estavam dando super certo e ele não quis, ele preferiu
continuar na parada dele.
A pessoa que veio na
cabeça logo da gente foi o Vlad, que é cantor da banda Eletro Soul, que é uma
banda que fazia um funk pra frente, de busca autoral, e aí somou pra se lascar
mesmo assim, a coisa virou bonito, e aí começou o Dizmaia. E aí, pronto. Daí a
gente pintou a oportunidade... A gente fez bastantes shows aqui, E aí, no
decorrer desse tempo, a gente queria expandir um pouco mais para poder abrir.
Novas experiências e também mostrar algumas coisas de Pernambuco pra outro
lugar. Aí a gente decidiu ir pra São Paulo, só que teve alguns músicos que
disseram, ó, não dá pra mim, tem família e tal, e não pode ir. E aí a gente
teve que fazer uma segunda banda pra poder ir pra São Paulo. Aí, é... E aí tudo
começou. A gente foi pra São Paulo e passamos, tipo, 10 anos em São Paulo.
Tocamos em vários festivais e agora em 2026 faz 20 anos.
Quais artistas e estilos moldaram o som que vocês fazem
hoje? Além do Tim Maia, claro.
O som do DizMaia tem
muita influência do reggae, muita influência de samba, samba groovado, samba de
gafeira. Tem muita influência de muito groove, de música balançada, do funk
mesmo, do baião balançado. Do rock balançado, assim, e a maior influência
mesmo, quem deu a linguagem do que o DizMaia é hoje, sempre foi a identidade de
cada um mesmo, da gente. O DizMaia, ele foi sempre o músico que tava chegando,
ia dando uma linguagem e a gente ia moldando, moldando e Chegou essa sonoridade
hoje. Não teve influências específicas. Teve mais o olhar, o que a gente ouvia
naquela época e colocando com a nossa identidade. Então, a maior influência foi
a gente mesmo. Foi o nosso som mesmo, as nossas ideias, a nossa cabeça, de cada
um, pra chegar a essa sonoridade que é hoje.
O que significa carregar o nome e a energia do soul
brasileiro no trabalho da banda?
Significa muita coisa tocar
essa obra de Tim Maia. O DizMaia é um projeto que quando surgiu, surgiu
com essa mesma energia pesada de musicalidade que a família da gente, família
Costa e Silva, tinha nas festas dentro de casa, os primos, os tios, as tias
cantando. Então, essa áurea, essa energia positiva e essa musicalidade que Tim
Maia deixou essa grande obra dele, pra gente foi mesmo que energia. Então, essa
energia que Tim Maia mostrou, essa energia que a nossa família tem, quando a
gente fez esse repertório, foi aí que eu tenho uma plena certeza que o próprio
Tim, de lá de cima, ele deu um start, deu uma abençoada, no nosso projeto, que
é muito difícil você levar um nome desse nas costas e chegar com a cara a tapa
e mostrar a música do mestre do soul brasileiro com várias vertentes. Então,
para a gente, é carregar uma responsabilidade que é ser DizMaia. É uma
responsabilidade e um orgulho, um prazer, uma alegria e, acima de tudo, uma
grande responsabilidade é fazer esse repertório e respeitar a obra do Mestre
Maia na nossa linguagem. É gratidão e é mágico.
Como vocês escolhem repertório, arranjos e a estética dos
shows?
Quando a gente começou a
compor o repertório, a gente começou pelos dois discos da época Racional. Como
a gente estava começando, era um repertório menor e como os grooves, mesmo dos
discos da época Racional, tinham muito a ver com o que a gente estava curtindo
no momento, E aí a gente sempre preservou a melodia e a mensagem. E alguns
grooves de algumas músicas. Então, foi linguagem e identificação de imediato.
Cada timbre muito bonito tem naquele disco. Cada percussão bem, assim, música
mesmo da África. Música percussiva, na cara. Até hoje, no repertório do
DizMaia, a gente preserva muito a percussão, valoriza a metaleira e o groove
que sempre a gente dá um pouquinho, um pouquinho e sempre vai ser assim, um
pouquinho de cada um que participa da música, né?
Então, como teve E sempre terá
várias formações para o produto, para a banda continuar, a família continuar,
enfim. A gente vai lapidando com a identidade, com a linguagem das pessoas que
vão chegando, sabe? E aí as pessoas vão chegando e às vezes... A maioria das
vezes ela já tá 100% feita, mas cada um bota 1% ali e faz o que até hoje, esse
tempinho a gente vem fazendo, que é... Todo dia a gente aprende um pouquinho
mais, né? Então é isso.
Como você chegou ao Dizmaia e como você enxerga seu papel
como frontman?
Eu comecei há mais ou menos há
30 anos atrás, profissionalmente há uns 25 mesmo, de 20 a 25 anos. E foi, meu
primeiro instrumento foi bateria, indo pra show do nosso pai, Tony Swing, nos
bares, sempre tinha uns intervalos, E aí ficava eu e meu irmão Hugão, Hugo
Carranca, reversando a batera nos intervalos, acompanhando ali o som mecânico,
o DJ. E aí foi o nosso primeiro encontro com instrumentos musicais. E aí, no
decorrer desse tempo, cada um sentiu a vontade de montar um projeto, cada um
montou um projeto porque A gente não tinha como montar o mesmo projeto porque
não dava pra tocar duas bateras em uma banda só. Então, na época, eu montei o
Mundo Cão e meu irmão montou o SK-8 e a gente começou a tocar nas festas de
garagem do nosso bairro e algumas coisas de faculdade, enfim, e tudo músicas
autorais. E aí, nesse tempo, a gente queria tocar junto ainda e não vinha a
vibe, não tinha... E as coisas, cada um foi crescendo pro seu lado e com aquela
mesma vontade, eu e meu irmão, de querer tocar junto.
Enfim, só que ele deu um pulo
profissional como baterista muito mais lá na frente do que eu, porque aos 18
anos ele foi chamado para tocar na banda Sheik Tosado, que é a banda lá de
Olinda, e essa banda tocou em 2001, no Rock in Rio, abrindo um show pro Iron
Maiden, no Palco Mundo. E aí nessa época, um ano mais ou menos atrás, eles
conseguiram entrar numa gravadora, gravar um disco. E aí ele ficou realmente
muito mais profissional como baterista do que eu, mas automaticamente cada um
no seu tempo, cada um na sua hora. Aí segui tocando minhas paradas, e quando vê
ele volta lá, e o último show da banda foi no Rock in Rio, aí quando ele volta,
ele volta sem banda, e aí voltou com a galera chamando ele pra tocar em outros
projetos, porque realmente ele se destacou como um baterista que ele era, e aí
Hugão foi chamado pra uma banda. Ele teve uma trajetória muito linda e longa.
Então, quando ele se recebeu nesse intervalo que ele teve, do término do Sheik
Tosado, ele foi chamado por uma banda lá da Bélgica, chamada Tikki Off One. Não
sei falar muito bem inglês, mas é uma banda lá da Bélgica, que ele passou uns 4
anos, gravou alguns discos com eles, e no meio dessa onda lá, que ele tava
gravando, e pediu pra galera guardar o loop, que é guardar o que gravou.
E aí, quando terminou a
gravação, he foi pra casa, aí ele ligou pra mim e disse isso. Aí eu disse,
Hugão, ué, bicho, eu vou montar uma banda minha, um projeto meu, chamado Guardaloop.
Guardaloop! Aí eu disse, oxe, massa, Hugão! E você vai ser o percussionista. Já
tô com a galera na cabeça pra formar essa equipe, pra fazer a banda, pra formar
a banda e você vai ser percussionista, vamos-se embora, Hugão. Como toco
batera, acho que vai dar pra acompanhar. Aí quando he voltou, já chegou a
galera querendo fazer a parada mesmo, E aí a gente escreveu o Guardaloop pra um
edital do Funcultura. E aí foi aprovado pra gravar um disco. Aí a gente gravou
um disco com dez faixas. E aí eu gravei percussão e gravei duas faixas com
teclado de sopro, que não é teclado de mão, é teclado na boca, que se chama
escaleta. E aí foi quando eu tive já o primeiro contato com melodia, com
harmonia.
E aí no decorrer a gente
fazendo, botando o Guardaloop pra palco, aí começou a ensaiar. A gente, nos
ensaios, tinha uns que chegavam mais cedo, outros mais pontuais, enfim. E
quando eu vi o nosso baixista, que era o Hugo Gila, na época ele morava lá em
Piedade, que era longe, só pra Olinda, e ele chegava sempre com umas quarenta,
uma hora de Inglaterra. Aí, nos ensaios desse, o guitarrista Gabriel Melo, que
é o guitarrista da Academia da Berlinda, ele também é um guitarrista e que
gravou o disco do Guardaloop. Ele perguntou no estúdio lá, ó, tem aí um... Um
baixo aí, velho. Aí o cara disse, tem. Aí quando pegou o baixo, começou a me
ensinar as cabeças de nota do repertório do Guardaloop. E aí eu comecei a
aprender a tocar o baixo e automaticamente estava fazendo o repertório do Guardaloop.
Aí num certo momento desse, o Guardaloop estava sem baixista porque O baixista
que era o Gugila estava com uma demanda com outros projetos e aí caiu no meu
peito essa responsa de ser baixista. Aí a gente começou a fazer show, foi para
São Paulo com o Guardaloop e tal. Quando a gente volta, eu tenho um estralo de
querer formar o Dizmaia.
Como a cultura local influencia o som, os shows e a
identidade da banda?
A cena de Olinda sempre foi o
nosso berço, né? Então, em ver as manifestações, passando umas troças de frevo,
passando, vendo as rodas de coco, os maracatus, isso tudo é uma identidade, uma
referência muito forte no dia a dia da gente, né? Então, ir e ver a galera,
tipo, uma banda Eddie, que é uma banda que já tem um tempo danado atrás, em
cima do palco, com atitude, na nossa letra, o sotaque carregado de ser
nordestino. Isso é uma grande influência para o mundo. Quando a gente chegou em
São Paulo mesmo, o grande destaque foi em a galera ouvir a gente falar, ela
partiu. Não como o próprio Tim Maia e outros sotaques do Brasil cantando música
de Tim Maia. Então, isso foi uma referência do nosso DNA mesmo. E
automaticamente em ver o povo lá do Sul, olhando o povo nordestino cantando
música de Tim Maia, numa identidade própria. Isso é uma grande referência nossa
e que todo pernambucano tem a sua linguagem, a sua identidade.
Qual apresentação ficou na memória de vocês e por qual motivo?
Sem sombra de dúvida, pra
gente foi a nossa ida e a nossa chegada lá em São Paulo. Uma casa, uma cidade
que acolheu a gente assim de uma forma que... A gente foi e passou 10 anos. E
aí, nesse primeiro encontro, por isso que eu digo que é marcante, foi a gente
tocar numa terça-feira, numa casa chamada Estúdio SP, que ficava na Rua
Augusta. E lá rolava um projeto cedo sentado, que nesse dia precisou de uma
atração pós esse movimento que rolava todas as terças de bandas autorais mais
cedo.
E aí a gente foi chamado pra
participar dessa dia, E quando menos espera, numa terça-feira, a casa lotou. E
aí, porque esse projeto, sendo sentado logo cedo, é de graça. E aí, quando veio
essa galera todinha que entrou, e outras pessoas tiveram depois, ficaram até o
show da gente, que já era um pouquinho mais tarde, umas onze e meia da noite.
E, quando menos espera, nosso primeiro show foi contagiante. A galera cantando
com a gente, com o nosso sotaque, a galera entendendo o nosso groove, a
diferença entre o nosso balanço pra realmente a obra de Tim Maia. Viu a
identidade, viu o carisma, viu uma vibe que abriu todas as portas. E aí a gente
seguiu, e nessa casa a gente conseguiu pós esse show, romper pra uma
quinta-feira, e com menos espera a gente tava fazendo todo sábado do mês. E uma
casa muito badalada de artistas nacionais, de bandas do mundo todo participando
dessa casa. Uma casa do conceito lá em cima, aqui no Estúdio SP, Rua Augusta.
Foi a abertura da gente, isso foi muito marcante.
E também tocar no Cine Joia,
na Festa Odara, tocar no Galpão Busca Vida, junto com o Di Mello, tocar no Sesc
de São Paulo, tocar no Festival de Inverno de Gramado. Sim, esses lugares
sempre foram marcantes demais e pra gente o que fica é realmente a interação e
o entendimento de cara. Eles tiveram com o nosso som, com a nossa ideia. Então,
momentos marcantes e que ficará para o resto da vida foi a nossa chegada a São
Paulo e o que a gente plantou lá. Dali, realmente foi para o mundo todo. E a
gente conheceu o Rio de Janeiro, de lá a gente foi tocar em Natal, então, tocou
em Maceió...
Outros momentos marcantes, meu primeiro show como frontman, casa de show em São Paulo, Mundo pensante em 2016, além do Carnaval de Olinda de 2018, polo Erasto Vasconcelos, com participação Erica Natuza
O que o público pode esperar da banda nos próximos meses?
Um dos planos que eu tenho e
que eu acho que tem tudo a ver é tipo tentar voltar do início, das nossas
origens, do nosso plano, tipo, autoral, né? Eu acho que se a gente for pegar
essa bagagem sonora que a gente adquiriu durante esse tempo e começar também a
colocar umas coisas nossas num repertório que a gente já tem, eu acho que é um
futuro próximo. Inserir o autoral, foi da onde a gente começou e o nosso som
tem uma pegada autoral e, inclusive, a gente já tá sendo cobrado dizer, poxa, a
gente vai pro show de vocês e a gente não vê, a gente não vê nem 100%, a gente
não vê as canções de Tim Maia, a gente vê uma homenagem a Tim Maia, vê uma
identidade muito forte, no som de vocês, é muito autoral e porque você não
compõe e bota umas músicas autorais. Então, além de ser a pedido, é uma coisa
que vai ser realmente inserir músicas autorais no nosso repertório. É um futuro
bem próximo.
Como vocês descrevem a energia da galera nos shows e como
isso afeta a performance?
Conexão com o público é uma
coisa que, se você não tiver essa conexão, é mais difícil as coisas
acontecerem. Graças a Deus, a conexão e a energia que a gente tem com o público
é mesmo que amizade. A gente toca em lugares pequenos, que fica cara a cara com
o público, e a galera cantando, abraçando, com os olhares diferentes, com
respeito, com admiração. E o público é o que faz você hoje estar vivo. E eu
sempre falo assim no público, sem vocês nada disso estaria acontecendo. E
realmente a conexão e a energia... Do público é o que a gente vai lapidando a
apresentação, o show, e graças a Deus, desde o primeiro show até hoje, a
conexão com o público é o que fortalece hoje a banda tá cada dia mais redonda,
mais de cima para o mundo todo. Então, a conexão com o público. Sem eles, nada
vai dar certo, nada vai acontecer. Então, é muito importante e é muito mágico.
E faz toda a soma, faz toda a diferença. A conexão com o público. O público que
decide o que é bom e o que não é. A voz do povo é a voz de Deus. Então, o público
são nossos amigos. E sem eles, nada disso estaria acontecendo, nada disso
estaria acontecendo. Então, o público é realmente a conexão e a junção do que o
Dizmaia é hoje e o que sempre foi.
Como vocês equilibram soul, funk, MPB e latinidades sem
perder a essência do Dizmaia?
Então, para o Dizmaia
sempre surgiu muito natural essas misturas. Porque a gente sempre escutou muito
reggae, muito soul, muito funk, muito groove, música latina, música brasileira,
samba. A própria MPB já tá no nosso DNA. E como somos músicos de músicas
autorais, pra gente misturar e envernizar, como a gente tem uma linguagem que é
misturar ou moldar, pra gente sempre foi muito natural. E eu acho que é o
diferencial do Dizmaia, é isso. É de você escutar o nosso show, de ver o nosso
show e ver momentos da gente. E sentindo o universo da obra de Tim Maia, mas
com uma sonoridade muito própria. Então, no Dizmaia, é muito natural e é uma
identidade mesmo, essa mistura de ritmos. E é isso, Dizmaia.
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🎶 O Novo Requinto da América: Uma Viagem Musical com Yago Robles e a Sua Projeção Global
🎸 Com apenas 18 anos de idade, o talentoso músico ecuatoriano Yago Salvador Robles Herrera consolidou-se firmemente como uma das maiores promessas e insígnias vivas da interpretação do requinto em toda a região latino-americana. A sua inabalável paixão pelas cordas nasceu durante a sua infância mais tenra, guiada de perto pelas sábias enseñanzas musicais do seu avô Hugo Herrera desde que completou os seus primeiros sete anos de vida. Este valioso legado familiar germinou profundamente no seu espírito artístico, transformando gradualmente a sua curiosidade infantil numa vocação absoluta dedicada por inteiro a enaltecer a rica tradição sonora do seu querido Equador. Hoje em dia, o seu nome ressoa com força internacional graças a uma disciplina férrea e a uma sensibilidade interpretativa única que cativa audiências de todas as gerações.
🌟 A projeção digital da sua carreira artística ultrapassou largamente qualquer fronteira geográfica tradicional, alcançando marcas extraordinárias com mais de setenta milhões de visualizações acumuladas nas suas diversas plataformas e redes sociais oficiais. A sua presença digital estende-se com solidez através do Facebook, TikTok, YouTube e Instagram, onde convoca diariamente centenas de milhares de seguidores fervorosos fascinados pelo som mágico das suas interpretações musicais. Da mesma forma, a sua obra fonográfica compreende mais de cem produções distribuídas digitalmente no Spotify, Apple Music e outras importantes montras globais, permitindo que o seu requinto atravesse oceanos até conectar profundamente com ouvintes em regiões tão distantes como a Ásia e a Europa. Esta notável expansão global ratifica a sua impressionante capacidade para revitalizar o pentagrama tradicional e projetá-lo com sucesso para o exigente panorama musical do século XXI.
🎵 Um dos marcos mais memoráveis da sua trajetória recente ocorreu durante a sua bem-sucedida digressão internacional no México, onde representou com orgulho a sua pátria como convocado estelar no prestigiado X Festival Mundial do Bolero. A sua participação magistral no histórico Teatro Esperanza Iris, na Cidade do México, foi ovacionada calorosamente pelo público asteca, consolidando laços de irmandade cultural e partilhando palcos com consagrados expoentes internacionais do género romântico. Além das suas inesquecíveis apresentações na capital mexicana, a digressão abarcó com grande sucesso os estados de Quintana Roo e Guadalajara, tendo sido honrado nesta última cidade com uma distinção especial como visitante ilustre por parte do governo local. Cada um destes triunfos internacionais confirma que o jovem artista equatoriano caminha com passo firme rumo ao cume da música ibero-americana.
🎤 Consciente da necessidade imperativa de inovar sem nunca perder as raízes ancestrais, Yago deu um passo fundamental ao fundar o seu próprio grupo musical juvenil intitulado CÓDIGO Y, juntamente com talentosos amigos e colegas da sua própria geração. Esta inovadora proposta artística procura vigorosamente resgatar e reinterpretar os ritmos populares mais acarinhados da nossa América, fundindo magistralmente boleros, cumbias, valsas, passilhos e pasacalles com sonoridades contemporâneas extremamente atrativas. Com esta agremiação, o jovem maestro não só dinamiza a cena musical atual, como assume o compromisso ético e cultural de aproximar as novas gerações da herança sonora tradicional. Desta forma, o talentoso requintista demonstra que a juventude e a experiência podem caminhar de mãos dadas para garantir a perene vigência da nossa identidade musical.
🏆 Os sonhos e aspirações deste insigne representante do pentagrama equatoriano continuam a expandir-se quotidianamente graças ao apoio incondicional da sua família, destacando de forma muito especial o labor do seu pai e representante, Darwin Robles Moncayo. Juntos planeiam minuciosamente cada passo da sua ascendente carreira artística, combinando uma criatividade transbordante com o rigor profissional indispensável para triunfar nos palcos mais exigentes de todo o mundo. Os próximos meses auguram o lançamento de esperados álbuns inéditos e colaborações de alto nível com o CÓDIGO Y, consolidando uma proposta integral carregada de alegria, sentimento e profunda maestria instrumental. Yago Salvador Robles Herrera ergue-se assim, por direito próprio, como o indiscutível estandarte das cordas latino-americanas e o autêntico novo requinto do nosso continente.
Entrevista Exclusiva com Yago Robles
1. A tua trajetória musical — Como descobriste o requinto e quando percebeste que seria o centro da tua carreira? O requinto chegou à minha vida de uma maneira muito natural, através da música que ouvia desde pequeno e do ambiente musical em que fui crescendo. O meu avô Hugo Herrera ensinou-me a tocar guitarra desde os 7 anos, mas depois fui desenvolvendo o gosto pelo requinto, pouco a pouco fui descobrindo que este instrumento tinha uma forma muito especial de expressar sentimentos, não apenas acompanhando uma canção, mas também contando uma história através das suas melodias. Com o tempo entendi que o requinto não era simplesmente um instrumento que gostava de tocar, mas uma parte fundamental da minha identidade como músico. Foi aí que decidi assumi-lo como o centro da minha proposta artística e procurar a minha própria voz através dele, e o que influenciou positivamente a minha decisão foi a ideia do meu pai, Darwin Robles, de gravar vídeos e carregar para as redes sociais; no início foi desgastante porque não tínhamos muito impacto, mas como o meu pai costuma dizer, com constância e disciplina conseguem-se os méritos, ao fim de um ano fomos vendo que já tínhamos uma quantidade interessante de seguidores e enviavam-nos mensagens de felicitação de muitas partes do mundo. Aí entendi que o requinto e a música seriam a minha vida.
2. Influências artísticas — Que músicos equatorianos e latino-americanos mais influenciaram o teu estilo? Tive muitas influências, mas a influência principal é a do meu avô Hugo Herrera, que é um músico com grande trajetória no Equador; depois disso também me guiei por grandes intérpretes e compositores que conseguiram transmitir muitíssimo sentimento através da música, como os irmãos Miño Naranjo, Segundo Bautista, Paulina Tamayo, Segundo Rosero, entre outros, e em relação à interpretação do passilho sempre admirei a destreza de Guillermo Rodríguez e de Homero Hidrovo. Também me influenciaram grandes músicos latino-americanos, especialmente aqueles que entenderam o instrumento como uma extensão da voz, como Alfredo Gil e Gilberto Puente, grandes requintistas mexicanos que interpretaram obras maravilhosas com o seu requinto.
3. Evolução do requinto — Como vês o papel do requinto na música atual e o que acreditas que ainda falta explorar neste instrumento? Acho que o requinto tem muchísimo potencial e ainda há um universo por explorar. Tradicionalmente associamo-lo muito ao passilho, ao bolero e à música romântica, mas o instrumento pode dialogar perfeitamente com outros géneros e com novas formas de produção, e é isso que estou a tentar fazer com o meu trabalho: primeiro entrelaçá-lo com as novas gerações, adolescentes, crianças e jovens para que sintam este instrumento como próprio, e fazendo fusões com o meu requinto com outros ritmos contemporâneos como a cumbia, a salsa, a bachata e outros géneros mais alegres e dançáveis. Interessa-me precisamente essa evolução: manter a essência e a identidade do requinto, mas levá-lo a novos espaços, experimentar com sons, harmonias, efeitos e formatos diferentes. Acho que ainda podemos descobrir muitas possibilidades do instrumento sem perder a sua raiz.
4. Processo criativo — Como nasce um novo arranjo teu? Partes da melodia, da harmonia ou da emoção da canção? Normalmente parto da emoção. Antes de pensar tecnicamente em que notas vou tocar, procuro entender o que a canção quer dizer e o que quero transmitir com o requinto. Depois vêm a melodia, a harmonia, os acordes e todos os elementos técnicos. Para mim, um bom arranjo não consiste em tocar muitas notas, mas em encontrar as notas corretas para que a canção tenha mais vida e possa conectar-se com quem a ouve. O meu pai sempre me indicou que as nossas emoções são as que se transmitem ao público, e consoante isso o público responde, e é aí que procuro fazer melhores os meus arranjos musicais, querendo sempre chegar ao coração e aos sentimentos do meu público, que me ouve nos meus espetáculos ao vivo ou me vê através dos meus vídeos nas redes sociais.
5. Repertório tradicional — O que representam para ti o passilho e o bolero como artista equatoriano? Representam uma parte muito importante da nossa identidade. O passilho e o bolero têm uma capacidade incrível para falar de amor, nostalgia, recordações e experiências humanas que continuam a ser universais. Para mim, interpretá-los também significa manter viva uma tradição, mas não necessariamente ficarmos presos ao passado. Acho que podemos respeitar profundamente a nossa música e ao mesmo tempo interpretá-la a partir da nossa própria geração e da nossa própria sensibilidade. A maioria do meu público é adulto devido ao tipo de música, mas como já mencionei, estou a tentar inovar a música com o meu requinto, mas respeitando sempre as tradições e sem distorcer a música que se relaciona com a nostalgia e o amor.
6. Produção digital — Como é o processo de transformar o requinto em conteúdo para plataformas digitais como YouTube e Spotify? Hoje a música não termina quando gravas o instrumento. Há todo um processo por trás: escolher o repertório, fazer os arranjos, gravar, cuidar do som, misturar e masterizar, e depois pensar em como apresentar esse trabalho em cada plataforma. O meu pai, Darwin Robles, é o meu produtor artístico; com ele escolhemos as canções, gravamo-las no nosso estúdio de gravação, somos muito cuidadosos no tema da instrumentação e dos músicos, depois disso gravamos o fator estrela que é o requinto, e a seguir a isto realizamos a produção audiovisual. Ultimamente estou com o meu grupo musical CÓDIGO Y, que são meus amigos e somos todos jovens, e com eles também estamos a fazer gravações e produções para que a nossa música esteja presente em todas as instâncias digitais. O CÓDIGO Y é uma proposta musical jovem cujo compromisso é inovar a música e incorporá-la nas novas gerações, possivelmente competindo com géneros que são muito mais comerciais. As plataformas digitais permitiram-nos aproximar a nossa música de públicos que antes estavam muito longe, e isso é algo que me parece fascinante; isto deu-me seguidores e reconhecimento em lugares do mundo de que nunca me imaginei a ouvir falar ou a interessar-me, como Paquistão, Filipinas, Mianmar, Turquia, etc.
7. Colaborações musicais — O que procuras num companheiro musical e como escolhes com quem colaborar? Procuro principalmente conexão musical e humana. Para mim, uma colaboração funciona quando os dois artistas têm algo a dar e existe respeito pelo que cada um faz. Não se trata apenas de juntar dois nomes ou dois instrumentos, mas de criar algo que individualmente talvez não tivéssemos conseguido fazer. Gosto de trabalhar com músicos que tenham curiosidade, sensibilidade e vontade de experimentar. Graças à música conheci muitas pessoas, principalmente músicos e artistas que me abriram as portas para colaborar e conectámo-nos musicalmente de maneira perfeita. Agora com o CÓDIGO Y vêm aí novas colaborações, mas já como grupo.
8. Desafios da carreira — Qual foi o maior desafio que enfrentaste como músico e como o superaste? Um dos maiores desafios tem sido encontrar a minha própria identidade e ter a paciência para construir uma proposta que realmente me represente. Como músico, estás constantemente a ouvir os outros e é muito fácil comparar-te. Com o tempo entendi que o caminho consiste em estudar, ouvir, errar, experimentar e continuar a trabalhar. Não há uma fórmula imediata. O importante é manter a disciplina e não perder o amor pela música, mesmo nos momentos em que as coisas não correm como um espera. Procuro sempre o meu próprio som como identidade, e que esse som seja reconhecido ao primeiro instante em que se ouve.
9. Identidade artística — O que torna o teu estilo de requinto único em comparação com outros intérpretes? Acho que o meu estilo reside na forma como tento equilibrar técnica e sentimento. Para mim, o requinto tem de falar; não quero que seja apenas uma demonstração de habilidade. Também procuro respeitar muito a tradição, mas ao mesmo tempo incorporar elementos próprios da minha geração e das músicas que oiço. A minha intenção é que, quando alguém ouvir uma interpretação minha, consiga reconhecer essa sensibilidade e essa forma particular de entender o instrumento. Todos os músicos, e em especial os requintistas, temos o nosso próprio estilo, e todos são bons e respeitáveis; no entanto, eu tento procurar sempre uma inovação sonora no momento em que interpreto o meu instrumento para, desta forma, conectar-me imediatamente com o público.
10. Planos futuros — Que projetos, álbuns ou colaborações planeias lançar nos próximos anos? Quero continuar a crescer e a levar o requinto a novos públicos. Tenho vários projetos que combinam repertório tradicional com novas interpretações e também me interessa continuar a explorar colaborações com artistas de diferentes estilos. Agora estou focado em fazer avançar o meu grupo musical CÓDIGO Y, com quem estamos a trabalhar de forma constante para sobressair musicalmente; temos novas produções musicais, álbuns pendentes que esperamos publicar até ao final deste ano, continuamos a dar espetáculos ao vivo e esperamos a oportunidade para, em algum momento, sair do Equador e apresentar-nos em palcos internacionais. Continuamos com mais música, mais projetos, mais vídeos, mais alegria, porque o meu requinto, o meu grupo CÓDIGO Y e cada uma das nossas aspirações estão muito altos para alcançar grandes triunfos e experiências no âmbito musical e pessoal.
🎭 De quatro pessoas na plateia à comoção nacional: Renato Scarpin transforma frustração em lição de amor ao teatro
🎭 O ator, dramaturgo e diretor Renato Scarpin viveu recentemente uma situação que poderia abalar qualquer artista: apresentar seu espetáculo para apenas quatro pessoas na plateia. O que parecia ser mais uma noite difícil na rotina do teatro independente acabou ganhando repercussão nacional após um vídeo sincero publicado nas redes sociais. Com honestidade e sensibilidade, Renato compartilhou sua experiência e emocionou milhares de pessoas.
🎭 Longe de demonstrar revolta, o artista encarou o momento como parte da profissão. Acostumado às oscilações de público ao longo de quase três décadas de carreira, ele revelou que entrou em cena com a mesma dedicação de uma apresentação lotada. Apesar da apreensão inicial, os risos e gargalhadas dos poucos espectadores mostraram que o espetáculo havia cumprido sua missão, independentemente dos números.
🎭 O episódio trouxe uma recompensa inesperada. Entre os presentes estava um casal que visitava o teatro pela primeira vez. Ao final da apresentação, eles contaram ao ator que haviam adorado a experiência e que pretendiam transformar o teatro em um hábito. Para Renato, esse retorno teve um significado muito maior do que qualquer estatística de bilheteria, reforçando sua crença no poder transformador da arte.
🎭 Ao longo da entrevista, Scarpin também destacou os desafios enfrentados por quem vive do teatro independente no Brasil. Custos elevados com aluguel de espaços, equipe técnica, divulgação, figurinos e direitos autorais tornam cada montagem uma verdadeira aposta financeira. Segundo ele, a maioria dos artistas trabalha sem grandes incentivos e depende diretamente da presença do público para manter seus projetos vivos.
🎭 Mais do que falar sobre dificuldades, o ator refletiu sobre vocação, persistência e legado. Renato afirmou que já pensou em desistir inúmeras vezes, mas continua motivado pelas histórias de espectadores que tiveram suas vidas impactadas por seus personagens e espetáculos. Para ele, o verdadeiro reconhecimento não está na fama, mas na capacidade de tocar a alma das pessoas e contribuir para uma sociedade melhor por meio da arte.
📸 Fotos: Reprodução Instagram
Entrevista - Renato Scarpin | Taís Paranhos
1. O desabafo — Naquele momento em que você percebeu que só havia quatro pessoas na plateia, o que passou pela sua cabeça como artista e como ser humano?
Claro que adoraria ter 300 pessoas na plateia... mas a profissão tem disso. Às vezes lota, às vezes tem 4 pessoas... hehehe Na hora pensei: Só 4? Que pena... mas paciência...faz parte né? Me concentrei, rezei, como faço antes de toda a apresentação e entrei em cena como se tivesse lotado. Numa comédia, poucas pessoas na plateia tornam o espetáculo mais difícil, porque as pessoas acabam tendo vergonha de rir ou gargalhar... mas para minha surpresa, os risos e gargalhadas aconteceram mesmo assim... então, no fim das contas como artista pensei: faz parte do jogo fazer para 4 pessoas, é minha obrigação. Como ser humano a gente pensa: o que estou fazendo de errado? Mas ao final, quando o casal me disse que era a primeira vez deles no teatro, que adoraram e que iriam adquirir o hábito de frequentar teatro, fiquei muito feliz, porque ao fim e ao cabo, o resultado final foi muito melhor do que eu esperava!
2. Persistência artística — Depois de quase três décadas de carreira, o que ainda te faz levantar todos os dias e escolher o teatro, mesmo quando o retorno é tão incerto?
Sempre digo que ser ator ou artista de uma forma geral é como um sacerdócio... Só tem uma regra estável e verdadeira: a instabilidade. Hehehe Eu tive muita sorte na carreira e tive oportunidades que muitos atores não tiveram... assim como tem atores que tiveram mais oportunidades que eu. Logo, cada um constrói sua história, seu caminho... O sucesso é efêmero, o reconhecimento nem sempre vem... mas tive a chance de ouvir relatos, conhecer histórias do público que creditaram a algum trabalho meu uma mudança, uma percepção de vida, uma nova visão sobre algo ou algum alívio em função de algo viram em minhas peças ou personagens da tv. Isso é o que me alimenta. Ouvir de um casal que ia se separar que eu e a atriz que trabalha comigo que salvamos nào só o casamento deles como o bem estar dos 3 filhos. Ou ouvir de um senhora idosa que após muitos anos ela voltou a se sentir mulher após ver um espetáculo que escrevi e dirigi. São muitas historias bonitas que me motivam a continuar e insistir na profissão.
3. Vulnerabilidade pública — O vídeo viralizou justamente por sua honestidade. O que te deu coragem para expor uma dor tão íntima num país onde artistas são frequentemente julgados?
Na verdade eu jamais pensei que o vídeo viralizaria desse jeito. Eu só queria compartilhar com os amigos que me seguem o fato de ter tido apenas 4 pessoas naquele dia, mas que o que me deixou muito feliz foi fato do casal ter ido pela 1ª vez a um teatro... e terem gostado da experiência... Acho que não foi coragem... foi ingenuidade mesmo hehehehe
4. O valor do público — Como muda a energia de um espetáculo quando a plateia é pequena demais? E o que você aprendeu com essas quatro pessoas que estavam lá?
Ter um bom público é sempre bom ne’? hehehe Mas num drama a quantidade não interfere tanto no estado do ator. Numa comédia faz toda a diferença... Mas nesse espetáculo especificamente, onde faço 7 personagens, consigo abstrair se pouca gente e me concentro na própria personagem para não ficar mal caso o riso não aconteça... então entro em cena fazendo o melhor que posso, com 300 ou com 3 na plateia... Não foi a 1ª vez que tive pouco público, nem será a última... assim como já fiz para mais de 1000 pessoas e sei farei novamente... Amaria só fazer para 1000 pessoas, mas se tiver 1 farei com o mesmo amor e dedicação.
5. Teatro independente — Quais são os maiores desafios invisíveis do teatro independente no Brasil que o público não vê, mas que moldam o cotidiano de quem vive de palco?
As pessoas não fazem ideia de como é feito ou de quanto custa uma peça de teatro. Um aluguel de teatro custa em média R$ 1500,00 a R$ 4.000,00 por sessão!!! Há o custo do autor do texto, do ensaio, do técnico, do cenário, figurino e da divulgação... e quando você faz uma planilha de custos e chega numa conclusão qe o ingresso deve custar R$ 50,00 e ter pelo menos 100 pessoas para empatar no investimento, você lembra que tem a meia entrada e só vai receber R$ 25,00, logo 100 pessoas já não pagam os custos... Então no meu caso, tento baratear ao máximo. Escrevo, dirijo, ensaio por conta própria e banco os custos inevitáveis... teatro, técnico, divulgação...). Se der certo ganho dinheiro, se der errado vou à falência... mas arrisco hehehe As pessoas tem na cabeça que artistas vivem de Lei Rouanet... isso é um equívoco... POUQUISSÍMOS se beneficiam da Lei... só a casta de cima consegue captar recursos através da Lei,... a IMENSA MAIORIA faz como eu... rala e rala e rala e reza para ter público e para a peça ser um sucesso!
6. Reconhecimento — Você já esteve em novelas de grande audiência e também em peças intimistas. O que significa “reconhecimento” para você hoje?
As pessoas perceberem que sempre houve honestidade no trabalho, que meu trabalho pôde proporcionar emoções que modificaram de alguma forma suas vidas e que isso aconteceu de forma positiva. Claro, dar autógrafo, fazer foto com o público é legal... sempre fui muito carinhoso com o público e sei que o tal “grande reconhecimento” passa pelo crivo daquela pequena bolha que elege quem vai ser o famoso da vez... Eu nunca fui muito de buscar a fama, muito menos a qualquer custo. A fama tem seus altos e baixos e facilita bastante a vida do ator, claro, mas ouvir – depois que te vi fazendo o velhinho, percebi que preciso ir mais na casa dos meus pais – ou ouvir – depois que te vi fazendo a criança percebi que preciso dar mais atenção aos meus filhos – isso sim faz diferença porque esse tipo de reconhecimento me faz pensar que atingi a alma de outra pessoa de uma forma bacana, pró-ativa e isso deixa mais feliz... Mas ser “famoso” é legal, mas sem conteúdo, sem propósito, não quer dizer nada...
7. Criação artística — Como a experiência de se apresentar para plateias pequenas influencia a forma como você escreve, dirige ou escolhe seus projetos?
Nunca pensei nisso pra falar a verdade. Sempre que sento para escrever um texto ou ensaiar uma peça ou me preparar para algum personagem para a tv, pensei em fazer o melhor possível em 1º lugar e principalmente, onde esse personagem ou esse texto vai atingir as pessoas. Tenho textos ainda não montados que falam de diversos assuntos (a vida de um uber e seus passageiros/a história do mundo desde a criação até hoje onde só existem brasileiros no planeta/um homem que dorme com 40 anos e acorda com 83/o que o diabo falaria pro mundo se pudesse... e por aí vai. Já recusei inúmeros trabalhos por não acreditar na força do texto ou não compartilhar do objetivo final daquele projeto. Sempre busquei temas em que pudesse dizer algo relevante ou mesmo que seja, apenas divertir... Mas sempre algo que possa despertar uma vontade de ser uma pessoa melhor... é como aquela frase: você quer deixar um mundo melhor para seus filhos ou filhos melhores para o mundo? Ninguém muda o mundo para melhor... você muda a si mesmo para melhor e isso sim, torna o mundo melhor!
8. Relação com o fracasso — Em algum momento da sua trajetória você pensou em desistir? O que te fez continuar?
Inúmeras vezes heheheehe o ator que nunca pensou em desistir é porque não viveu a carreira de ator... hehehe mas o que me faz continuar? Acho que é a vocação. Talento e vocação são necessárias. Mas um ator com talento e sem vocação não aguenta a carreira. Um ator com pouco talento mas com vocação, melhora com o tempo e segue em frente. Acho que ao desistir da carreira de engenheiro civil e seguir a carreira artística, me descobri como pessoa, qual era a minha função no mundo... pode nao ser muita coisa para algumas pessoas, posso não ser o mais famoso do mundo... mas se contribuo de alguma forma, nem que seja para 4 pessoas na plateia, já vale para mim. Se for para 1000 pessoas tanto melhor... O resto vem como tem que vir... tenho fé... acredito que Deus dá aquilo que vc busca e se vc busca o bem, a harmonia, a evolução, Ele te dá a força e resiliência necessária. Meu pai foi o cara mais resiliente que conheci, por isso sigo e seguirei o seu exemplo até meus últimos dias.
9. Impacto da viralização — Como você recebeu o carinho e a mobilização do público depois do vídeo? Isso mudou sua visão sobre o papel das redes sociais na cultura?
Com muita, mas muita surpresa. Jamais esperava essa repercussão toda! Nem em sonho hehehehe Vi o quanto as pessoas querem o bem... quanta gente boa tem nesse mundo... a gente vive tempos de ódio e guerra, é a impressão que temos dos dias de hoje, mas esse caso me mostrou o contrário. As pessoas querem fazer o bem, ajudar, colaborar, torcer... fiquei super, mas super comovido com tanto carinho e acolhimento. Isso me deu muita força e um sentimento de gratidão gigante. Só posso agradecer e honrar todas as pessoas que escreveram, compraram ingresso, compartilharam... todas as matérias que ajudaram a divulgar o espetáculo... Hoje, depois de ter tido 3 sessòes com um ótimo público, a peça é a melhor avaliada num site de vendas de ingressos... ou seja, eu só precisava que as pessoas soubesses que a peça existe e que tivessem a experiência de assisti-la. Me honraram com a presença e depois com os comentários super positivos que fizeram... Agradeço a todos, um por um por isso! Sobre as redes sociais, confesso que sempre fui meio avesso à elas... nunca usei ou dei muita importância em “aparecer” nelas. Aprendi que preciso me render à elas e que da mesma forma que elas podem te destruir, elas podem te alavancar. No vídeo em questão, tem centenas de comentários... praticamente todos sendo gentis e muito carinhosos... mas tem 2 que o próprio Instagram ocultou e que só vi depois. Um me chamando de Bolsolixo safado e outro me chamando de Petista safado, mas ambos dizendo que 4 pessoas ainda era muita gente... tive que rir... fazer o quê? Eu não me meto com posição partidária. Só quero liberdade de escolha e boas condições de vida para todo mundo... Os políticos são como jogadores de futebol. Prometem o Paraíso, falam do cássico o tempo todo, aí no campo brigam, se xingam, inflamam a torcida e depois do jogo vào tomar um whisky e comer um churrasco juntos e dar risada às escondidas enquanto a torcida se mata pelas ruas... já passei da fase de ter paixão política.. e as redes sociais estão perigosas por isso, elas definem se você será exaltado ou crucificado... sem chance de apelação... isso acho perigoso de mais.
10. Legado — Quando você pensa no futuro, qual legado gostaria de deixar para o teatro brasileiro e para os artistas que estão começando agora?
Criou-se no Brasil a lenda de que teatro é para gente rica. Mentira. Fiz apresentações em CEU’s da periferia e foi sensacional. Já tive gente milionária e paupérrima na plateia e ambos tiveram a mesma experiência e gostaram. Ainda tenho esperança que os jovens REdescubram o teatro, que criem o hábito de conhecer novos textos, que tenham liberdade de criticar ou elogiar qualquer tema, que possam se aprofundar em discussões sem cair na armadilha do slogam pronto como argumento. O teatro é diferenciado porque é vivo, é feito ao vivo e isso é completamente diferente de qualquer outra forma de arte. O Paulo Goulart me disse isso uma vez:
- Porque viu ao vivo. Tudo que você experencia ao vivo, faz parte da sua memória e constrói o seu eu... Por isso o teatro jamais vai morrer.
E acho que ele estava certo!
🎸 Entre fronteiras e acordes: Daniel Bruno fala sobre música, diversidade artística e parcerias que unem culturas
🎶 Transitando com naturalidade entre diferentes estilos e projetos, o violonista pernambucano Daniel Bruno vem construindo uma trajetória marcada pela pluralidade musical. Seja acompanhando o cantor venezuelano Armando Fuentes no projeto Latin Night ou participando das irreverentes paródias ao lado do ator Jeison Wallace, Daniel acredita que a música não conhece fronteiras e que cada experiência é uma oportunidade de aprendizado, troca e crescimento artístico. Para ele, a riqueza da carreira está justamente na possibilidade de dialogar com diferentes linguagens e públicos.
🌎 A parceria com Armando Fuentes abriu as portas para um intercâmbio cultural que vai além da música. Daniel conta que o convite para integrar o Latin Night surgiu através da amizade com o cantor venezuelano e proporcionou seu encontro com os integrantes do Passaje Project. O resultado foi imediato: uma conexão artística construída a partir das cordas, elemento que, segundo ele, aproxima de forma genuína a música brasileira e a latino-americana, preservando as particularidades de cada tradição.
🎤 Além das experiências na música latino-americana e nos projetos de humor, Daniel Bruno também integra um trabalho dedicado à obra de uma das maiores vozes da música brasileira. Ao lado do cantor Amauri Nascimento, o violonista participa de um projeto que revisita o repertório de Gal Costa, celebrando clássicos que marcaram gerações e ajudaram a construir a história da MPB. A iniciativa reforça a versatilidade do músico, que transita com naturalidade entre diferentes estilos, mantendo sempre o respeito pela essência de cada obra e a busca constante por novas formas de expressão artística.
🎵 O contato com ritmos como bolero, salsa e latin jazz também representa a realização de um antigo desejo. Daniel revela que sempre sonhou em desenvolver um projeto com essa proposta em Pernambuco e acredita que o estado oferece um terreno fértil para iniciativas que promovem encontros culturais. Para o músico, experiências como essa fortalecem não apenas as carreiras dos envolvidos, mas também contribuem para uma construção cultural mais diversa e enriquecedora para toda a sociedade.
😂 Em outro extremo de sua atuação artística está a colaboração com Jeison Wallace, criador da personagem Cinderela. Daniel vê no humor e na música uma combinação poderosa, capaz de levar alegria e emoção ao público. Participar das produções ao lado de Jeison e do músico Nego Thor foi, segundo ele, uma experiência especial, marcada pela criatividade, pela liberdade artística e pelo talento de profissionais que ajudam a manter viva a tradição cultural pernambucana.
✨ Olhando para o futuro, Daniel Bruno pretende seguir explorando novos sons, projetos e possibilidades. Sem abrir mão da liberdade criativa, ele deseja continuar transitando entre diferentes universos musicais, preservando sua identidade artística. Para o violonista, o maior sonho é manter aberta a possibilidade de descoberta, permitindo que cada novo trabalho seja uma oportunidade de reinventar sua própria maneira de viver e fazer música.
Daniel, você participa de projetos musicais muito diferentes, do Latin Night com Armando Fuentes ao trabalho de paródias com Jeison Wallace. Como é mudar de um universo artístico para outro?
Resposta: Acho que, na vida, somos eternos aprendizes, e sou muito grato por ter a oportunidade de transitar por diversos universos musicais, podendo aprender e, ao mesmo tempo, trocar experiências. O som não tem fronteiras, e acredito que o grande barato de tudo isso é poder doar e receber um pouco da musicalidade de cada um, dentro das diversas possibilidades que a música nos oferece.
Como surgiu o convite para integrar o projeto Latin Night e o que mais te encanta na mistura entre a música brasileira e a latino-americana?
Resposta: Tudo surgiu a partir do convite do querido amigo Armando Fuentes, que me possibilitou conhecer essas pessoas incríveis do Passage Project. Assim que cheguei ao estúdio para gravarmos as primeiras canções e imagens, foi amor à primeira vista pelo som deles. Acho que tanto a música brasileira quanto a música latina transitam de forma muito genuína pelas cordas, cada uma com suas características próprias, é claro. Mas o fato de terem nas cordas esse ponto de encontro me encanta muito.
Sua parceria com Armando Fuentes tem aproximado o público pernambucano de ritmos como bolero, salsa e latin jazz. O que essa experiência agregou à sua trajetória como músico?
Resposta: Agrega muito, porque sempre tive uma vontade enorme de desenvolver um projeto desse tipo aqui em Pernambuco, que é um terreno fértil para diversas possibilidades. Porém, ainda não havia encontrado as pessoas certas. Acredito que essa troca de experiências agrega bastante valor à carreira de todos nós e que a construção da música e da cultura dentro de uma sociedade plural só tem a ganhar com encontros como esse.
Nos espetáculos e vídeos com Jeison Wallace, a música ajuda a potencializar o humor. Como nasce o processo de criação dos arranjos para as paródias?
Resposta: Jeison é um gênio e demonstra, de forma muito clara, tudo o que falei acima sobre a inexistência de fronteiras na música. Acho que a música tem o poder de elevar o ser humano a outra dimensão espiritual, assim como o humor, que também proporciona alegria às pessoas. É um projeto lindo do qual tive a oportunidade de participar ao lado desse patrimônio vivo do teatro pernambucano, que é Jeison, e de um grande amigo e músico, Nego Thor.
Depois de tantas experiências no palco, acompanhando artistas de estilos tão diferentes, quais são os próximos desafios e sonhos que Daniel Bruno pretende realizar na carreira?
Resposta: Pretendo continuar caminhando, aprendendo e lutando pela minha forma de pensar e fazer arte, sem abrir mão da liberdade de experimentar. Meu maior desafio talvez seja justamente manter vivas todas as possibilidades e pluralidades que cabem dentro da minha música, transitando por diferentes universos sem perder aquilo que me torna único. Quero seguir construindo esse lugar de encontro entre linguagens, sons e pessoas, onde a música possa existir sem fronteiras e, ao mesmo tempo, criar um universo próprio, paralelo e singular. No fim, talvez o grande sonho seja continuar tendo a liberdade de descobrir, a cada projeto, uma nova possibilidade de ser artista.














